A guerra Estados Unidos – Israel – Irã, que chega hoje ao seu sétimo dia – em vez dos três países iniciais, já envolve 16 nações integrantes ou próximas ao Oriente Médio. De acordo com fontes internacionais, só nos três primeiros dias, os ataques de EUA e Israel produziram ao Irã 787 mortos em 1039 ações distribuídas por 504 localidades. Grupos de direitos humanos vão além, relatándo que o número de mortos no Irã chega a pelo menos 1500, sendo 200 deles civis. Também informam que 30 mil habitantes do Líbano tiveram de ser removidos por conta da represália israelense a ataques do grupo Hzbollah.
Os números, que podem ser considerados preliminares porque os conflitos continuam ocorrendo diuturnamente, não permitem, no entanto, considerar a guerra como alarmante e de difícil previsão de quanto tempo de duração terá. A hiperatividade tanto dos EUA quando de Israel e do próprio Irã (no outro lado do conflito) vem potencializando as ofensivas e dificultando a expectativa de possíveis acordos de cessar-fogo.
O presidente Donald Trump afirmou que os EUA já aniquilaram as forças iranianas (especialmente na marinha e aeronáutica), que os iranianos estão dispostos a conversar, mas não há essa possibilidade. O Irã atacou , desde o começo do conflito, bases militares norte-americanas instaladas nos diferentes países do Oriente Médio e também fechou a passagem pelo Estreito de Orzmud, por onde trafegam entre 20% e 30% do petróleo que a região fornece aos clientes de todo o mundo. Trump já advertiu que empregará a força para reabrir e garantir a passagem dos navios petroleiros.
O mundo vem enfrentando crises petrolíferas seguidas e os informes produzidos a partir do conflito atual levam à incerteza quanto a duração da guerra EUA – Israel – Irã. Em vez de diminuir, as hostilidades têm aumentado na medida em que um dos contendores ataca os países vizinhos que ainda não se definiram quanto à questão. Além da guerra nua e crua ainda há a incerteza sobre o potencial dos seus participantes. Os EUA são a maior potência militar (e econômica) do mundo. Israel, apoiado pelos EUA, também tem grande poderio militar e o Irã é um guerreiro proativo como resultado do meio século que vem vivendo como a belicosa e radical república islâmica.
Na perspectiva atual é difícil prever como evoluirá o conflito. A torcida mundial é para que ele se resolva, até porque os envolvidos dispõem de armasmento de alta potência. O Irã, por exemplo, desenvolve o programa nuclear que, embora sejas declarado de fins pacíficos, gera a desconfiança que – num momento difícil – poderá conduzir à montagem da bomba atômica, hoje muito mais desenvolvida do que as que os EUA lançaram no Japão (Hiroshima e Nagasaki) e foram o insumo que levou ao final da Segunda Guerra Mundial.
O presidente Donald Trump – que já derrubou o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela – anuncia que seu país confinuará atuando no exterior – especualmente na América Latina – para lmpedir o desenvolvimento de governos comunistas e a possibilidade do narcotráfico continuar fornecendo drogas aos norte-americanos. Já tem suas advertências apontadas para a Colômbia – que Trump considera um estado narcotraficante – e até para o Brasil onde, além do viés esquerdista do presidente Lula e seu governo, há informações de forte atuação das facções do crime organizado no transporte de drogas através dos rios da Bacia Amazônica e pelos portos mrítimos.
As forças mundiais torcem sinceramente para que EUA, Israel e Irã encontrem um meio de convivência pacífica – o que hoje ainda parece impossível – para evitar que cada país, no próprio interesse, prejudique os demais e as hostilidades sejam mantidas ou – o pior – ampliadas. Vivemos uma época crítica e precisamos, de todas as formas, buscar soluções que nos devolvam a segurança e o bem-estar às populações de todo o planeta…
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).
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