A semana começa tensa no Congresso Nacional e, por extensão, em Brasília, por conta das duas principais CMPIs (Comissões Mistas Parlamentares de Inquérito) encarregadas de apurar os roubos no INSS e as irregularidades no sistema bancário cometidas pelos controladores do liquidado Banco Master, outras organizações do mesmo grupo também desautorizadas a continuar operando e, ainda, por outros grupos econômicos colocados sob ainvestigação do Banco Central por procedimentos análogos ao dos bancos fechados.
Destaca-se o acordo de delação premiada que, ao ser detido pela segunda vez, o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro negociou com a Polícia Federal e o Ministério Público. Sua reação ao ser trancafiado na cela de segurança máxima e sem qualquer requinte ou conforto – revelaram agentes presentes – foi de revolta e ameaças a todos os figurões que – segundo disse – ele pagou e agora vai chamar para dentro do processo. Especula-se nomes que não vamos citar por absoluta falta de necessidade e, acima de tudo, por ser essa uma responsabilidade das autoridades investigativas e não de elementos da sociedade, como é o nosso caso.
Além da maior ou menor explosão decorrente das informações prestadas por Vorcato que – segundo especulações – “podem derrubar a República”, ainda há o problema do INSS, onde a oposição força para continuar ouvindo envolvidos e forças leais ao governo se movimentam para não prorrogar as investigações que, pelo prazo inicial, terminarão no próximo sábado, dia 28 caso não se decida prorrogar a CMPI, providência que hoje depende de ações do presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre que, não estaria disposto a fazê-lo. Torcemos para que se chegue à melhior conclusão para os interesses do País e da população, especialmente dos aposentados e pensionistas que tiveram seus proventos desviados pelos falcatrueiros que invadiram o instituto previdenciário.
Fora os problemas dos bancos, da Previdência e dos parlamentares favoráveis e contrários às apurações, ainda temos a divergência entre os governos dos Estados Unidos – que promete classificar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como células terroristas – e o governo brasileiro, que é contrário a essa catalogação por ehtender que a lei brasileira não a permite. A grande preocupação é que essa e outras divergências entre os governos de Brasilia e Washington possa levar o governo do presidente Donald Trump a trazer tropas ao território brasileiro com o objetivo de combater as organizações classificadas como terroristas. Se isso vier a acontecer, estaremos convivendo com a guerra e todos os seus inconvenientes.
Preocupam-nos os pronunciamentos tanto de Trump quanto de Lula sobre as questões que envolvem os dois países. Ao mesmo tempo em que os EUA prometem lutar contra o narcotráfico na América Latina, há o propósito de Trump de varrer do continente os governos de orientação à esquerda, caso do de Lula. Preferimos que se isso tiver de acontecer, não seja pela força militar e nem pelo tarifaço já tentado e fracassado para os dois lados do balcão da enconomia regionhal.
De nosso posto de observação e sem instrumentos para interferir nas disputas, resta-nos rogar aos céus para que nossas autoridades – Governo, Congresso e Judiciário busquem à exaustão o caminho pacífico para resolver os problemas. Começando pela concórdia dos Três Poderes nacionais e seguindo pelo reconhecimento de que, por mais desejo que possamos ter, não temos economia e nem poder militar para confrontar com os Estados Unidos. Em nome dos mais de 200 anos de convivência pacífica que já vivemos, o melhor será buscar o acordo do que a demanda. Demandar com a maior potência do planeta é suicídio. Até mesmo as outras potências – China e Rússia vem, sistemat6icamente, buscando o caminho da negociação das divergências sem saequer citar a possibilidade de confronto.
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).
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