O consumo regular do alimento reduz os riscos de pré-eclampsia, previne desnutrição fetal e auxilia no desenvolvimento do bebê
A desnutrição fetal por deficiências nutricionais foi a maior causa de internações de bebês menores de um ano no Brasil em 2022, dado revelado pelo Ministério da Saúde. Entre os diversos fatores que impulsionam essa estatística, o avanço da desinformação acerca dos alimentos que proporcionam saúde e qualidade de vida ao ser humano deve ser ressaltado e propriamente desmistificado.
Clickbait, do inglês, “isca de clique”, é um recurso linguístico ou visual comumente utilizado nas redes sociais para atrair engajamento em uma publicação, seja a informação verdadeira ou não. Comumente, a isca é algo do cotidiano do brasileiro médio, de modo que prenda a atenção do usuário, assim como o leite. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os brasileiros consomem, em média, 6,5 bilhões de litros de leite UHT anualmente, visto que esse é o formato mais acessível para o consumo do alimento.
A desinformação sobre o alimento é que este causa inflamação no corpo, mas o nutricionista João Carlos Cavalcante, que atua no centro clínico do Órion Complex em Goiânia, refuta esse argumento. “Não existe evidência científica de que o leite seja um alimento inflamatório. Pelo contrário: o leite fortalece a saúde óssea da mãe e colabora para a formação do esqueleto fetal, visto que é rico em proteínas, vitaminas do complexo B e cálcio. Em casos de pacientes com doenças como alergia à proteína do leite de vaca e intolerância à lactose, nós temos opções vegetais que podem fazer justamente o papel do leite para que a mãe continue recebendo o aporte nutricional adequado”, explica o doutor.
“A ingestão adequada do leite durante a gestação pode reduzir o risco do desenvolvimento de pressão alta durante a gestação, denominada pré-eclâmpsia, além da deficiência de cálcio, uma complicação muito comum durante a gestação. O leite também é uma ótima fonte de iodo, nutriente essencial para a formação do sistema nervoso central do feto”, continua Dr. João Carlos.
Considerando todas as qualidades nutricionais do alimento, o nutricionista explica que o consumo do leite em sua forma UHT é segura para a gestação, visto que esta é apenas uma tecnologia de conservação e não altera a qualidade e composição do leite.
Vinícius Junqueira, diretor geral da Marajoara Laticínios, indústria leiteira goiana que abastece o Brasil todo com leite e derivados, explica que o processo de envase do leite UHT preserva todos os nutrientes do alimento elencados pela nutricionista como importantes para uma gestação saudável e para o desenvolvimento fetal. Além disso, não recebe aditivos.
“O leite cru é transportado dentro de um prazo máximo de 12 horas até a fábrica. Em seguida, é realizada uma bateria de testes de qualidade e depois direcionado para as salas de pasteurização e esterilização, em que o alimento é submetido a processos de fervura e resfriamento para que ele possa ser envasado de maneira asséptica e segura para o consumo, sem alterar sua qualidade nutricional”, explica Vinícius.
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