Conhecer os fatores de risco, observar sinais do organismo e realizar exames de rastreamento são medidas fundamentais para reduzir os impactos da doença
O câncer colorretal é um tipo de tumor que afeta o cólon ou o reto, regiões que fazem parte do intestino grosso e desempenham um papel essencial na absorção de água e sais minerais, além da formação das fezes. A doença costuma se desenvolver de forma silenciosa, muitas vezes a partir de pólipos, pequenas lesões que surgem na parede do intestino e que, ao longo do tempo, podem evoluir para câncer. Quando identificados precocemente, esses pólipos podem ser removidos antes que se transformem em tumores malignos, tornando o câncer colorretal uma doença que pode ser prevenida, tratada e, em muitos casos, curada.
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença. Entre os principais estão o envelhecimento, especialmente após os 50 anos, histórico familiar de câncer colorretal, alimentação rica em carnes vermelhas e processadas, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Por isso, a atenção aos hábitos de vida e ao histórico de saúde familiar é fundamental para a prevenção.
Embora muitas vezes não apresente sintomas nas fases iniciais, alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação médica. Entre eles estão sangramento retal, mudanças no hábito intestinal, como episódios frequentes de diarreia ou constipação, dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente e fadiga. Alterações nas fezes também merecem atenção, como mudança na cor, consistência ou formato, além de náuseas, vômitos, dor na região anal durante a evacuação e anemia de origem indeterminada. Caso esses sintomas persistam, a recomendação é procurar orientação médica para avaliação adequada.
Segundo Lucrécia Mendes, especialista de produtos da Bioclin, a conscientização sobre a doença é um dos principais caminhos para ampliar o diagnóstico precoce. “O rastreamento por meio de exames laboratoriais é fundamental para identificar alterações ainda em fases iniciais, muitas vezes antes mesmo do aparecimento de sintomas. Testes de triagem, como o de sangue oculto nas fezes, contribuem para direcionar o paciente para exames mais específicos, aumentando as chances de diagnóstico precoce e de sucesso no tratamento”, destaca.
Nesse cenário, os exames laboratoriais e de rastreamento têm papel essencial para a detecção precoce. Eles permitem identificar pólipos pré-cancerígenos ou tumores em estágios iniciais, quando as chances de tratamento eficaz são maiores.
Entre os exames mais indicados estão a colonoscopia, considerada o principal método de diagnóstico, o teste de sangue oculto nas fezes e a sigmoidoscopia. Além disso, testes rápidos de triagem, como o de sangue oculto nas fezes, ajudam a identificar pessoas que precisam realizar exames mais específicos, funcionando como uma importante ferramenta de apoio ao diagnóstico.
De forma geral, o rastreamento é recomendado a partir dos 50 anos, mesmo para pessoas sem sintomas. No entanto, indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal ou com doenças inflamatórias intestinais devem iniciar o acompanhamento mais cedo e manter uma vigilância mais rigorosa.
A adoção de hábitos de vida saudáveis também é um fator relevante na prevenção do câncer colorretal. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas e vegetais, a prática regular de atividade física, a manutenção de um peso saudável e a redução do consumo de carnes processadas e de bebidas alcoólicas contribuem para diminuir os riscos.
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