No quinto dia do conflito EUA – Israel – Irã, o barril de petróleo passou a custar US$ 83. Aumento próximo aos 20% e a possibilidade de subir ainda mais à medida em que o produto começar a faltar no mercado. É um quadro com que o mundo convive pelo menos desde 1973, ano do primeiro choque do petróleo e muitos países tiveram de restringir os transportes e a circulação de automóveis pela falde da matéria-prima para encher os tanques. Naquele mesmo tempo, a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo – aproveitou-se da situação e levou o preço do óleo para 100 e até 150 dólares, sacrificando praticamente todo o mundo. A crise nos transportes provocou a elevação de preços das mercadorias e a questão da cotação nas bolsas de valores. Uma situação que incomodou os maiores centros econômicos mundiais por muito tempo e, vez ou outra, se repete, elevando o barril da mercadoria energética dos habituais US$ 60 para o maior preço que a instabilidade do dia conseguir alavancar.
Estima-se que na briga EUA-Israel contra Irã, teremos mais altas nos próximos dias. Tanto do petróleo que o mundo recebe do Oriente Médio quanto das mercadorias que circulam na pauta internacional, especialmente os produtos alimentícios que compõem a cesta dos diferentes países. Nós, aqui no Brasil, já enfrentamos a falta de fertilizantes que estão desaparecendo do mercado porque carecem de petróleo para serem produzidos. A tendência é que o preço se eleve e o nosso agronegócio tenha dificuldade de aquisição, já que tem contratos de preços definidos com os consumidores internacionais e, pagando mais pelo insumo, verá prejudicada a expectativa de lucro na atividade. E, da mesma forma que o agronegócio brasileiro – vegetais e carnes – também encontraremos preços majorados nas mercadorias que tivermos de importar tanto para o abastecimento alimentar quanto para o suprimento de nossas indústrias.
A torcida é para que o conflito que hoje tumultua o Oriente Médio encontre uma solução ou pelo menos acordos que façam cessar as hostilidades. O primeiro reflexo das guerras no mercado petrolífero está no fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam de 20 a 30% do óleo produzido na região. O presidente Donald Trump diz que se a passagem não for aberta nos próximos dias colocará fortças do seu país para garantir o tráfego e com isso minimizar os reflexos do problema na economia mundial.
Verifica-se que o conflito ainda está sem previsão de solução e na linha do agravamento. Atacado e com o seu governante morto, o Irã tem revidado contra Israel e as bases militares norte-americanas localizadas nos países vizinhos. O melhor para todos é o encontro do ponto de equilíbrio que possa cessar a contenda.
Desde que derrubou o presidente Nicolas Maduro, da Venezuela, os Estados Unidos vêm recebendo o petróleo produzido naquele país e tem o compromisso de colocá-lo no mercado e destinar a renda para a recuperação da economia e das condições de vida da população venezuelana. No outro lado da questão, também poderá contribuir com o combate à escasses do produto no mercado e, até, promover a sua estabilidade de preços.
Há mais de cem anos, o petróleo é uma mercadoria de base política. Além de garantir a movimentação das frotas, ainda é um controlador de preços do transporte e do custo-de-vida.
Aqui no Brasil, com o transporte de cargas quase totalmente realizado por via rodoviária, somos altamente dependentes, mesmo tendo na estatal Petrobras e nas resercvas do pré-sal grandes pontos da produção petrolífera. Ainda somos apoiados peloprógrama do Etanol, que abastece grande percentual da frota de automóveis e pelo biodieses de base vegetal, que amplia a quantidade de combustível fóssil consumida pelos nossos caminhões e ônibus.
Esperamos que o conflit6o no Oriente Médio encontre rapidamente a sua solução e a vida volte ao normal em todos os quadrantes do planeta. O petróleo, embora sofrendo hoje a concorrência da eletricidade e a política daqueles que prevêem sua escassez nas próximas décadas, ainda é o insumo principal da economia mundial. Até países como o nosso – que possuem uma infraestrutura petrolífera desenvolvida – não conseguem a autonomia porque o óleo retirado das diferentes fontes são de diferentes qualidades e densidades, não permitindo a autononomia. Nem sempre o petróleo que adquirimos no exterior é indicado para os equipamentos de refino de que dispomos. Isso nos leva a recorrer às misturas que fazem as diferentes partidas chegarem ao combusdtível da qualidade que necessitamos para movimentar nossas frotas, indústrias e outros consumidores. Essa é uma verdade que a maioria do público consumidor desconhece. E a partir dela amplia-se o raciocínio de que, para o bem-estar de todos, o melhor é que as guerras não se alonguem pois são prejudicais ao comércio internacional. Perdem os fornecedores de combustíveis e também os negociantes das mercadorias diversas, pois o mercado eleva seus preços e isso prejudica a sua fluidez. Que EUA, Israel, Irã e todos os demais envolvidos no conflito cheguem ao melhor acordo possível e cada um possa levar a frente sua vida e os negócios. Esperamos que o nosso País mantenha a neutralidade nesseconflito pois se assumir o apoio aos EUA terá problemas com o Irã e se fizer em favor do Irã estará se antagonizando aos EUA. Somos militar e economicamente muito inferiores e isso nos impede de optar por um dos ladors. A neutralidade é o aconselhável…
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).
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