“Os bastidores da política partidária – perfil do bom e do mau político”.

Categorias

Na política, infelizmente, poucos são os que se salvam, quando o assunto é a retidão, pureza de princípios, virtudes, dentre as quais, destacam-se a probidade, o civismo, o patriotismo, temperança, espírito democrático, humanitário e de justiça, nas esferas pessoal, social e política.
A classe política, em regra, olha para o próprio umbigo, pouco se lixando para as expectativas, anseios e necessidades da população. A cultura perversa da vantagem a qualquer custo contribui para que os maus políticos tenham longa vida pública, através de esquemas escusos, para se locupletar e se perpetuar no poder. Usam, para tal, as mazelas da política partidária, onde o fisiologismo, o clientelismo e o nepotismo cruzado, concretizam-se em práticas da troca de favores, ou seja, onde as propinas são extraídas do erário público, para alimentar a politicalha do “é dando que se recebe e do toma lá dá cá”.
O Santo nome de Deus e de Jesus Cristo são usados de má fé, pois, esses inescrupulosos não têm nenhum pudor e, muito menos devoção à ética ou a moral, no que se refere seara da deontologia. Vale tudo para se alcançar o poder, mas, diga-se com todas as letras: a corrupção está nas entranhas da cultura do povo brasileiro, lamentavelmente.
Não nos iludamos, pois, não prosperariam os maus políticos, não fosse a cultura da lei de Gerson neste país.
Quando em campanha, os maus políticos, travestem-se de cordeiros para conquistar o eleitor com as promessas vazias e os engodos, sendo os instrumentos de persuasão, o poder econômico, os quais são utilizados para cooptar grande parte dos eleitores que colocam os interesses particulares em detrimento aos interesses públicos. Depois, não adianta cobrar uma postura de retidão, haja vista que contribuíram para que esses maus se perpetuem no poder político e público.
Estamos muito longe de erradicar a corrupção do nosso país, em todas as esferas (Federal, Estaduais, Distrital, Municipais). Vejam o que a Comissão Especial do Parlamento decidiu no debate sobre a Medida Provisória que trata da nova estrutura dos Ministérios do Governo Federal. Simplesmente retiraram o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça, passando-o para o Ministério da Economia.
Políticos da lavra do Senador Renan Calheiros, por exemplo, um dos maiores corruptos deste país, perpetua-se no poder, há décadas, graças aos analfabetos funcionais. Desta forma, os políticos de má índole conseguem fazer com que o crime organizado ganhe mais uma batalha, mas, tenhamos fé, pois, não ganharão esta guerra.
Neste contexto ele não foi a favor de que o COAF permanecesse no Ministério da Justiça, por que tem receio do poder que o Ministro Sérgio Moro teria em mãos, tendo esse órgão de controle de atividades financeiras, pois, o poder econômico do crime organizado que é o ponto forte dessas facções criminosas, seria colocado em cheque e grande parte dos desvios e produtos da corrupção seriam repatriados e confiscados, além de outras medidas para reduzir a corrupção sistêmica e endêmica.
Graças a Deus, há pelo menos a exceção na classe política, que são os bons políticos que fazem a diferença. Eles representam a renovação da melhor política partidária e desejam, ardentemente, lutar para combater este desafio globalizado da corrupção.
A população mais consciente do poder e da soberania do voto é responsável por esta quebra de paradigmas. Precisamos limpar ou varrer os maus políticos e buscar a erradicação da corrupção nesta nação.
Por derradeiro encerro o comentário com a lição do saudoso espiritualista Chico Xavier:
“A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma.” (Chico Xavier).
Benedito Pereira
Coronel veterano da PMESP e da FNSP

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*