Uso de área comum em condomínio exige bom senso de moradores

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Quem mora em condomínio e utiliza as áreas comuns como salão de festas, churrasqueira, academia, piscina eplayground, por exemplo, deve seguir as regras estabelecidas no regimento interno e, assim, evitar conflitos com os outros moradores. “O documento precisa ter, por exemplo, questões como horário de uso ou número de convidados permitido para um evento de forma clara, com o cuidado de não deixar qualquer brecha para dupla interpretação”, explica Roger Silva, diretor da Auxiliadora Predial, empresa de gestão condominial e negócios imobiliários, que administra aproximadamente 1.000 condomínios na cidade de São Paulo.

            No entanto, ele alerta que, além do respeito às regras do condomínio, o bom senso é indispensável para evitar certas situações. “Na academia, não é raro as pessoas utilizarem pesos e não devolvê-los ao local apropriado, podendo atrapalhar o treino de outros moradores. Ou não tomarem cuidado com a questão da higienização, assim que terminam uma atividade em um aparelho de ginástica, passando um paninho com álcool, por exemplo”, relata Silva. “É necessário ter consciência de que se trata de um espaço compartilhado, que outras pessoas vão utilizar a academia e é um direito delas encontrá-la em ordem”, completa.  

            Uma das principais fontes de reclamação, a área da churrasqueira também é um local que exige bom senso ao usá-la. Além dos cuidados com os materiais e o mobiliário que pertencem ao condomínio e com o próprio espaço, principalmente em relação à limpeza, o condômino responsável deve se atentar à circulação de seus convidados pelo prédio. “Pode haver áreas em que a permanência de pessoas de fora não é autorizada”, diz o diretor da Auxiliadora Predial. No entanto, o excesso de barulho é o que geralmente mais incomoda os vizinhos. “É importante respeitar também o direito ao sossego dos moradores do prédio”.

            Ao tomar conhecimento de algum comportamento inadequado, o síndico pode tentar uma conversa com o morador para conscientizá-lo sobre. No caso de reiteração, é preciso verificar se no regimento interno há meios de advertir ou, em último caso, multar o condômino. “Mas a conversa deve vir, sempre, em primeiro lugar”, conclui Silva.    

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