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Abre-se o grande ano político de 2026

O Congresso Nacional (Senado e Câmara dos Deputados) abre na próxima segunda-feira – 1º de fevereiro – o ano legislativo de 2026, que é um período diferenciado. Além de discutir e votar os projetos de leis do dia-a-dia, senadores e deputados têm pelo menos três tarefas especiais: a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim das reeleições para presidente da República, governador de Estado e prefeito municipal e as CPIs destinadas a apurar os roubos no INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) e as negociatas envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Também está apresentada a PEC da Segurança Pública, elaborada pelo governo, mas que dificilmente será votada, já que o seu “padrinho”, o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, saiu do governo. Essa lei de segurança conta com a oposição radical dos governadores, que não concordam com a proposta de passagem de atribuições estaduais para a esfera federal. Ainda mais: 2026 é o ano das eleições de níveis federal e estaduais e a polarização é elevada entre a esquerda do presidente Lula da Silva e a direita de Jair Bolsonaro que, apesar de condenado e encarcerado, ainda nutre a esperança de se safar dos problemas e também concorrer. Os governos de esquerda da América Latina vêm caindo como soldadinhos de dominó nas ultimas eleições. Com isso, o Foro de São Paulo, de esquerda, fundado em 1990 por Fidel Castro e Lula com o objetivo de criar a URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina) nos moldes da extinta União Soviética está morrendo. Objetivo político frustrado pelo enfraquecimento dos governos de ideologia esquerda na região.
A queda do governo chavista da Venezuela é outro forte indicativo de que o continente irá gradativamente ser governado pela direita. Em breve – especula-se – outros países , especialmente a Colômbia, Cuba e Nicarágua entrarão pelo mesmo caminho da Venezuela. E o Brasil terá de cuidar-se para conseguir fazer a eleição desse ano sem contratempos e, principalmente, a possibilidade de ocupação estrangeira. Nós, brasileiros, esperamos que as eleições deste ano transcorram em clima de normalidade e sem a intervenção estrangeira. Da mesma forma que rejeitamos ditaduras ou governos autoritários de esquerda, não queremos que nosso País e sociedade caiam nas mãos de qualquer outra tendência radical. Precisamos da democracia, o regime que escolhemos desde a época da proclamação da República (1889) e, infelizmente, em algumas épocas esteve suspenso por diferentes razões. Queremos viver todos os nossos dias democraticamente, realizando eleições, alternando o poder entre os que conseguirem reunir o maior número de votos e, na medida do possível, oferecendo boas condições de vida à população. Que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário – definidos pela Constituição Como os Poderes da República, atuem estritamente dentro dos parâmetros definidos na Carta Magna e, com isso, possamos conduzir a Nação ao grande destino que sempre sonhamos e perseguimos…