Líderes da União Europeia e do Mercosul assinaram no sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai, acordo comercial após mais de 25 anos de negociações. O tratado cria a maior área de livre comércio do mundo, com integração de mercados, redução de tarifas e estímulo a investimentos.
· A cerimônia reuniu chefes de Estado e autoridades dos dois blocos.
· O presidente Lula não participou do evento, mas foi citado por líderes como essencial para a conclusão do acordo. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos nacionais e pelo Europeu.
Segundo dados da Comissão Europeia, o Brasil responde por mais de 82% de todas as importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano destinadas ao velho continente.
Apesar da ausência, Lula foi citado por diferentes líderes durante a cerimônia. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que o acordo só foi possível graças à atuação do presidente brasileiro e que Lula foi um dos principais impulsionadores do processo. “Não posso deixar de mencionar o nome de um grande e querido, hoje infelizmente ausente, que sem ele não teríamos chegado a este acordo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos responsáveis fundamentais no processo de negociação do acordo”, afirmou Peña .
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu publicamente a liderança do brasileiro, afirmando que seu comprometimento foi essencial para a conclusão do tratado. Lula recebeu von der Leyen na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro. Na ocasião, classificou a demora para concluir o acordo como “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”, reiterando que o tratado reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões).
“Essa é uma parceria baseada no multilateralismo”, afirmou, arrematando que “Esse acordo de parceria vai além da dimensão econômica. A UE e o Mercosul compartilham valores como respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente”, finalizou.
O Mercosul tem como membros plenos Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que aderiu em 2024. Venezuela inscreveu-se mas está suspensa desde 2016. São membros associados Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname. Com produção diversisicada, essas nações deverão, no futuro, fazer grandes negócios com a Europa. No Brasil o primeiro setor que tem o objetivo de ampliar seu mercado com os europeus é o Agro no segmento de frutas. Seus produtores estão preparando o aumento das áreas cultivadas para atender à nova clientela internacional.
A geopolítica internacional deverá influir bastante no desenvolvimento da parceria EU-Mercosul, apesar de alguns países *como a França) ter dificuldades para compatibilizar o mercado comum e os produtores locais, que temem a concorrência internacional e protestam sempre que os acordos avançam.
A América do Sul, onde o Mercosul está em sua maior extensão, tem potencial para atender o mercado internacional tanto em alimentos quanto em manufaturados. As alterações políticas que vem acontecendo no continente com o resultado das novas eleições tendem a facilitar as negociações internacionais. Que tudo se concretize e as populações possamter mais oportnidades de produção, renda e vida…
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Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
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