Também responsável pela Delegacia de Santa Isabel-SP, Regina Campanelli será homenageada às 18h, no Japan Tower, na capital; profissional é pós-graduada em Direito Processual Civil Público e especialista em Combate ao Tráfico Internacional de Drogas, em Direito Penal, em Escuta Especializada de Crianças e Adolescentes, e em Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica
A delegada de Polícia Regina Campanelli, que, desde 2023, comanda a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Arujá-SP e a Delegacia de Área de Santa Isabel-SP, receberá o “Prêmio São Paulo” na noite desta sexta-feira (6/2), na capital paulista. Natural da periferia da zona leste paulistana, a profissional, de 42 anos, será reconhecida pela prestação de relevantes serviços na proteção e no acolhimento a vítimas de violência doméstica e pelo fato de Arujá manter há mais de 4 anos índice zero de feminicídio.
Idealizado pelo produtor Daniel Steve, a 7ª edição do “Prêmio São Paulo” prestará homenagem a 40 personalidades de destaque do estado. A cerimônia acontece a partir das 18h, na Sala Personalité do restaurante Japan Tower (rua Canuto do Val, 78 – Vila Buarque), em comemoração ao 472º aniversário da cidade.
Regina será condecorada por sua atuação austera à frente da DDM de Arujá, que há mais de 4 anos opera com índice zero de feminicídio – crime que, ao longo dos últimos anos, só cresce em todo o País, batendo recordes a cada novo levantamento:
“Arujá está inserida na Região Metropolitana, onde os dados deste tipo de delito (feminismo) são alarmantes. É preciso reconhecer que a doutora Regina (Campanelli) tem atuação que contribui significativamente para a Segurança Pública da cidade. O reflexo disso pode ser observado nos baixos índices de criminalidade do município”, reforça Steve.
Regina é natural da capital paulista. Cresceu no bairro Cangaíba, região periférica que concentra mais de 140 mil habitantes. A família de três irmãs – hoje, todas profissionais de carreira da Polícia Civil do Estado de São Paulo – foi criada, em meio a parcos recursos, pelo pai, metalúrgico (atualmente, aposentado), e pela mãe, dona de casa.
Aos 18 anos, a paulistana foi admitida investigadora de Polícia. Pouco tempo depois, já formada em Direito, passou no concurso para delegada. Na Zona Leste da Capital, enfrentou rebeliões carcerárias e comandou investigações de grande repercussão, como o latrocínio do estudante Victor Hugo Deppman e o feminicídio de Mariana Marcondes.
Antes de ser deslocada para trabalhar no Alto Tietê, Regina atuou no Aeroporto Internacional de Guarulhos-SP, no combate ao tráfico internacional de drogas; passou pelos 81° Distrito Policial (DP), 52° DP, 29° DP, e 31° DP; e foi titular da Unidade Gestora Executora (UGE) da 5° Delegacia Seccional.
O “Prêmio São Paulo” se junta a diversas outras homenagens concedidas à Regina, ao longo dos últimos anos. De 2023 para cá, a delegada recebeu Moções de Aplausos das Câmaras de Santa Isabel, de São Paulo e de Arujá e da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), além de ter sido reverenciada pelo Poder Legislativo Paulistano no Dia Internacional da Mulher, em 2024.
Preparo
Regina é pós-graduada em Direito Processual Civil Público; e especialista em Direito Penal, em Processo Penal, em Escuta Especializada de Crianças e Adolescentes, em Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, e em Tráfico Internacional de Drogas.
É palestrante sobre Segurança Pública; Violência Doméstica; Proteção de Crianças; Direitos de Grupos Vulneráveis; e Políticas de Prevenção ao Crime.
É, também, fundadora do movimento “Elas por Elas”, rede voluntária de apoio para o fortalecimento, a proteção e a valorização da autonomia das mulheres.
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