Após a retomada do calendário presencial, o mercado brasileiro de feiras e eventos corporativos entrou, em 2025, em uma fase de acomodação mais estrutural. O setor deixou de operar apenas como ferramenta de visibilidade institucional e passou a integrar, de forma mais direta.
A mudança aparece com clareza no perfil das grandes feiras setoriais. Eventos como Agrishow, Bahia Farm Show, Show Rural Coopavel e FEIMEC passaram a concentrar lançamentos, negociações e relacionamento com compradores e distribuidores em um curto espaço de tempo. Em vez de ações dispersas ao longo do ano, muitas empresas optam por concentrar investimentos nesses encontros, onde estão reunidos decisores e cadeias produtivas completas.
Esse reposicionamento também alterou o papel das agências envolvidas nesse ecossistema. A atuação da
MCM Brand Experience é prova disso.
Em 2025, a empresa participou de projetos para mais de uma dezena de marcas nacionais e globais em
feiras de grande porte, atuando em frentes que vão além da execução física dos eventos. Planejamento,
desenho de jornadas de público, captação de dados e acompanhamento de resultados passaram a fazer
parte do escopo.
Os projetos desenvolvidos ao longo do ano reuniram milhares de participantes presenciais, além de
encontros restritos com executivos e lideranças setoriais. Em ações voltadas ao público B2B, as ativações
geraram milhares de interações qualificadas, com reflexos diretos na formação de leads e em pipelines
comerciais estimados em milhões de reais. O dado reforça uma percepção já difundida no mercado: feiras deixaram de ser apenas espaços de exposição para se tornarem ambientes efetivos de negócio.
Outro elemento que ganhou peso foi a integração com o digital. Transmissões ao vivo, produção de
conteúdo e estratégias de distribuição ampliaram o alcance das ações e estenderam o impacto dos eventos para além dos dias de realização. O modelo híbrido passou a ser utilizado como instrumento de
relacionamento contínuo e geração de dados, não apenas como complemento de audiência.
O avanço do setor ocorre em paralelo a uma maior cobrança por eficiência. Empresas passaram a exigir
métricas claras, relatórios e indicadores de retorno sobre investimento. Isso elevou o nível técnico das
operações e pressionou as agências a ampliar sua atuação para áreas ligadas à inteligência comercial e
análise de desempenho.
“No agronegócio e na indústria, o aperto de mão ainda é soberano, mas ele precisa ser
potencializado pela tecnologia. Nossa estratégia para 2026 foca em tornar essa conexão técnica algo
memorável e mensurável. Ao unir soluções omnichannel com a análise profunda do comportamento
do produtor, garantimos que o impacto da marca comece antes da feira e se estenda muito além da
desmontagem do estande.”
Fernando Novaes – Head of Marketing MCM
Especializada em eventos e experiências imersivas para o setor agrícola, a MCM Brand Experience
estruturou sua atuação a partir da análise de mais de 150 eventos agro realizados nos últimos quatro anos.
A leitura desse histórico permitiu desenvolver estratégias focadas na conexão entre inovação tecnológica e produtores, com uso de soluções omnichannel, gamificação e qualificação de contatos.
Para 2026, a expectativa do mercado é de continuidade desse movimento, com investimentos mais
concentrados e maior exigência por resultados mensuráveis. Em setores como agronegócio e indústria
pesada, onde o contato presencial e a demonstração técnica seguem sendo decisivos, as feiras se
consolidam como parte permanente da engrenagem econômica.
A Notícia Precisa
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