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A Notícia Precisa

Comércio de Poá em risco

Mais um tradicional estabelecimento comercial de Poá está fechando as portas. A mais antiga loja de roupas da cidade, o Bazar Marcelo, na Avenida Francisco Inácio, está encerrando suas atividades em caráter definitivo.
Esse fechamento é mais uma prova da situação dificílima por que passa o comércio poaense. Várias lojas tradicionais, como a Rolleta, de calçados, e as de carros na Avenida Lucas Nogueira Garcez já fecharam. As avenidas comerciais estão salpicadas de placas de Aluga e Passa o Ponto. As lojas que resistem anunciam liquidação total de seus produtos.
Para os comerciantes, manter uma loja em Poá está muito difícil por causa dos altos aluguéis e das muitas taxas e impostos que precisam pagar, além das despesas com funcionários, fornecedores e insumos. Outro motivo é a falta de compradores, como atestam as lojas vazias.
A inércia da Prefeitura e da Acip, Associação Comercial e Industrial de Poá, é motivo de indignação entre os comerciantes. Embora exista uma Secretaria dedicada ao comércio, nenhuma ação é feita no sentido de atrair consumidores para Poá. No máximo, a Prefeitura pinta as guias, como se isso fosse necessário.
Enquanto lojistas precisam arcar com altos impostos e taxas, camelôs pagam uma taxa simbólica para a Prefeitura para ocupar as praças que, por serem espaços públicos, nem poderiam ter essa atividade. Ainda puxam fios de energia, “os gatos”.
De nada adianta a Prefeitura fazer reuniões só com os comerciantes amigos que, para agradar o prefeito, dizem que está tudo bem. O que falta é a Prefeitura conversar diretamente com os comerciantes e ouvir o que eles têm a dizer. Aí sim, a Prefeitura terá uma ideia da realidade, da qual ela vive tão longe.
Que a Prefeitura e a Acip mostrem para o que vieram, começando por se informar das dificuldades do comércio e criando soluções para não deixar o comércio morrer de vez, como diminuir valor do IPTU, de taxas e impostos e um plano emergencial para atrair consumidores. Se continuar como está, o comércio de Poá vai parar.