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Guerra priva o mundo de 20 milhões de barris de petróleo por dia

Desde 28 de fevereiro – quando eclodiu a guerra no Golfo Pérsico – o planeta vem amargando a falta diária de 20 milhões de barris de petróleo. É o volume que deixa de passar pelo Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã em represália aos Estados Unidos, Israel e aaladós aos ataques por wlescometidosao território e às instalações iranianas.

Especialistas em mercado petrolífero advertem que os países consumidores do óleo e seus derivados rumam para a maior crise já experimentada pelo segmento. Os 20 milhões de barris que eu deixam de chegar todos os dias aos consumidores equivalem ao consumo diário dos Estados Unidos, país detentor da maior economia do mundo. Até agora ainda não percebemos a escassez acentuD de diesel, gasolina, querosene de aviação e outros derivados porque os países vêm consumindo seus estoque estratégicos que,no entanto, devem se esgotar na virada de abril para maio ou nos primeiros dias do próximo mês. A mercadoria só não acabou até agora porque parte dos navios que partiram do Golfo antes de 28 de fevereiro ainda viaja a seus portos de destino, onde sua carga reforça o abastecimento.

Quando o petróleo acabar, as empresas aéreas cancelarão vôos, o transporte terrestre ficará sujeito à disponibilidade do combustível, que também será escasso para os automóveis e demais veículos particulares. As regiões abastecidas por usina térmicas poderão sofrer com a falta de eletricidade.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na ultima terça-feira (21), a extensão do cessar-fogo com o Irã, à espera de os dois países encontrarem meios para o restabelecimento da paz, que tem se mostrado difícil na região. Vale lembrar que, mesmo tendo sucesso essa nova rodada denegociação, o mundo fatalmente enfrentará a escacez de combustíveis porque mesmo que tudo volte a funcionar normalmente, demorará algum tempo para o abastecimento da clientela volte a funcionar em plena carga. Até lá, a escassez perdurará.

O Brasil, embora seja o sétimo maior produtor de petróelo do planeta também sofrerá com o desabastecimento. Mesmo tendo um excedente de óleo para vender, não temos aq marcadoria no tipo que o nosso sistema de refino necessita para chegarmos aos produtos aqui comercializados. Por conta disso, somos obrigados a importar 25% do óleo diesel que nossa frotacondome e atrazer também do exterior parte da gasolina que disponibilizamos nas bombas dos postos de abastecimento. Boa parte desses produtos vem do Golfo Pérsido e não estáchegando porcausa do fechamento do estreitocede Ormuz.Enquando não houver acordo para a desobstrução do canal, continuaremos com problemas e poderemo até registrar o desabastecimento tanto do petróleo e seus derivados quanto das mercadorias que depende de diesel, gasolina e querosene de aviação para vencer as distâncias entre os centros produtores e o consumidor. Acautelem-se todos, pois a crise se apresenta inevitável.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).