A China está tomando medidas para reduzir sua dependência de tecnologia dos EUA e outros países ocidentais. O governo de Pequim ordenou que empresas estatais substituam softwares e equipamentos estrangeiros por alternativas nacionais até 2027, como parte de um esforço para alcançar a autossuficiência tecnológica. Os chineses já baniram softwares de cibersegurança de empresas dos EUA e Israel, como VMware, Palo Alto Networks e Fortinet, devido a preocupações de segurança nacional. Planejam substituir equipamentos de informática e softwares ocidentais por alternativas nacionais, incluindo a substituição de PCs e smartphones de marcas estrangeiras.
O expansionismo da China – já transformada em potência econômica, incomoda os demais países do mundo globalizado, notadamente os Estados Unidos, governados por Donald Trump desde 20 de janeiro de 2025. Uma série de medidas já foi implementada para conter o avanço chinês, a começar pelo tarifaço, que também atingiu o Brasil. Agora o governo de Washington ameaçará a impor sobretaxa de 25% no comércio dos Estados Unidos com os países que mantiveram negócios com a China. O Brasil é um grande parceiro do país oriental e, com isso, está na mira das sanções. Dias atrás o governo dos EUA prometeu medidas que impeçam a construção pela China de portos e ferrovias em território brasileiro. Isso contraria os planos de implantação da ligação ferroviária Atlântico-Pacifico e de outros trechos ferroviários em território brasileiro.
De outro lado, especula-se aqui no Brasil que os carros elétricos chineses, que chegam ao País em grande escala, podem estar equipados com sensores que permitam àquele país monitorar o Brasil. A grande sensação que sobra a nós, brasileiros, é de que somos disputados por EUA e China. Cabe ao nosso governo adotar providências que melhor atendam aos interesses do País e da nossa população.
Por enquanto, as medidas rígidas do governo Donald Trump assustam o mundo e colocam alerta os parceiros comerciais. Há o risco concreto de vivermos uma nova Guerra Fria – movimento político que durou de 1947 a 1991 e antagonizou Estados Unidos e União Soviética que, durante a Segunda Guerra Mundial foram aliados e venceram o nazifascismo de Hitler e Mussolini. Os desentendimentos terminaram só quando a União Soviética esfacelou-se.
Agora o risco é termos EUA de um lado e a soma de Rússia, China e outros aliados em oposição. Trump não faz segredo de seu plano de finalizar os governos de esquerda da América Latina, inclusive o do Brasil. Na verdade, vivemos o risco de nova Guerra Fria e, com ela da possibilidade de novos conflitos regionais. Melhor que os países e respectivos governos, acima de suas ideologias, busquem o caminho da paz e da racionalidade. Até porque, diferente de décadas atrás, o mundo de hoje é altamente tecnologizado e uma guerra poderá ter consequências que ninguém imagina. Que, apesar de já ter agido militarmente na Venezuela, devido às características que envolviam o governo local, os EUA evitem o emprego da força nos países e territórios onde pretende mudanças. Que as tente conseguir pelo entendimento e não pelo conflito bélico que todos sabemos como começa, mas não em que condições pode terminar. Que a diplomacia fale mais alto e todos os povos possam viver bem…
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares do Estado de São Paulo).
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