É difícil saber se o povo pode (ou deve) pedir ou torcer pela paz, se possível, no mundo. É altamente preocupante o momento que atravessamos. Os políticos em regime de guerra onde não se contentam apenas com o fazer de oposição, mas procuram, também, destruir o adversário. As normas e regulamentos são desrespeitados e os poderes institucionais são acusados de invadir seara alheia, gerando protestos e queixas. O desejável é que cada um permaneça em sua área de atribuição e desempenhe suas tarefas com dedicação e zelo. Que o poder seja empregado para o bem-estar coletivo e jamais para tentar subjugar os que pensam diferente.
Nós, os brasileiros, somos hoje obrigados a nos preocupar com a possibilidade de guerra entre os Estados Unidos (nosso parceiro comercial e estratégico de dois séculos) e a Venezuela, nossa vizinha governada pelo chavismo de Nicolás Maduro, hoje pressionado a deixar o poder e cercado por navios, aviões de guerra e tropas norte-americanas. Caso entrem em conflito aberto, os reflexos certamente virão ao território brasileiro. E ainda mais: no proselitismo internacional fala-se que os Estados Unidos, sob o pretexto de combater o crime organizado e o narcotráfico (que comercializa suas drogas nos EUA) poderão derrubar os governos da Venezuela, Colômbia, Nicarágua e dos demais países da América Latina (até do Brasil) cujos governantes são simpáticos ou vinculados às esquerdas. Se ocorrer, o povo sofrerá.
‘ Esperamos que – apesar das divergências – os governos dos presidentes Lula (Brasil) e Donald Trump (EUA) se esforcem para encontrar o ponto de equilíbrio e respeito mútuo. Que questões menores não tenham o condão de azedar as relações.
Os últimos acontecimentos policiais brasileiros revelam a preocupante situação do crime organizado operando dentro da estrutura econômica oficial do País em diferentes frentes. As primeiras providências para resolver a questão já se encontram em andamento. Mas é preciso a ação efetiva para evitar que os escaninhos oficiais continuem sendo utilizados para o crime e – se possível – que nosso País não seja submetido à ação anticartel criminoso que os EUA vem anunciando nos últimos tempos. Se tivermos de receber os esquadrões antidrogas internacionais, que seja mediante acordo de cooperação; jamais pela unilateral invasão da potência patrocinadora. Não podemos abrir mão da soberania territorial.
Ainda dentro do quadro de preocupações relativas às desavenças de grupos políticos e ideológicos e seus adversários. Por mais opiniões e interesses divergentes que os cercam, devem eles tentar toda negociação para não tirar o País e as instituições dos trilhos porque, se acontecer, será pior para todos. Durante décadas vivemos a falta de compromisso de grupos com os interesses nacionais e isso nos levou à bestialidade da polarização. É melhor cada um cuidar seriamente de suas obrigações, cumpri-las à risca e evitar o terreno da retaliação.
O Brasil de hoje necessita que todos os órgãos e autoridades cumpram exemplarmente seus deveres. Se assim tivesse ocorrido nas últimas quatro décadas, não haveria hoje a permanente queixa de que a Constituição não é cumprida, as pessoas e instituições não negligenciariam seus deveres, o crime organizado não estaria envolvido na economia oficial e nem em outros setores de prestação de serviços à comunidade. Senhores governantes, parlamentares e detentores de diferentes formas de poder emanado da Constituição, cuidem o mais rápido possível de colocar em dia seus compromissos e deveres para evitar que a sociedade padeça pela falta de providências.
‘ Aguarda-se que nos próximos dias o Parlamento discuta e vote o fim do foro privilegiado, a PEC da Segurança Pública, a Anistia aos envolvidos nos episódios de 8 de janeiro de 2023 e uma série de pendências. E que o legalismo volte a imperar nos corredores do poder sem nunca permitir que interpretações viciadas ou maliciosas acabem por ensejar que o pretendido pelo legislador – tanto da Constituição quanto do ordenamento jurídico dela decorrente – seja esbulhado ou jogado na lata do lixo.
O Brasil e todos nós, brasileiros, necessitamos desse cuidado e consideração vindos daqueles que elegemos ou que, pela legislação, foram nomeados para gerir a Nação...
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).
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