{"id":29480,"date":"2026-05-22T11:14:25","date_gmt":"2026-05-22T14:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/?p=29480"},"modified":"2026-05-22T11:14:26","modified_gmt":"2026-05-22T14:14:26","slug":"festival-de-cinema-faz-homenagem-a-zita-carvalhosa-e-destaca-mudancas-climaticas-conflitos-no-oriente-medio-colonialismo-e-povos-originarios-ativismo-feminista-saude-mental-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/festival-de-cinema-faz-homenagem-a-zita-carvalhosa-e-destaca-mudancas-climaticas-conflitos-no-oriente-medio-colonialismo-e-povos-originarios-ativismo-feminista-saude-mental-e-educacao\/","title":{"rendered":"Festival de cinema faz homenagem a Zita Carvalhosa e destaca mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, conflitos no oriente m\u00e9dio, colonialismo e povos origin\u00e1rios, ativismo feminista, sa\u00fade mental e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Com um total de 104 filmes, representando 27 pa\u00edses, a 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o da <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> destaca temas relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, conflitos no Oriente M\u00e9dio, amea\u00e7as aos territ\u00f3rios dos povos origin\u00e1rios, lutas feministas e quest\u00f5es de g\u00eanero, sa\u00fade mental, entre outros. Na programa\u00e7\u00e3o est\u00e1 uma homenagem \u00e0 produtora paulista Zita Carvalhosa, falecida em 2025; uma retrospectiva hist\u00f3rica dedicada \u00e0 trajet\u00f3ria do Semin\u00e1rio Flaherty, espa\u00e7o privilegiado de reflex\u00e3o sobre o cinema document\u00e1rio e independente, com destaque para o papel central de sua fundadora, Frances Hubbard Flaherty; uma mostra contempor\u00e2nea com os destaques do cinema socioambiental internacional; duas competi\u00e7\u00f5es exclusivas para filmes brasileiros de longa e curta-metragem; e v\u00e1rios outros programas. S\u00e3o dirigidas ou codirigidas por cineastas mulheres 59 &#8211; ou 56,7% &#8211; das obras.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerado o mais importante evento audiovisual da Am\u00e9rica do Sul focado em quest\u00f5es socioambientais, o festival acontece de 28 de maio a 10 de junho na cidade de S\u00e3o Paulo, ocupando o Reserva Cultural, Centro Cultural S\u00e3o Paulo e mais 28 espa\u00e7os culturais do Circuito Spcine, sempre com entrada gratuita. Al\u00e9m das exibi\u00e7\u00f5es de filmes, est\u00e3o agendados debates, encontros, bate-papos com realizadores e cr\u00edticos de cinema, oficinas e uma masterclass com o convidado internacional Sami van Ingen. Sele\u00e7\u00f5es de filmes ficam disponibilizadas tamb\u00e9m em duas plataformas de streaming parceiras, ambas com acesso gratuito: Ita\u00fa Cultural Play e Spcine Play. Mais detalhes sobre a programa\u00e7\u00e3o podem ser acessados atrav\u00e9s dos endere\u00e7os<a href=\"https:\/\/ecofalante.org.br\/\"> <\/a><a href=\"https:\/\/ecofalante.org.br\/\">https:\/\/ecofalante.org.br\/<\/a> e<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mostraecofalante\/\"> <\/a><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mostraecofalante\/\">https:\/\/www.instagram.com\/mostraecofalante\/<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A grande homenageada desta edi\u00e7\u00e3o da <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> \u00e9 a produtora Zita Carvalhosa (1960-2025). Importante nome da \u00e1rea audiovisual brasileira, ela assina a produ\u00e7\u00e3o executiva de 59 s\u00e9ries, longas e curtas-metragens. Tamb\u00e9m comandou o Kinoforum \u2013 Festival Internacional de Curtas de S\u00e3o Paulo e as Oficinas Kinoforum de Realiza\u00e7\u00e3o Audiovisual. A sele\u00e7\u00e3o de sua produ\u00e7\u00e3o com tem\u00e1ticas socioambientais exibida na Mostra inclui os longas <strong>&#8220;O Cineasta da Selva&#8221;<\/strong>, de Aur\u00e9lio Michiles, <strong>\u201cCarv\u00e3o\u201d<\/strong>, de Carolina Markowicz, e <strong>\u201cF\u00e9\u201d<\/strong>, de Ricardo Dias, ao lado dos curtas <strong>\u201cDistra\u00edda para a Morte\u201d<\/strong>, (Jeferson De), <strong>\u201cA Alma do Neg\u00f3cio\u201d<\/strong> (Jos\u00e9 Roberto Torero) e <strong>\u201cOnde S\u00e3o Paulo Acaba\u201d<\/strong> (Andrea Seligmann).<\/p>\n\n\n\n<p>A atra\u00e7\u00e3o de abertura do evento, em 27\/05, exclusiva para convidados, \u00e9 <strong>\u201cO Urso Inconveniente\u201d<\/strong>, uma coprodu\u00e7\u00e3o entre os EUA e o Reino Unido ainda in\u00e9dita no Brasil.&nbsp; O longa causou forte impacto no Festival de Sundance deste ano, quando venceu o grande pr\u00eamio do j\u00fari para document\u00e1rios. Dirigido por Gabriela Osio Vanden e Jack Weisman, o filme acompanha o caminho tradicional de migra\u00e7\u00e3o de um urso polar, que se aproxima de \u00e1reas povoadas, gerando conflitos entre os interesses humanos e a natureza selvagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques da programa\u00e7\u00e3o est\u00e3o filmes que t\u00eam entre seus produtores executivos o ator Leonardo DiCaprio e o diretor Ang Lee. DiCaprio est\u00e1 na equipe de <strong>\u201cO Grande Lago Salgado\u201d<\/strong>, longa dirigido por Abby Ellis in\u00e9dito do Brasil que foi premiado no Festival de Sundance. A obra descreve o secamento do Grande Lago Salgado (Great Salt Lake), em Utah (EUA), liberando componentes depositados em seu fundo sob a forma de poeira t\u00f3xica e contaminando o ar da regi\u00e3o. J\u00e1 Ang Lee \u00e9 um dos respons\u00e1veis por <strong>\u201c\u00c0 Deriva: 76 Dias Perdido no Mar\u201d<\/strong>, uma abordagem da epop\u00e9ia do velejador Steven Callahan, que sobreviveu 76 dias sozinho em um bote salva-vidas cruzando o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma s\u00e9rie de debates discutem quest\u00f5es urgentes ligadas \u00e0s quest\u00f5es socioambientais e dialogam com filmes da programa\u00e7\u00e3o. O encontro \u201cEmerg\u00eancia Clim\u00e1tica &amp; Crise Ambiental\u201d, agendado para 28\/05, re\u00fane o f\u00edsico Paulo Artaxo (USP), a advogada p\u00fablica e pesquisadora Erika Pires Ramos, da Rede Sul-Americana para as Migra\u00e7\u00f5es Ambientais (RESAMA), e o cientista Jos\u00e9 Antonio Marengo Orsini, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais &#8211; Cemaden\/MCTI, com media\u00e7\u00e3o da jornalista Daniela Chiaretti. O filme exibido antes do debate \u00e9 o espanhol \u201c<strong>Bangladesh Submersa\u201d<\/strong>, de Luc\u00eda Benito. Vencedora do pr\u00eamio de melhor filme socioambiental no Festival de Guadalajara e in\u00e9dita no Brasil, a obra acompanha uma fam\u00edlia de Bangladeshse preparando para escapar do clima extremo que assola a regi\u00e3o em que vivem.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 29\/05, o tema do debate \u00e9 \u201cColonialismo, Territ\u00f3rio e Povos Origin\u00e1rios: Hist\u00f3rias de saques e viol\u00eancias\u201d, sendo que o filme exibido \u00e9 <strong>\u201cNossa Terra\u201d<\/strong>, primeiro document\u00e1rio dirigido pela aclamada cineasta argentina Lucrecia Martel (de \u201cO P\u00e2ntano\u201d e \u201cA Menina Santa\u201d). Ainda in\u00e9dito em S\u00e3o Paulo, o longa foi lan\u00e7ado no Festival de Veneza, venceu o BFI London Film Festival e foi premiado no Festival de Locarno. A revista The Hollywood Reporter definiu o filme como uma \u201ccr\u00f4nica contundente\u201d e um \u201cdocument\u00e1rio visualmente espl\u00eandido\u201d, destacando a forma meticulosa e expressiva com que o cinema de Martel retrata o roubo hist\u00f3rico das terras da comunidade ind\u00edgena Chuschagasta e a sua resist\u00eancia. A programa\u00e7\u00e3o reserva ainda espa\u00e7o para outras tr\u00eas obras relacionadas a esse debate. Vencedor do pr\u00eamio de patrim\u00f4nio cultural imaterial no festival Cin\u00e9ma du R\u00e9el (Fran\u00e7a), <strong>\u201cSuriname, a Lei do Rio e a do Dinheiro\u201d<\/strong>, de Lonnie van Brummelen, Siebren de Haan e Tolin Alexander, acompanha um barqueiro quilombola na floresta tropical do Suriname que navega entre as tradi\u00e7\u00f5es ancestrais e o capitalismo moderno. \u00c9 in\u00e9dito no Brasil, assim como o peruano <strong>\u201cRuna Simi\u201d<\/strong>, no qual Augusto Zegarra foi eleito como o melhor diretor de document\u00e1rio estreante no Festival de Tribeca. No filme, um dublador peruano tenta convencer a The Walt Disney Company a dublar o filme \u201cO Rei Le\u00e3o\u201d (1994) para o qu\u00edchua, na esperan\u00e7a de salvar sua l\u00edngua nativa. J\u00e1 a coprodu\u00e7\u00e3o de Uganda e Su\u00e9cia elogiada por seu tratamento visual <strong>\u201cO Sal de Katwe\u201d<\/strong>, de Nima Shirali, focaliza as duras condi\u00e7\u00f5es de trabalho e vida de extrativistas&nbsp;&nbsp; de sal na regi\u00e3o de Katwe, em Uganda. Em outros tempos, seu lago salgado foi massivamente explorado por colonizadores alem\u00e3es, mas hoje o local e seus habitantes encontram-se abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conflitos na regi\u00e3o do Oriente M\u00e9dio tamb\u00e9m s\u00e3o temas de dois dos debates programados em 2026. \u201cOriente M\u00e9dio: Conflitos, Guerra e Mem\u00f3ria\u201d e \u201cPalestina: Apagamentos e Resist\u00eancias\u201d. O primeiro, programado para 1\/06, tem a participa\u00e7\u00e3o da professora Safa Jubran (USP) e de Mariana Duccini, pesquisadora da \u00e1rea de cinema e arquivo com doutorado pela ECA-USP. Na data, est\u00e1 programada a exibi\u00e7\u00e3o do longa <strong>\u201cVoc\u00ea Me Ama\u201d<\/strong>, no qual a cineasta Lana Daher partiu de mais de 20 mil horas de material de arquivo para contar uma hist\u00f3ria recente do L\u00edbano atrav\u00e9s de imagens que ajudaram a formar o imagin\u00e1rio e a identidade de seus habitantes. Lan\u00e7ado no Festival de Veneza e premiado nos festivais Doc Point (Finl\u00e2ndia) e Hamburgo, trata-se de uma viagem \u00edntima por 70 anos de mem\u00f3rias audiovisuais do L\u00edbano, reunindo desde filmes a v\u00eddeos caseiros, passando por programas de tv e fotos. Dois outros t\u00edtulos em exibi\u00e7\u00e3o, ambos in\u00e9ditos no Brasil, dialogam com o tema. <strong>\u201cOs Le\u00f5es do Rio Tigre\u201d<\/strong>, uma coprodu\u00e7\u00e3o Noruega\/Pa\u00edses Baixos dirigida por Zaradasht Ahmed, mostra uma cidade devastada durante a batalha pela liberta\u00e7\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico, e sua luta para curar e preservar sua identidade, cultura e arte, tendo sido selecionado para os importantes festivais de document\u00e1rios CPH:DOX (Copenhague), DOC NYC (Nova York) e no alem\u00e3o DOK Leipzig. Finalmente, <strong>\u201cJerusal\u00e9m, a Lei da Pedra\u201d<\/strong>, de Danae Elon, promove uma an\u00e1lise aprofundada e instigante da arquitetura israelense e do tipo de pedra que moldou a Jerusal\u00e9m moderna e foi usada para controlar a cidade, tendo sido recebido com elogios nos festivais de document\u00e1rios IDFA \u2013 Amsterd\u00e3 e DocAviv (Israel).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o debate \u201cPalestina: Apagamentos e Resist\u00eancias\u201d, em 3\/06, tem inspira\u00e7\u00e3o no filme <strong>\u201cPartition\u201d<\/strong>, de Diana Allan, que mescla imagens de arquivo da Palestina sob ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica com \u00e1udios de refugiados palestinos no L\u00edbano. Selecionado para o prestigioso Festival de Roterd\u00e3 e in\u00e9dito no Brasil, o longa revela os fios invis\u00edveis que conectam o passado e o presente da regi\u00e3o utilizando uma montagem dial\u00e9tica e uma banda de som ass\u00edncrono. Tamb\u00e9m focado na Palestina, <strong>\u201cOs G\u00eameos de Gaza\u201d,<\/strong> \u00e9 dirigido por diretor por Mohammed Sawwaf, uma das vozes decisivas para que muitas das hist\u00f3rias de apartheid, guerra e genoc\u00eddio em Gaza chegassem ao Ocidente. Tamb\u00e9m in\u00e9dito no Brasil, o filme acompanha uma m\u00e3e que enfrenta obst\u00e1culos angustiantes e barreiras militares enquanto luta para se reunir com seus g\u00eameos rec\u00e9m-nascidos. No sueco <strong>\u201cYalla Parkour\u201d<\/strong>, exibido no Festival de Berlim, a cineasta palestina-jordaniana-americana Areeb Zuaiter cruza o caminho de um atleta de parkour em Gaza, dando in\u00edcio a uma jornada onde aspira\u00e7\u00f5es conflitantes se cruzam.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema do encontro em 4\/06 \u00e9 \u201cFeminismos, Corpo e Lutas de G\u00eanero\u201d, com quatro filmes da programa\u00e7\u00e3o a ele relacionados. Em <strong>\u201cEscrevendo a Vida \u2013 Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes\u201d<\/strong>, a realizadora francesa Claire Simon aborda os diferentes olhares marcados por um forte vi\u00e9s de g\u00eanero de&nbsp; jovens estudantes sobre a obra de&nbsp; Annie Ernaux, autora vencedora do Pr\u00eamio Nobel de Literatura. Selecionado para o Festival de Tribeca, <strong>\u201cArtista dos Rejeitos\u201d<\/strong>, de Toby Perl Freilich, focaliza o trabalho e o percurso da artista visual Mierle Laderman Ukeles, que combina arte e engajamento para falar do importante tema da gest\u00e3o de res\u00edduos urbanos e toda sua cadeia de trabalho invis\u00edvel. J\u00e1 <strong>\u201cRompendo Rochas\u201d<\/strong>, dirigido por Sara Khaki e Mohammadreza Eyni, foi indicado ao Oscar de melhor document\u00e1rio e venceu o grande pr\u00eamio do j\u00fari para document\u00e1rio internacional no Festival de Sundance. Sua protagonista \u00e9 a primeira mulher eleita para o conselho local de seu conservador povoado no noroeste do Ir\u00e3, gerando rea\u00e7\u00f5es adversas e acusa\u00e7\u00f5es sobre suas motiva\u00e7\u00f5es. Por sua vez, no longa <strong>\u201cSem D\u00f3 Nem Piedade\u201d<\/strong>, a realizadora Isa Willinger questiona se o cinema feminino se caracteriza por uma dureza particular. O filme, que investiga poder, viol\u00eancia e representa\u00e7\u00e3o, mesclando hist\u00f3ria, cr\u00edtica e manifesto, conta com participa\u00e7\u00e3o das cineastas C\u00e9line Sciamma, Virginie Despentes, Nina Menkes, Catherine Breillat, Apolline Traor\u00e9 e Joey Soloway.<\/p>\n\n\n\n<p>Educa\u00e7\u00e3o, tema discutido em <strong>\u201cEscrevendo a Vida \u2013 Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes\u201d<\/strong>, est\u00e1 no centro de outro t\u00edtulo assinado por Claire Simon, <strong>\u201cAprender\u201d<\/strong>. In\u00e9dito no Brasil, o longa tem como protagonistas professores e seus desafios di\u00e1rios. Reconhecido mundialmente como um dos mais importantes pensadores da pedagogia, o brasileiro Paulo Freire (1921-1997) criou uma pedagogia cr\u00edtica e libertadora, que transforma a educa\u00e7\u00e3o em ferramenta de conscientiza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o social, rompendo com o modelo tradicional de ensino. Ele tem seu projeto de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos recuperado em <strong>\u201cLendo o Mundo\u201d<\/strong>, obra dirigida por Catherine Murphy e Iris de Oliveira eleita como o melhor document\u00e1rio no Festival de Gramado e vencedor do Pr\u00eamio Coraz\u00f3n Feliz no Festival de Havana. J\u00e1 <strong>\u201cA Fabulosa M\u00e1quina do Tempo\u201d<\/strong>, de Eliza Capai, foi a atra\u00e7\u00e3o de abertura da mostra Generation do Festival de Berlim 2026. Nele, meninas no sert\u00e3o do Piau\u00ed equilibram a inf\u00e2ncia l\u00fadica com a transi\u00e7\u00e3o para a adolesc\u00eancia, incluindo seus sonhos e as diferen\u00e7as de g\u00eanero. Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 presente nos curtas-metragens brasileiros <strong>\u201cDa Aldeia \u00e0 Universidade\u201d<\/strong>, <strong>\u201cMestrinhos\u201d<\/strong>, <strong>\u201cNioladi\u201d<\/strong>, <strong>\u201cSaber Brincar\u201d<\/strong>, <strong>\u201cSer Cria\u201d<\/strong> e <strong>\u201cUm P\u00e9 de Caju\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00fade mental \u00e9 discutido em 5\/06 no debate \u201cSociedade do Cansa\u00e7o: Solid\u00e3o, Trabalho e a Reconstru\u00e7\u00e3o do Comum\u201d, que conta com a presen\u00e7a da professora e pesquisadora Ludmila Costhek Ab\u00edlio. O encontro est\u00e1 ancorado na exibi\u00e7\u00e3o de <strong>\u201cQuerido Amanh\u00e3\u201d<\/strong>, obra dirigida por Kaspar Astrup Schr\u00f6der que focaliza tr\u00eas indiv\u00edduos isolados no Jap\u00e3o que encontram consolo por meio de um servi\u00e7o de bate-papo patrocinado pelo governo. Tamb\u00e9m conectado com o tema do encontro, o filme franc\u00eas <strong>\u201cA Vida Real\u201d<\/strong>. Nele, os diretores Ekiem Barbier e Guilhem Causse prop\u00f5em a um jovem ator habitar um avatar virtual e explorar uma simula\u00e7\u00e3o de vida online. Ambas as produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o in\u00e9ditas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate organizado em parceria com a Anistia Internacional, \u201cDemocracia, \u00c9tica e Justi\u00e7a\u201d acontece em 2\/06 e est\u00e1 ancorado no longa <strong>\u201cO Sil\u00eancio da Terra\u201d<\/strong>, produ\u00e7\u00e3o da Espanha juntamente com a Fran\u00e7a e a B\u00e9lgica dirigida por Frank Guti\u00e9rrez que trata dos assassinatos de quatro defensores do meio ambiente latino-americanos: Berta C\u00e1ceres (Honduras), Paulo Paulino Guajajara (Brasil) e Ildefonso e Aldo Zamora (M\u00e9xico). In\u00e9dito no Brasil, o filme \u00e9 apresentado \u201ccomo um testemunho direto da luta de comunidades e fam\u00edlias que continuam a enfrentar amea\u00e7as, criminaliza\u00e7\u00e3o e impunidade\u201d. Duas produ\u00e7\u00f5es alem\u00e3s, in\u00e9ditas em telas brasileiras, tamb\u00e9m dialogam com o tema do encontro. <strong>\u201cDesmascarando Elon Musk\u201d<\/strong>, de Andreas Pichler, utiliza informa\u00e7\u00f5es vazadas de 100 GB de documentos internos da Tesla para denunciar como a empresa tem repetidamente reduzido a seguran\u00e7a em favor de experimentos e tecnologias inovadoras, e tra\u00e7a a ascens\u00e3o mete\u00f3rica de Musk e sua guinada em dire\u00e7\u00e3o a Donald Trump. J\u00e1 <strong>\u201cSoldados da Luz\u201d<\/strong> explora o crescente cen\u00e1rio de influenciadores, coaches e curandeiros autoproclamados que espalham narrativas conspirat\u00f3rias e mant\u00eam la\u00e7os estreitos com movimentos antidemocr\u00e1ticos. Dirigida por Julian Vogel e Johannes B\u00fcttner, a obra foi selecionada para os festivais de document\u00e1rios Visions du R\u00e9el (Su\u00ed\u00e7a) e DOK.fest (Alemanha).<\/p>\n\n\n\n<p>Um total de 51 t\u00edtulos brasileiros recentes foram selecionados para as duas mostras competitivas do evento. S\u00e3o produ\u00e7\u00f5es representando o Distrito Federal e mais 19 estados: Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para\u00edba, Paran\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, S\u00e3o Paulo, Sergipe e Tocantins. Para a competi\u00e7\u00e3o Territ\u00f3rios e Mem\u00f3rias, voltada a curtas e longas-metragens que discutam temas sociais e ambientais no Brasil, est\u00e3o selecionados 12 longas e 19 curtas-metragens. Um dos destaques \u00e9 <strong>\u201cArquivo Vivo\u201d<\/strong>, dirigido por Vincent Carelli (de \u201cCorumbiara\u201d e \u201cMart\u00edrio\u201d) que \u00e9 exibido em premi\u00e8re mundial. A obra recapitula os 40 anos de atua\u00e7\u00e3o junto a comunidades ind\u00edgenas pelo projeto V\u00eddeo nas Aldeias, reunindo um acervo hist\u00f3rico e devolvendo essas imagens \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es das primeiras popula\u00e7\u00f5es visitadas. Os demais longas da competi\u00e7\u00e3o s\u00e3o <strong>\u201cA Fabulosa M\u00e1quina do Tempo\u201d<\/strong> (de Eliza Capai), <strong>\u201cAmaz\u00f4nia Oktoberfesta\u201d<\/strong> (S\u00e9rgio Oliveira e Felipe Drehmer), <strong>\u201cAt\u00e9 Onde a Vista Alcan\u00e7a\u201d<\/strong> (Alice Villela e Hidalgo Romero), <strong>\u201cFuturo Futuro\u201d<\/strong> (Davi Pretto), <strong>\u201cMinha Terra Estrangeira\u201d<\/strong> (Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e Jo\u00e3o Moreira Salles), <strong>\u201cMovimento Perp\u00e9tuo\u201d<\/strong> (Leandro Alves), <strong>\u201cNa Passagem do Tr\u00f3pico\u201d<\/strong> (Francisco Miguez), <strong>\u201cNimuendaj\u00fa\u201d<\/strong> (Tania Anaya) e o in\u00e9dito no Brasil <strong>\u201cMounir\u201d<\/strong>, de Juliana Borges, al\u00e9m de outras duas estreias mundiais: <strong>\u201cBenvindos\u201d<\/strong> (Luana Cabral) e <strong>\u201cO Jardim de Maria\u201d<\/strong> (Jade Rainho). Por sua vez, o Concurso Curta Ecofalante \u00e9 uma competi\u00e7\u00e3o exclusiva para curtas-metragens realizados por estudantes (ensino superior, t\u00e9cnico, livre ou m\u00e9dio) e teve 20 obras selecionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2026, a <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> dedica seu Panorama Hist\u00f3rico ao legado do Flaherty Film Seminar, iniciativa sediada em Nova York que presta homenagem a Robert J. Flaherty (1884-1951), pioneiro realizador que definiu o cinema documental em <strong>\u201cNanook, o Esquim\u00f3\u201d<\/strong> (1922). Criado em 1955 por Frances Hubbard Flaherty, esposa e colaboradora de longa data do cineasta, o semin\u00e1rio tornou-se refer\u00eancia entre cineastas, artistas, curadores e cr\u00edticos. Intitulada \u201cThe Flaherty Way e os Contra-cinemas\u201d, a programa\u00e7\u00e3o re\u00fane cinco t\u00edtulos ic\u00f4nicos que passaram pelo semin\u00e1rio, abrangendo diferentes d\u00e9cadas. O grande destaque \u00e9 <strong>\u201cHarlan County: Trag\u00e9dia Americana\u201d<\/strong> (1976), obra da diretora Barbara Kopple, que venceu o Oscar de document\u00e1rios e registra, de forma comovente da luta de treze meses entre uma comunidade que luta para sobreviver e uma corpora\u00e7\u00e3o dedicada aos resultados financeiros. Est\u00e3o programados ainda o cl\u00e1ssico <strong>\u201cNanook, o Esquim\u00f3\u201d<\/strong>; o vanguardista <strong>\u201cPara Sempre Condenadas\u201d<\/strong> (1987), de Su Friedrich, sobre desejos reprimidos, a culpa cat\u00f3lica e a sexualidade l\u00e9sbica; <strong>\u201cRemontagem\u201d<\/strong> (1983), no qual a diretora Trinh T. Minh-h\u00e1 desafia os m\u00e9todos documentais etnogr\u00e1ficos convencionais para desconstruir a representa\u00e7\u00e3o colonial; o iraniano vencedor do pr\u00eamio C\u00e2mera de Ouro e o pr\u00eamio da cr\u00edtica internacional no Festival de Cannes <strong>\u201cTempo de Embebedar Cavalos\u201d<\/strong> (2000), de Bahman Ghobadi, <strong>\u201cSombras Reveladas\u201d <\/strong>(2025), longa que, a partir de material de arquivo in\u00e9dito, examina a trajet\u00f3ria de Frances Hubbard Flaherty e seu papel fundamental na constru\u00e7\u00e3o da obra e do legado do cineasta Robert J. Flaherty. Frances foi uma colaboradora decisiva em diversos filmes do diretor, atuando na produ\u00e7\u00e3o, na escrita, na edi\u00e7\u00e3o e, posteriormente, na preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de sua obra. Seu diretor, Sami van Ingen, bisneto de Robert J. Flaherty e de Francis Hubbard Flaherty, tem presen\u00e7a confirmada em S\u00e3o Paulo, onde ministra masterclass sobre o processo de pesquisa do filme \u201cSombras Reveladas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinco filmes integram os Programas Especiais em 2025. Al\u00e9m de <strong>\u201cAprender\u201d<\/strong>, de Claire Simon, e <strong>\u201cLendo o Mundo\u201d<\/strong>, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, est\u00e3o inclu\u00eddas mais tr\u00eas outras produ\u00e7\u00f5es. As belezas e os problemas cr\u00edticos do mais importante rio paulista est\u00e3o em foco em <strong>\u201cTiet\u00ea: \u00c1guas Verdadeiras\u201d<\/strong>, longa in\u00e9dito em festivais dirigido por Rodrigo Campos. Projeto idealizado por Guilherme Brammer e dirigido por Sylvio Rocha, <strong>\u201cA Economia da Esperan\u00e7a\u201d <\/strong>\u00e9 um road movie in\u00e9dito que tenta descobrir, no Brasil e na Cor\u00e9ia do Sul, se \u00e9 poss\u00edvel construir neg\u00f3cios que regenerem o planeta e ainda sejam vi\u00e1veis. Completa a se\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o francesa <strong>\u201cLonge dos Holofotes\u201d<\/strong>, de J\u00e9r\u00e9mie Battaglia, que focaliza aqueles que trabalham para a marca VEJA no Brasil. A marca francesa de t\u00eanis sustent\u00e1veis \u00e9 reconhecida pelo uso de materiais ecol\u00f3gicos, como borracha da Amaz\u00f4nia e algod\u00e3o org\u00e2nico, e focada no com\u00e9rcio justo.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, uma se\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicada ao programa <strong>Ecofalante Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, promovido pela mesma organiza\u00e7\u00e3o social respons\u00e1vel pela <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong>. A iniciativa promove de forma permanente a integra\u00e7\u00e3o entre cinema, educa\u00e7\u00e3o e cidadania, levando o audiovisual a escolas e universidades de todo o Brasil por meio de um cat\u00e1logo de filmes, curadorias tem\u00e1ticas, debates e atividades formativas. Conta ainda com a plataforma gratuita Ecofalante Play, que oferece a educadoras e educadores acesso a mais de 300 filmes, materiais de apoio e acompanhamento da equipe Ecofalante para a realiza\u00e7\u00e3o de exibi\u00e7\u00f5es em institui\u00e7\u00f5es de ensino. Nesta edi\u00e7\u00e3o do festival est\u00e3o programadas 12 produ\u00e7\u00f5es, cinco delas resultado de parceria com o evento franc\u00eas FIFE &#8211; Festival International du Film d\u2019\u00c9ducation: <strong>\u201cAqui\u201d<\/strong> (de Aur\u00e9lia Hollart, (Fran\u00e7a), <strong>\u201cKuap\u201d<\/strong> (Nils Hediger, Su\u00ed\u00e7a), <strong>\u201cMatilda\u201d<\/strong> (Vito Palmieri, It\u00e1lia), <strong>\u201cMeu Amigo Nietzsche\u201d<\/strong> (F\u00e1uston da Silva, Brasil) e <strong>\u201cMeu Av\u00f4 Estranho\u201d<\/strong> (Dina Velikovskaya, R\u00fassia). Voltado ao p\u00fablico infantil, o longa brasileiro <strong>\u201cSete Cores da Amaz\u00f4nia\u201d<\/strong>, de Ana L\u00edgia Pimentel, acompanha uma menina que vive em uma palafita da periferia de Manaus e embarca em uma jornada de descoberta de suas ra\u00edzes ind\u00edgenas. Completa a programa\u00e7\u00e3o para espa\u00e7os da Secret\u00e1ria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo a s\u00e9rie de filmes com o t\u00edtulo de \u201cNarrativas do Clima: Os Caminhos para o Lixo Zero\u201d. Nela est\u00e3o reunidos o curta-metragem noruegu\u00eas <strong>\u201cUm Sonho de Hava\u00ed\u201d<\/strong> (de Thomas Smoor Isaksen) e os brasileiros <strong>\u201cA Incr\u00edvel Aventura das Sonhadoras Crian\u00e7as contra Lixeira Furada e Capit\u00e3o Sujeira\u201d<\/strong> Beatriz Ohana), <strong>\u201cCata\u201d<\/strong> (Lucas S\u00e1), <strong>\u201cOs Pequenos Mundos, uma Aventura com Caixas\u201d<\/strong> (Sandra Coelho) e <strong>\u201cTsuru\u201d<\/strong> (Pedro Anias).<\/p>\n\n\n\n<p>sobre os programas<\/p>\n\n\n\n<p>Homenagem Zita Carvalhosa<\/p>\n\n\n\n<p>A homenageada desta edi\u00e7\u00e3o da <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> \u00e9 a produtora Zita Carvalhosa, precocemente falecida em 2025. Importante nome da \u00e1rea audiovisual brasileira, ela criou e comandou iniciativas pioneiras que ser tornaram refer\u00eancias, coo o Kinoforum \u2013 Festival Internacional de Curtas de S\u00e3o Paulo e as Oficinas Kinoforum de Realiza\u00e7\u00e3o Audiovisual. Foi tamb\u00e9m produtora executiva de 59 obras, entre s\u00e9ries, longas e curtas-metragens. Uma pequena mostra dessa produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 representada na programa\u00e7\u00e3o da <strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong>, reunindo seis t\u00edtulos realizados no per\u00edodo de 1994 a 2022 e que conta com apoio da Cinemateca Brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>&#8220;O Cineasta da Selva&#8221;<\/strong> (1997), dirigido por Aur\u00e9lio Michiles, \u00e9 um document\u00e1rio vencedor de quatro pr\u00eamios no Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro que narra a vida e obra de Silvino Santos (1886-1970), um cineasta portugu\u00eas pioneiro que registrou a Amaz\u00f4nia. O filme aborda sua trajet\u00f3ria desde a chegada ao Brasil, seu envolvimento com o cinema e sua dedica\u00e7\u00e3o em filmar a regi\u00e3o amaz\u00f4nica, tendo se tornado um mito da selva e um dos pioneiros do nosso cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Longa de estreia da diretora Carolina Markowicz, o perturbador <strong>\u201cCarv\u00e3o\u201d<\/strong> (2022) acompanha uma fam\u00edlia no interior que decide hospedar um traficante argentino para ganhar dinheiro. Estrelado por Maeve Jinkings, Romulo Braga, Camila M\u00e1rdila e C\u00e9sar Bord\u00f3n, a obra foi vencedora dos pr\u00eamios de melhor roteiro, dire\u00e7\u00e3o de arte e atriz coadjuvante no Festival do Rio e do pr\u00eamio da cr\u00edtica e Prix Lyc\u00e9en de la Fiction no Cin\u00e9latino &#8211; Festival de Latino-americano em Toulouse (Fran\u00e7a), entre outras l\u00e1ureas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Dirigido por Ricardo Dias, o document\u00e1rio <strong>\u201cF\u00e9\u201d<\/strong> (1999) focaliza&nbsp;a religi\u00e3o e a f\u00e9 no Brasil atual. Est\u00e3o em destaque o poder da f\u00e9, as grandes festas religiosas, os rituais marcantes das diferentes religi\u00f5es, seitas e cultos, os pastores e os fi\u00e9is. A obra foi premiada no Festival Biarritz Amerique Latine (Fran\u00e7a) e foi selecionada para o IDFA-Amsterd\u00e3 e para o Festival de Havana, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Exibido em festivais no Brasil, na Alemanha e em Burkina Fasso, o curta-metragem <strong>\u201cDistra\u00edda para a Morte\u201d<\/strong> (2001) aborda temas como racismo e exclus\u00e3o social ao acompanhar tr\u00eas adolescentes negros que perambulam pela cidade de S\u00e3o Paulo. O diretor Jeferson De (de \u201cBr\u00f3der\u201d e \u201cDoutor Gama\u201d) \u00e9 reconhecido por sua luta por representatividade e pela cria\u00e7\u00e3o de narrativas protagonizadas por pessoas negras. Segundo ele, \u201cDistra\u00edda para a Morte\u201d \u00e9 um filme sobre \u201ca for\u00e7a que prov\u00e9m da fragilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assinado por Jos\u00e9 Roberto Torero \u2013 tamb\u00e9m escritor, com 69 livros publicados \u2013, <strong>\u201cA Alma do Neg\u00f3cio\u201d<\/strong> (1996) \u00e9 frequentemente citado como um cl\u00e1ssico do curta-metragem brasileiro dos anos 1990. Premiado em eventos no Brasil, nos EUA e na Gr\u00e9cia, o filme \u00e9 uma s\u00e1tira do universo publicit\u00e1rio que acompanha um &#8220;casal propaganda&#8221; perfeito e sua vida idealizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o curta-metragem <strong>\u201cOnde S\u00e3o Paulo Acaba\u201d<\/strong> (1994), dirigido por Andrea Seligmann, acompanha um dia na vida de dois amigos moradores do bairro de Graja\u00fa, na periferia sul da cidade de S\u00e3o Paulo. Entre os temas abordados est\u00e3o o rap, futebol, viol\u00eancia e drogas. Vencedora do pr\u00eamio da cr\u00edtica no Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro, a obra foi exibida nos festivais de Roterd\u00e3, Havana, Barcelona e outros 11 eventos internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Panorama Internacional Contempor\u00e2neo<\/p>\n\n\n\n<p>Se\u00e7\u00e3o que re\u00fane os grandes destaques recentes do circuito mundial, o Panorama Internacional Contempor\u00e2neo exibe em 2026 um total de 24 filmes, representando 21 pa\u00edses. Entre as principais tem\u00e1ticas presentes na sele\u00e7\u00e3o est\u00e3o emerg\u00eancia clim\u00e1tica, conflitos no Oriente M\u00e9dio, povos origin\u00e1rios, g\u00eanero, colonialismo, educa\u00e7\u00e3o e Intelig\u00eancia Artificial, entre outros.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cNossa Terra\u201d<\/strong> \u00e9 o primeiro document\u00e1rio assinado pela consagrada cineasta argentina Lucrecia Martel, diretora de \u201cO P\u00e2ntano\u201d&nbsp;(2001),&nbsp;\u201cA Menina Santa\u201d&nbsp;(2004),&nbsp;\u201cA Mulher Sem Cabe\u00e7a\u201d&nbsp;(2007) e&nbsp;\u201cZama\u201d&nbsp;(2018). Exibido no Festival de Veneza e premiado no Festival de Locarno, o filme \u00e9 uma cr\u00f4nica contundente que retrata a trajet\u00f3ria de uma lideran\u00e7a ind\u00edgena e legado colonialista do roubo de terras e propriedades em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o alem\u00e3 <strong>\u201cDesmascarando Elon Musk\u201d<\/strong> o diretor Andreas Pichler revela, a partir de dados vazados da Tesla, o padr\u00e3o desse magnata da tecnologia: anunciar grandes planos, impulsionar a execu\u00e7\u00e3o independentemente da precis\u00e3o ou do impacto humano. O longa-metragem j\u00e1 foi descrito como um olhar sobre \u201co que acontece quando um homem poderoso come\u00e7a a ver o mundo inteiro como seu parque de divers\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201c\u00c0 Deriva: 76 Dias Perdido no Mar\u201d<\/strong> tem entre os produtores executivos o cineasta Ang Lee, por duas vezes vencedor do Oscar de melhor diretor, por \u201cO Segredo de Brokeback Mountain\u201d e \u201cAs Aventuras de Pi\u201d. Neste filme dirigido pelo norte-americano Joe Wein \u00e9 abordada a epopeia do velejador Steven Callahan que, ap\u00f3s uma baleia atingir seu barco, sobreviveu 76 dias sozinho em um bote salva-vidas cruzando o Atl\u00e2ntico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um perturbador mergulho no mundo digital \u00e9 proporcionado pelo longa franc\u00eas<strong> \u201cA Vida Real\u201d<\/strong>. Seus diretores, Ekiem Barbier e Guilhem Causse, propuseram ao ator Victor Assi\u00e9 explorar uma simula\u00e7\u00e3o on-line da vida cotidiana como um avatar e conhecer seus usu\u00e1rios, interpretando a si mesmo. Atrav\u00e9s de suas peregrina\u00e7\u00f5es complicadas, mas hil\u00e1rias, ele descobre um mundo novo, por\u00e9m familiar.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Arte combinada com gerenciamento de res\u00edduos \u00e9 foco da carreira da inovadora artista Mierle Laderman Ukeles, focalizada em <strong>\u201cArtista dos Rejeitos\u201d<\/strong>, do diretor Toby Perl Freilich. Ukeles \u00e9 pioneira no ecofeminismo e na arte de pr\u00e1tica social e trouxe o trabalho invis\u00edvel da limpeza, do cuidado e da maternidade para o espa\u00e7o p\u00fablico, tornando-o o foco de sua pr\u00e1tica art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o espanhola dirigida por Luc\u00eda Benito,<strong> \u201cBangladesh Submersa\u201d<\/strong> alerta: at\u00e9 2050, quase 20% do litoral sul desse pa\u00eds asi\u00e1tico estar\u00e1 inabit\u00e1vel e 30 milh\u00f5es de pessoas ser\u00e3o deslocadas. O filme acompanha uma fam\u00edlia que se prepara para escapar do clima extremo e fugir para Dhaka \u2013 a cidade que cresce mais rapidamente no mundo \u2013 e foi vencedor do pr\u00eamio de melhor filme socioambiental no Festival de Guadalajara. Na ocasi\u00e3o da premia\u00e7\u00e3o, o j\u00fari do evento reconheceu a obra \u201cpelo seu profundo impacto emocional ao abordar uma quest\u00e3o que afeta fam\u00edlias, comunidades e cidades inteiras, com uma clara resson\u00e2ncia global\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEscrevendo a Vida \u2013 Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes\u201d<\/strong> \u00e9 um dos t\u00edtulos dirigidos por Claire Simon presentes na <strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> deste ano, ao lado de \u201cAprender\u201d, inclu\u00eddo nos Programas Especiais. Figura central do feminismo contempor\u00e2neo e vencedora do Pr\u00eamio Nobel de Literatura, Annie Ernaux personifica a emancipa\u00e7\u00e3o individual e coletiva, entre o \u00edntimo e o universal. O filme indaga o que os jovens veem nas obras dessa autora. O longa, uma produ\u00e7\u00e3o francesa que esteve selecionada para o Festival de Veneza, acompanha discuss\u00f5es em sala de aula sobre feminismo, contexto social e suas pr\u00f3prias vidas. \u201cA ideia era contar essa hist\u00f3ria sem Annie Ernaux, usando apenas seus livros\u201d, explicou Simon \u00e0 Variety.<\/p>\n\n\n\n<p>No rigoroso inverno da Mong\u00f3lia, dois amigos embarcam em uma miss\u00e3o assustadora para proteger 2.000 cavalos. A jornada deles, um teste de resist\u00eancia e uma luta para manter vivos os costumes antigos em meio a uma paisagem em mudan\u00e7a, \u00e9 retratada no australiano <strong>\u201cInverno Implac\u00e1vel\u201d<\/strong>, de Kasimir Burgess. Uma obra imersiva e intimista\u201d, o longa prop\u00f5e uma an\u00e1lise aprofundada e instigante da arquitetura israelense e do tipo de pedra que moldou a Jerusal\u00e9m moderna e foi usada para controlar a cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo DiCaprio \u00e9 um dos produtores executivos de <strong>\u201cO Grande Lago Salgado\u201d<\/strong>, longa dirigido por Abby Ellis que foi vencedor de pr\u00eamio especial do j\u00fari no Festival de Sundance. O filme descreve o secamento do Great Salt Lake (Utha, EUA) como uma &#8220;bomba at\u00f4mica ambiental&#8221;: se o lago secar completamente, seu leito exposto liberar\u00e1 poeira t\u00f3xica \u2013contendo altos n\u00edveis de ars\u00eanico, chumbo e merc\u00fario \u2013 que se tornar\u00e1 a\u00e9rea, contaminando o ar da regi\u00e3o metropolitana em torno.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande vencedor do grande pr\u00eamio do j\u00fari para document\u00e1rios no Festival de Sundance, <strong>\u201cO Urso Inconveniente\u201d<\/strong> acompanha o caminho tradicional de migra\u00e7\u00e3o de um urso polar. O animal chega a \u00e1reas povoadas, gerando conflitos entre os interesses humanos e a natureza selvagem enquanto. Ao mesmo tempo, ele luta para sobreviver em um mundo em mudan\u00e7a. Em um retrato impactante, os diretores Gabriela Osio Vanden e Jack Weisman mostram que quando um predador sagrado passa a ser rotulado como um inc\u00f4modo, torna-se incerto quem realmente pertence a essa paisagem compartilhada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>\u201cO Sal de Katwe\u201d<\/strong>, de Nima Shirali, uma f\u00e1brica de sal abandonada projeta a sombra de uma promessa n\u00e3o cumprida devido a inunda\u00e7\u00f5es sazonais, pre\u00e7os em queda e trabalho t\u00f3xico, enquanto os pol\u00edticos prometem libertar a comunidade da pobreza. De andamento espirituoso e impactante visualmente, o filme \u00e9 uma coprodu\u00e7\u00e3o entre a Su\u00e9cia e Uganda que re\u00fane um mosaico de personagens, revelando as dificuldades hist\u00f3ricas dos trabalhadores do sal.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coprodu\u00e7\u00e3o Espanha\/Fran\u00e7a\/B\u00e9lgica,<strong> \u201cO Sil\u00eancio da Terra\u201d<\/strong> focaliza o assassinato de quatro defensores ambientais latino-americanos: o brasileiro Paulo Paulino Guajajara (1993-2019), Berta C\u00e1ceres (1971-2016), de Honduras, e os mexicanos Ildefonso (1961-2020) e Aldo Zamora (1985-2007). Esses ativistas ambientais foram brutalmente assassinados na Am\u00e9rica Latina por se opor a grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e seus interesses. O diretor Frank Guti\u00e9rrez define o document\u00e1rio como \u201cum ato de repara\u00e7\u00e3o\u201d que busca \u201cn\u00e3o apenas denunciar, mas tamb\u00e9m proteger\u201d. \u201cO que \u00e9 tornado vis\u00edvel \u00e9 mais dif\u00edcil de apagar\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>O cineasta Mohammed Sawwaf, tornou-se uma das vozes decisivas para que muitas das hist\u00f3rias de apartheid, guerra e genoc\u00eddio em Gaza chegassem ao Ocidente. Seu mais recente filme, <strong>\u201cOs G\u00eameos de Gaza\u201d<\/strong>, \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es da <strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong>. O document\u00e1rio conta a emocionante hist\u00f3ria de uma m\u00e3e que, no caos da Gaza em tempos de guerra, \u00e9 separada de seus g\u00eameos rec\u00e9m-nascidos. O diretor acompanhou a fam\u00edlia durante longos meses, registrando o crescimento dos beb\u00e9s entre explos\u00f5es, tendas improvisadas e fugas sucessivas. Em paralelo, o filme registra a espera intermin\u00e1vel da m\u00e3e, presa no norte da regi\u00e3o, exausta, faminta, sem not\u00edcias, consciente de que o tempo trabalha contra ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No longa-metragem<strong> \u201cOs Le\u00f5es do Rio Tigre\u201d<\/strong>, uma coprodu\u00e7\u00e3o Noruega\/Pa\u00edses Baixos, o diretor Zaradasht Ahmed narra uma hist\u00f3ria de esperan\u00e7a em uma cidade devastada pela guerra. A obra focaliza a bela e antiga cidade iraquiana de Mosul, que foi conquistada pelo Estado Isl\u00e2mico e se tornou um dos lugares mais odiados do mundo. Na guerra de liberta\u00e7\u00e3o, a Cidade Velha ficou em ru\u00ednas. Agora, a popula\u00e7\u00e3o da cidade tenta se reerguer.<\/p>\n\n\n\n<p>Selecionado para o prestigioso Festival de Roterd\u00e3 e vencedor do grande pr\u00eamio da competi\u00e7\u00e3o nacional no Festival de Document\u00e1rios de Montreal, no Canad\u00e1, <strong>\u201cPartition\u201d<\/strong> mescla imagens de arquivo da Palestina sob ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica com \u00e1udios de refugiados palestinos no L\u00edbano. A diretora Diana Allan utiliza imagens de arquivo dos per\u00edodos colonial e sob Mandato Brit\u00e2nico da Palestina (1917-1948), al\u00e9m de grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio de refugiados palestinos no L\u00edbano, trazendo \u00e0 tona hist\u00f3rias que h\u00e1 muito tempo permanecem \u00e0 margem da sociedade. O resultado \u00e9 ousado, utilizando montagem dial\u00e9tica e som ass\u00edncrono.<\/p>\n\n\n\n<p>Na coprodu\u00e7\u00e3o Dinamarca\/Su\u00e9cia\/Jap\u00e3o <strong>\u201cQuerido Amanh\u00e3\u201d<\/strong>, o diretor Kaspar Astrup Schr\u00f6der volta suas c\u00e2meras para tr\u00eas indiv\u00edduos isolados no Jap\u00e3o que encontram consolo por meio de um servi\u00e7o de bate-papo patrocinado pelo governo, levando-os a explorar conex\u00f5es significativas no mundo real. Com o apoio do servi\u00e7o e o foco do governo japon\u00eas no combate \u00e0 solid\u00e3o, eles finalmente encontram um lugar para onde recorrer. Conscientes de sua necessidade de conex\u00e3o humana, embarcam em uma jornada rumo \u00e0 cura e \u00e0 renova\u00e7\u00e3o. O longa-metragem tem circulado em vitrines importantes, como o Festival SXSW (EUA), entre outros eventos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cRompendo Rochas\u201d<\/strong> acumula carreira de grande prest\u00edgio: a obra foi indicado ao Oscar de melhor document\u00e1rio, venceu o pr\u00eamio de melhor document\u00e1rio no Festival de Sundance e conquistou o pr\u00eamio do p\u00fablico no IDFA-Amsterd\u00e3 e no Visions du R\u00e9el (Su\u00ed\u00e7a), dois dos mais renomados festivais dedicados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o documental. No centro do enredo est\u00e1 uma ex-parteira, divorciada e motociclista que se tornou a primeira mulher eleita para o conselho local de seu conservador povoado no noroeste do Ir\u00e3. Corajosa e direta, ela pressiona por reformas ousadas e desafia abertamente as normas patriarcais, recebendo rea\u00e7\u00f5es adversas e acusa\u00e7\u00f5es sobre suas motiva\u00e7\u00f5es. Os diretores do filme, Sara Khaki e Mohammadreza Eyni, s\u00e3o os mesmos de \u201cConvergence\u201d, produ\u00e7\u00e3o original da Netflix que recebeu uma indica\u00e7\u00e3o ao Emmy 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a produ\u00e7\u00e3o peruana<strong> \u201cRuna Simi\u201d<\/strong>, de Augusto Zegarra, venceu o Pr\u00eamio Albert Maysles para melhor novo diretor de document\u00e1rio no importante Festival de Tribeca (EUA), al\u00e9m de acumular o pr\u00eamio do p\u00fablico nos festivais de Miami, Lima PUCP e no Biarritz Amerique Latine (Fran\u00e7a). No filme, um dublador peruano embarca em uma miss\u00e3o audaciosa para convencer a The Walt Disney Company a dublar o filme \u201cO Rei Le\u00e3o\u201d (1994) para o qu\u00edchua, na esperan\u00e7a de salvar sua l\u00edngua nativa \u2013 mas descobre, ao lado de seu filho de oito anos, que essa jornada se tornar\u00e1 uma odisseia profundamente pessoal sobre paternidade e ativismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o alem\u00e3 <strong>\u201cSem D\u00f3 Nem Piedade\u201d<\/strong>, sua realizadora, a cineasta Isa Willinger, encontra diversas diretoras renomadas e pessoas n\u00e3o-bin\u00e1rias, de Alice Diop a Virginie Despentes e C\u00e9line Sciamma, para discutir cinema e examinar o que \u00e9 chamado de \u201colhar feminino\u201d. Uma investiga\u00e7\u00e3o sobre poder, viol\u00eancia e representa\u00e7\u00e3o, mesclando hist\u00f3ria, cr\u00edtica e manifesto, o filme se constitui em um radical manifesto cinematogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>O crescente cen\u00e1rio de influenciadores, coaches e curandeiros autoproclamados que espalham narrativas conspirat\u00f3rias est\u00e1 em foco no longa alem\u00e3o <strong>\u201cSoldados da Luz\u201d<\/strong>, de Julian Vogel e Johannes B\u00fcttner. S\u00e3o dois os protagonistas principais da obra: um est\u00e1 ligado com movimentos de extrema direita; outro, que trabalha para esse influenciador vegano crud\u00edvoro, tenta curar seus del\u00edrios psic\u00f3ticos com suplementos alimentares e jejum. O filme causou impacto por adotar estilo observacional, dispensando em grande parte coment\u00e1rios ou an\u00e1lises psicol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do pr\u00eamio de patrim\u00f4nio cultural imaterial no importante festival de document\u00e1rios Cin\u00e9ma du R\u00e9el, na Fran\u00e7a, <strong>\u201cSuriname, a Lei do Rio e a do Dinheiro\u201d<\/strong> acompanha um barqueiro quilombola na floresta tropical na fronteira entre o Suriname e a Guiana Francesa. Ele navega entre as tradi\u00e7\u00f5es ancestrais e o capitalismo moderno enquanto entrega suprimentos para comunidades remotas, \u00e0 medida que as mudan\u00e7as ambientais e a minera\u00e7\u00e3o de ouro amea\u00e7am seu modo de vida. Os diretores Lonnie van Brummelen, Siebren de Haan e Tolin Alexander mostram no filme que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a minera\u00e7\u00e3o de ouro corroem constantemente as fontes de vida da popula\u00e7\u00e3o local: a terra, a floresta e o rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No longa selecionado para o Festival de Veneza <strong>\u201cVoc\u00ea Me Ama\u201d<\/strong> a diretora Lana Daher promove uma viagem \u00edntima por 70 anos de mem\u00f3rias audiovisuais do L\u00edbano, tendo utilizado mais de 20 mil horas de imagens de arquivo, como filmes, v\u00eddeos caseiros e fotos. Entre alegrias e perdas, artistas e cidad\u00e3os reconstroem a hist\u00f3ria fragmentada de Beirute e celebram a express\u00e3o criativa. Essa jornada pessoal da cineasta e artista multidisciplinar radicada em Beirute reconstr\u00f3i uma hist\u00f3ria fragmentada e celebra a express\u00e3o criativa como resist\u00eancia, renova\u00e7\u00e3o e uma forma de preservar a mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o sueca <strong>\u201cYalla Parkour\u201d<\/strong>, a cineasta palestina-jordaniana-americana Areeb Zuaiter registra seu encontro em Gaza com um atleta de parkour, dando in\u00edcio a uma jornada onde aspira\u00e7\u00f5es conflitantes se cruzam. Exibido no Festival de Berlim e vencedor do grande pr\u00eamio do j\u00fari no DOC NYC (EUA), o filme foi aclamado por encontrar beleza e liberdade nas fa\u00e7anhas, por vezes angustiantes, de seu personagem, sem se deixar sucumbir aos horrores da ocupa\u00e7\u00e3o israelense.<\/p>\n\n\n\n<p>Territ\u00f3rios e Mem\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Para a edi\u00e7\u00e3o deste ano, a mostra competitiva Territ\u00f3rios e Mem\u00f3ria selecionou 12 longas e 19 curtas-metragens brasileiros nos quais se discute temas sociais e ambientais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o representados 15 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Para\u00edba, Paran\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, S\u00e3o Paulo, Sergipe e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>As obras concorrem aos pr\u00eamios de melhor longa-metragem (no valor de R$ 20 mil), melhor curta-metragem (R$ 7 mil) e ao pr\u00eamio do p\u00fablico (trof\u00e9u da edi\u00e7\u00e3o de 2026). O j\u00fari que delibara a premia\u00e7\u00e3o \u00e9 formado pela atriz e diretora Djin Sganzerla, o curador e cineasta Lorran Dias e Tide Borges, professora e t\u00e9cnica de som.<\/p>\n\n\n\n<p>longas-metragens<\/p>\n\n\n\n<p>Exibido em pr\u00e9-estreia mundial no Festival de Berlim e vencedor do pr\u00eamio t\u00e9cnico-art\u00edstico no Festival de Guadalajara, <strong>\u201cA Fabulosa M\u00e1quina do Tempo\u201d<\/strong>, de Eliza Capai, retrata meninas no sert\u00e3o do Piau\u00ed (Guaribas) equilibrando a vida dif\u00edcil de suas m\u00e3es com sonhos de futuro, focando na transi\u00e7\u00e3o para a adolesc\u00eancia. Com tom l\u00fadico e doce, o filme aborda quest\u00f5es sociais, de g\u00eanero e a pobreza, celebrando a inf\u00e2ncia atrav\u00e9s da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio <strong>\u201cAmaz\u00f4nia Oktoberfesta\u201d<\/strong>, de S\u00e9rgio Oliveira e Felipe Drehmer, investiga o projeto de coloniza\u00e7\u00e3o da ditadura militar nos anos 1970, discutindo a transfer\u00eancia de milhares de fam\u00edlias sulistas para a regi\u00e3o Norte e focando nas consequ\u00eancias sociais e ambientais desse &#8220;desbravamento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra in\u00e9dita em pr\u00e9-estreia mundial na <strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong>, <strong>\u201cArquivo Vivo\u201d<\/strong>, o mais recente longa-metragem dirigido por Vincent Carelli (de \u201c<em>Corumbiara\u201d<\/em>, \u201c<em>Mart\u00edrio\u201d<\/em> e \u201c<em>Adeus, Capit\u00e3o\u201d), <\/em>revisa a atua\u00e7\u00e3o junto a comunidades ind\u00edgenas do projeto V\u00eddeo nas Aldeias, do qual ele \u00e9 um dos fundadores. O filme revela a devolu\u00e7\u00e3o dos arquivos captados ao longo de 40 anos para as novas gera\u00e7\u00f5es das primeiras comunidades visitadas pelo projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Dirigido por Alice Villela e Hidalgo Romero,<strong> \u201cAt\u00e9 Onde a Vista Alcan\u00e7a\u201d<\/strong>, focaliza tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de ind\u00edgenas Kariri-Xoc\u00f3 em um road movie pol\u00edtico e espiritual. Munidos de c\u00e2meras, drones, cachimbos, cocares e maracas, os personagens percorrem os marcos geogr\u00e1ficos de seu territ\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>\u201cBenvindos\u201d<\/strong> focaliza os herdeiros do fundador do Quilombo do Retiro, localizado em Santa Leopoldina (ES). Trata-se de uma comunidade remanescente que preserva a cultura e a resist\u00eancia quilombola e o filme destaca a sua luta em defesa do territ\u00f3rio e pela preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria. O encontro com a diretora Luana Cabral, descendente distante de um antigo fazendeiro da regi\u00e3o, revela situa\u00e7\u00f5es de conflito<\/p>\n\n\n\n<p>Grande premiado no \u00faltimo Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro; melhor fotografia e dire\u00e7\u00e3o de arte no Festival Internacional de Cinema de Fronteira (Rio Grande do Sul (melhor filme, roteiro, montagem e men\u00e7\u00e3o honrosa), <strong>\u201cFuturo Futuro\u201d<\/strong>, de Davi Pretto, \u00e9 uma distopia de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ambientada em um futuro pr\u00f3ximo e brasileiro. Est\u00e3o incorporadas \u00e0 narrativa cenas filmadas durante a enchente de maio de 2024, o maior desastre natural da hist\u00f3ria do no Rio Grande do Sul e um dos maiores do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Obra que acompanha a candidatura de Almir Suru\u00ed a deputado federal e a atua\u00e7\u00e3o de sua filha, Txai Suru\u00ed, unindo a viv\u00eancia na floresta \u00e0s articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, <strong>\u201cMinha Terra Estrangeira\u201d<\/strong> \u00e9 assinado por Jo\u00e3o Moreira Salles (de \u201cSantiago\u201d e \u201cNo Intenso Agora\u201d) em parceria com Louise Botkay e com o Coletivo Lakapoy, formado por cineastas ind\u00edgenas. A trama retrata a floresta amaz\u00f4nica sob ataque e a luta dos l\u00edderes ind\u00edgenas contra o desmatamento e o cen\u00e1rio pol\u00edtico de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00e9dito no Brasil, <strong>\u201cMounir\u201d<\/strong> \u00e9 uma obra que acompanha a trajet\u00f3ria de dez anos de um refugiado centro-africano cujas narrativas embaralham as fronteiras entre realidade e fic\u00e7\u00e3o. As filmagens ocorrem em tr\u00eas continentes diferentes, incluindo momentos cruciais na cidade de S\u00e3o Paulo, onde o protagonista se estabelece e conhece a diretora do filme, Juliana Borges, e viagens \u00e0 \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>O longa-metragem alagoano <strong>\u201cMovimento Perp\u00e9tuo\u201d<\/strong> j\u00e1 foi definido por seu diretor, Leandro Alves, como sendo de \u201cnarrativa h\u00edbrida e et\u00e9rea\u201d. Seu Edvaldo, seu protagonista, se descobre necessitado da segunda cirurgia no cora\u00e7\u00e3o e busca na natureza, na astrologia e no cinema as respostas para os mist\u00e9rios da vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cNa Passagem do Tr\u00f3pico\u201d<\/strong>, de Francisco Miguez, parte de um personagem de fic\u00e7\u00e3o, um top\u00f3grafo encarregado de mapear as encostas de Ubatuba, no litoral de S\u00e3o Paulo, interpretado pelo ator Marat Descartes. Este interage com habitantes verdadeiros, que lhe falam a respeito dos problemas na regi\u00e3o: os constantes deslizamentos de terra, as habita\u00e7\u00f5es em zona irregular, as ocupa\u00e7\u00f5es e a minera\u00e7\u00e3o em \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Segundo a cr\u00edtica especializada, o roteiro do longa \u201ctoma atalhos l\u00fadicos para proporcionar as conversas necess\u00e1rias \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o de seus temas de predile\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o feita em coprodu\u00e7\u00e3o com o Peru, <strong>\u201cNimuendaj\u00fa\u201d<\/strong>, de Tania Anaya, narra a hist\u00f3ria de Curt Unckel, alem\u00e3o de nascimento, que se tornou um dos maiores cientistas sociais do Brasil. Ele chegou ao pa\u00eds aos 20 anos e viveu nele at\u00e9 sua morte, em 1945. Por 40 anos, Curt conviveu com diferentes povos ind\u00edgenas, se dedicando a registrar l\u00ednguas, mitos, rituais e sonoridades e acabou tomando posicionamento firme contra a viol\u00eancia de latifundi\u00e1rios, do governo e da opini\u00e3o p\u00fablica que amea\u00e7avam os povos que estudava. O longa foi gravado ao longo de mais de 13 anos, incluindo filmagens em tr\u00eas aldeias, com participa\u00e7\u00e3o ativa dos povos retratados. Essas grava\u00e7\u00f5es possibilitaram a aplica\u00e7\u00e3o da <em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO Jardim de Maria\u201d<\/strong>, longa de estreia da diretora Jade Rainho, acompanha a matriarca Guarani Mbya, Maria, na luta para replantar um territ\u00f3rio ancestral na periferia de S\u00e3o Paulo. O filme, que destaca a resist\u00eancia ind\u00edgena na Terra Ind\u00edgena do Jaragu\u00e1, teve destaque no festival DOC NYC, de Nova York. A obra que mereceu elogios da cr\u00edtica, que destacou o seu olhar sens\u00edvel para registrar costumes, espiritualidade e modos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>curtas-metragens<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cA Cachoeira\u201d<\/strong>, dirigido por Rayssa Coelho e Filipe Gama, foi filmado na cidade de Paulo Afonso (BA) e apresenta imagens de arquivo e entrevistas que exploram o imagin\u00e1rio em torno da Cachoeira de Paulo Afonso, um conjunto de quedas d\u2019\u00e1gua formado pelo Rio S\u00e3o Francisco, que ao longo dos s\u00e9culos foi transformado pela interven\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio com elementos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica,<strong> \u201cA Nave Que Nunca Pousa\u201d<\/strong>, de Ellen Morais, debate explora\u00e7\u00e3o das usinas e\u00f3licas no sert\u00e3o paraibano. Nele, uma nave paira sobre uma comunidade quilombola e os moradores locais precisam lidar com as consequ\u00eancias desse acontecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o que representa o nascente cinema feito no estado de Roraima, <strong>\u201cA Pele do Ouro\u201d<\/strong> venceu os pr\u00eamios de melhor fotografia e roteiro no Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro. Inspirado em mem\u00f3rias registradas em di\u00e1rios \u00edntimos, o curta dirigido por de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo aborda a explora\u00e7\u00e3o sexual em garimpos da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na anima\u00e7\u00e3o em stop motion <strong>\u201cA Trag\u00e9dia da Lobo-guar\u00e1\u201d<\/strong>, de Kimberly Palermo, uma loba-guar\u00e1 sentimental vaga pelo Brasil em busca de um novo lar. O filme tem percorrido o circuito de festivais com boa receptividade devido \u00e0 charmosa t\u00e9cnica empregada.<\/p>\n\n\n\n<p>Feito em parceria com o Nois das Palafitas, um coletivo cultural e socioambiental de resist\u00eancia, sediado na Vila dos Pescadores, em Cubat\u00e3o (SP),<strong>\u201cBaixada: Nas \u00c1guas de Cubat\u00e3o\u201d<\/strong>, esteve selecionado para o Festival de Havana. Na obra, o diretor Renato de Castro volta suas c\u00e2meras para uma pescadora que busca uma forma de se desconectar com a hostilidade que sua comunidade tem passado com a viol\u00eancia aplicada por diferentes \u00f3rg\u00e3os da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o do Piau\u00ed vencedora do Pr\u00eamio&nbsp;do J\u00fari Associa\u00e7\u00f5es de melhor&nbsp;curta&nbsp;no Panorama&nbsp;Internacional&nbsp;Coisa de&nbsp;Cinema, \u201cCaldeir\u00e3o\u201d aborda quest\u00f5es como mem\u00f3ria, territ\u00f3rio e imagina\u00e7\u00e3o utilizando linguagem h\u00edbrida que transita entre o document\u00e1rio e a fabula\u00e7\u00e3o. Dirigido por Oliveira J\u00fanior, Milena Rocha e Weslley Oliveira, o filme se passa em um pequeno povoado, articulando narrativas orais, materiais hist\u00f3ricos e elementos fant\u00e1sticos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cenas de impacto est\u00e3o presentes em <strong>\u201cFloresta Cicatriz\u201d<\/strong>, de Lian Gaia, um registro da Aldeia Marakan\u00e3, um territ\u00f3rio ind\u00edgena no Rio de Janeiro. Atrav\u00e9s dos sonhos e da trajet\u00f3ria de uma jovem ind\u00edgena em busca de reconex\u00e3o com sua identidade, o curta destaca a resist\u00eancia, mem\u00f3ria e ancestralidade dos povos ind\u00edgenas no contexto urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>\u201cFronteriza<\/strong>, de Nay Mendl e Rosa Caldeira, um jovem homem trans da periferia de S\u00e3o Paulo viaja at\u00e9 a fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. Ao chegar, ele conhece um rapaz paraguaio que o apresenta \u00e0 regi\u00e3o de uma forma que ele jamais imaginou. Obra que trafega entre a fic\u00e7\u00e3o e o document\u00e1rio de \u00f3timo astral, \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o da Maloka Filmes, uma produtora audiovisual com forte atua\u00e7\u00e3o no cinema comunit\u00e1rio e perif\u00e9rico de S\u00e3o Paulo e conhecida por criar narrativas decoloniais e valorizar saberes perif\u00e9ricos, negros e transviados. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha premiada na Mostra de Tiradentes, <strong>\u201cGr\u00e3o\u201d<\/strong>, de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa, acompanha a hist\u00f3ria de um jovem que ganha a vida informalmente recolhendo&nbsp;gr\u00e3os de soja ca\u00eddos no caminho para o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A obra causou impacto em diversos festivais por exibir apurado senso cinematogr\u00e1fico e por sua narrativa conduzida por planos sofisticados, muitos deles sem uso de di\u00e1logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o dirigida por Cassiano Maxakali e Charles Bicalho, o curta <strong>\u201cKakxop Pahok: As Crian\u00e7as Cegas\u201d<\/strong> foi realizada a partir de desenhos de moradores de uma aldeia ind\u00edgena. O enredo aborda uma narrativa mitol\u00f3gica em que homens saem para ca\u00e7ar e n\u00e3o retornam, levando mulheres a trocarem seus filhos. Quando os homens voltam, cometem um ato de &#8220;amor bruto&#8221; (vingan\u00e7a) ao cegar os meninos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cLomba do Pinheiro\u201d<\/strong>, de Iuri Minfroy, apresenta o cotidiano de integrantes da aldeia kaingang Fag Nhin, situada na zona leste de Porto Alegre, por meio de suas rotinas. O filme mostra o artesanato ali produzido e o treinamento de um time de futebol feminino, passando pela inser\u00e7\u00e3o da tecnologia na cultura ind\u00edgena e pelo desejo de documentar a hist\u00f3ria da aldeia. Sua narrativa inventiva ganhou elogios da cr\u00edtica especializada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cMaira Porongyta \u2013 O Aviso do C\u00e9u\u201d<\/strong> \u00e9 uma obra de fic\u00e7\u00e3o que narra um aviso espiritual de Itaari\u00f3, criador do mundo Kaiabi, sobre o futuro do planeta e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Produzido pelo coletivo Ema&#8217;\u0113 Jeree em Mato Grosso, o filme destaca o dinamismo espiritual e a vis\u00e3o ancestral de Kaiabi. Dirigido por Kuj\u00e3esage Kaiabi, o curta venceu o Pr\u00eamio Cardume no Olhar de Cinema \u2013 Festival Internacional de Curitiba.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do pr\u00eamio da cr\u00edtica no Festival de Gramado, <strong>\u201cO Mapa em que Est\u00e3o Meus P\u00e9s\u201d<\/strong> apresenta uma narrativa inspirada na trajet\u00f3ria de um bisav\u00f4 do diretor Luciano Pedro Jr. Rodado integralmente em pel\u00edcula super-8mm, o filme revive a mem\u00f3ria de um pescador e agricultor do litoral alagoano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>\u201cO Ponto do Mel\u201d<\/strong>, de Mirian Oliveira e Pedro Lessa, tem acumulado elogios pela forma cativante e singela com que apresenta o funcionamento de um engenho no sert\u00e3o paraibano. O filme detalha o ciclo de vida e transforma\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar, desde a colheita, processo de moagem e fervura, at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o dos pontos de mel. Em destaca na obra est\u00e1 o car\u00e1ter hist\u00f3rico e os modos de vida comunit\u00e1ria em um territ\u00f3rio rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambientado na regi\u00e3o da Tr\u00edplice Fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, <strong>\u201cOntem Lembrei de Minha M\u00e3e\u201d<\/strong>, de Leandro Afonso, mergulha nas mem\u00f3rias de um homem que perde a terra e, d\u00e9cadas depois, revisita sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia como um gesto de resist\u00eancia e destrui\u00e7\u00e3o de si.&nbsp;Trata-se de um document\u00e1rio de car\u00e1ter ensa\u00edstico que denuncia de forma contundente os invasores de territ\u00f3rios da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Exibido no Festival de Cannes, <strong>\u201cPonto Cego\u201d <\/strong>foi produzida no \u00e2mbito da&nbsp;Directors&#8217; Factory Cear\u00e1 Brasil, que resultou em curtas-metragens de jovens realizadores do Norte\/Nordeste em colabora\u00e7\u00e3o com cineastas internacionais, sob mentoria do premiado diretor Karim A\u00efnouz. Com dire\u00e7\u00e3o da cearense Luciana Vieira junto ao cubano Marcel Beltr\u00e1n, o filme acompanha uma engenheira respons\u00e1vel pelas c\u00e2meras de seguran\u00e7a do Porto do Mucuripe (CE). Em um local onde mulheres silenciadas convivem com o anonimato e o desprezo, a protagonista decide romper o sil\u00eancio presente no ambiente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Curta pernambucano dirigido por Rita Carelli e Laura Mansur,<strong> \u201cPraia dos Milagres\u201d<\/strong> \u00e9 document\u00e1rio observacional sobre uma curiosa \u201cfeira no mar\u201d, que ocorreu quando alimentos foram recolhidos por populares ap\u00f3s o naufr\u00e1gio de uma embarca\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m escritora premiada, a codiretora Rita Carelli venceu o pr\u00eamio de melhor curta-metragem document\u00e1rio no Grande Pr\u00eamio do Cinema Brasileiro com o filme &#8220;Ya\u00f5kwa, Imagem e Mem\u00f3ria\u201d, assinado com seu pai, o cineasta Vincent Carelli (de \u201cArquivo Vivo\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Rec\u00e9m-premiado como melhor filme internacional no Hot Docs, o maior festival de document\u00e1rios&nbsp;da Am\u00e9rica do Norte e um dos mais importantes do mundo, <strong>\u201cReplikka\u201d. <\/strong>Com o pr\u00eamio, a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 qualificada para concorrer ao Oscar de melhor document\u00e1rio de curta-metragem em 2027. Dirigido pelo cineasta ind\u00edgena Pirat\u00e1 Waur\u00e1 (do territ\u00f3rio do Xingu) e pela premiada diretora Heloisa Passos, o filme retrata a reconstru\u00e7\u00e3o de uma gruta sagrada vandalizada em 2018, sendo inteiramente falado na l\u00edngua ind\u00edgena aruak e realizada com apoio de jovens da aldeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Filme que j\u00e1 foi definido como uma bela met\u00e1fora da vida enquanto fluxo, a anima\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Uma Menina, Um Rio\u201d<\/strong>, de Renata Martins Alvarez, mostra, de forma singela, uma menina que inicia sua jornada de descobertas. A cada passo, o curso do rio reflete sua pr\u00f3pria transforma\u00e7\u00e3o: da inf\u00e2ncia \u00e0 adolesc\u00eancia, da juventude \u00e0 maturidade. Sempre ao seu lado, o rio flui por diversas paisagens, servindo como met\u00e1fora para os altos e baixos da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Concurso Curta Ecofalante<\/p>\n\n\n\n<p>Na mostra competitiva Concurso Curta Ecofalante concorrem curtas-metragens realizados por estudantes do ensino superior, t\u00e9cnico, livre ou m\u00e9dio. Em 2026 est\u00e3o selecionados 20 t\u00edtulos, produzidos no Distrito Federal e em nove estados brasileiros: Bahia, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Sergipe e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os filmes discutem temas como quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais, educa\u00e7\u00e3o, direitos LGBTQIA+, religiosidade, povos origin\u00e1rios, trabalho, sa\u00fade mental e emerg\u00eancia clim\u00e1tica, entre outros. Eles concorrem ao pr\u00eamio de melhor filme, no valor de R$ 7 mil, e ao pr\u00eamio do p\u00fablico. Comp\u00f5em o j\u00fari dessa premia\u00e7\u00e3o o professor e cineasta Isaac Pipano, a roteirista e diretora Larissa Barbosa e Luciana Resende, analista ambiental e integrante da equipe do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cAl\u00e9m do Marco: Direitos Ind\u00edgenas em Jogo\u201d<\/strong>, de C\u00e1ssia Fernandes \/ FIAM-FAAM, acompanha a luta do povo Guarani pela defesa de seu territ\u00f3rio no Jaragu\u00e1, o menor peda\u00e7o de terra ind\u00edgena demarcada no Brasil, localizado no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, enfrentando o impacto do marco temporal e a expans\u00e3o urbana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cAlucine Olinda\u201d<\/strong>, de Igor Luiz Ribeiro \/ Uniaeso (PE), focaliza um cinema localizado em Olinda que hoje vive com sua estrutura decadente, refletindo diretamente o atual estado da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cAmbival\u00eancia\u201d<\/strong>, de Natacha Maria Oliveira \/ EBAC (RJ) aborda a&nbsp;sa\u00fade mental das mulheres negras, um tema ainda atravessado por silenciamentos e invisibiliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cAv. S\u00e3o Jo\u00e3o, 588\u201d<\/strong>, de Bruna Resende e Matheus Barbosa \/ Senac (SP) narra a luta das mulheres pelo direito a uma moradia digna em S\u00e3o Paulo, revelando os desafios, a for\u00e7a e a esperan\u00e7a de quem, com coragem e uni\u00e3o, transforma concreto em lar e pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cChica Machado &#8211; Rainha de Goyaz\u201d<\/strong>, de Renata Rosa Franco \/ UFG (GO) traz as mem\u00f3rias de personagem que chegou escravizada no estado por volta de 1750 e conseguiu lutar pela liberdade de seu povo, lembrada at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cDa Aldeia \u00e0 Universidade\u201d<\/strong>, de Leandro de Alc\u00e2ntara e T\u00falio de Melo \/ UFT (TO) explora o choque cultural, os conflitos e a resist\u00eancia de estudantes ind\u00edgenas que deixam o ambiente da aldeia para enfrentar o espa\u00e7o acad\u00eamico, muitas vezes vulner\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cDesfem\u201d<\/strong>, de Manoella Fernandes e Polyana Santos \/ Oficinas Quer\u00f4 (SP) \u00e9 protagonizado por mulheres l\u00e9sbicas que rejeitam a feminilidade imposta socialmente, optando por estilos andr\u00f3genos, roupas largas, cabelos curtos e pouca ou nenhuma maquiagem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cDi\u00e1logo Bulbul\u201d<\/strong>, de Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zim\u00e1 Domingos \/ Oficina Lanterna M\u00e1gica (RJ) evoca a pot\u00eancia criativa do povo preto utilizando para isso materiais de arquivo e uma vibrante trilha musical.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cFilme-Copacabana\u201d<\/strong>, de Sofia Le\u00e3o \/ UFRJ, promove uma ensaio visual bem-humorado sobre o bairro carioca de Copacabana<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cMares de Sabedoria\u201d<\/strong>, dos alunos do Clube Mares de Sabedoria \/ UFPE, focaliza estudantes de Porto de Galinhas (PE) oriundos de fam\u00edlias da pesca artesanal que participam de um processo de realiza\u00e7\u00e3o audiovisual no qual passam a narrar suas tradi\u00e7\u00f5es familiares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cMestrinhos\u201d<\/strong>, de Lwidge de Oliveira \/ UFS (SE), traz para centralidade Mestres da Cultura sergipana, celebrados por meio de iniciativas como o Encontro de Mestres e Amigos, promovendo o seu reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cMukondo, da Vida Ap\u00f3s a Morte, Maria de Sil\u00fa\u201d<\/strong>, de Fernanda Souza \/ UFBA, revela a import\u00e2ncia dos rituais f\u00fanebres no Candombl\u00e9 e a forma como essa tradi\u00e7\u00e3o compreende a morte como continuidade da vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cNioladi: Como Resiste a L\u00edngua Kadiw\u00e9u?\u201d<\/strong>, de Ana Beatriz Leal \/ UFMS, investiga os processos de resist\u00eancia, ensino e transmiss\u00e3o da l\u00edngua Kadiw\u00e9u na Reserva Ind\u00edgena Kadiw\u00e9u, no Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cO Que as Formigas me Contaram\u201d<\/strong>, de Marcus Vinicius Diniz \/ UEG (GO), tra\u00e7a um paralelo visual entre a organiza\u00e7\u00e3o social das formigas e o cotidiano dos oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil, revelando a for\u00e7a coletiva e a invisibilidade de quem carrega o peso do mundo nas costas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cRio M\u00e3e (\u9762\u7eb1\u4e4b\u6cb3)\u201d<\/strong>, de Cristina Neves \/ USP, focaliza um rio subterr\u00e2neo em Xinjiang, no Noroeste da China, que leva vida em meio ao deserto para o povo uigur.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSaber Brincar\u201d<\/strong>, de Leticia Diniz \/ UFC (CE), celebra o encanto de ser crian\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o do Cariri, no sul do Cear\u00e1, mergulhando nas cores, nos ritos e nas tradi\u00e7\u00f5es,<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSer Cria\u201d<\/strong>, de Marco Aur\u00e9lio Correa \/ UERJ, focaliza alunos de uma escola municipal de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Elas \u201csoltam o verbo, largam o riso e metem dancinha\u201d para contar o que faz uma crian\u00e7a ser algu\u00e9m nascido, criado e com viv\u00eancia profunda em uma favela ou periferia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cTrago Seu Amor de Volta\u201d<\/strong>, de Ra\u00edssa Anjos \/ USP, acompanha uma personagem que encontra cartas de amor escritas por sua falecida m\u00e3e e parte em busca do destinat\u00e1rio desconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cUm Gosto Assim\u201d<\/strong>, de Helena Versiani \/ UnB, focaliza uma personagem que, ap\u00f3s a morte do pai, um homem reservado, colecionador de livros e cacarecos digitais,&nbsp; se dedica a organizar as coisas por ele deixadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cUm P\u00e9 de Caju\u201d<\/strong>, de Pablo Monteiro e Cadu Marques \/ UFMA, retrata a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o em uma comunidade quilombola do munic\u00edpio de maranhense de Alc\u00e2ntara para a garantia da preserva\u00e7\u00e3o de seus valores hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>PANORAMA HIST\u00d3RICO<\/p>\n\n\n\n<p>THE FLAHERTY WAY: O SEMIN\u00c1RIO FLAHERTY E OS CAMINHOS DO CONTRA-CINEMA<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2026, a se\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> dedica-se ao Semin\u00e1rio Flaherty, encontro criado em 1955 por Frances Hubbard Flahert&nbsp;(1883-1972) que se tornou uma refer\u00eancia internacional para o cinema independente, especialmente o document\u00e1rio e o experimental.<\/p>\n\n\n\n<p>O semin\u00e1rio faz refer\u00eancia a Robert J. Flaherty (1884-1951), que definiu o cinema etnogr\u00e1fico ao focar na vida cotidiana de um Inuit (ind\u00edgenas que habitam as regi\u00f5es \u00e1rticas) e sua fam\u00edlia. O filme equilibra registro documental com encena\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas para criar uma narrativa envolvente, tendo influenciado o cinema realista e documentais modernos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao recuperar essa trajet\u00f3ria, a mostra tamb\u00e9m prop\u00f5e um olhar cr\u00edtico sobre a invisibilidade das mulheres no cinema, destacando o papel central \u2013 e frequentemente subestimado \u2013 de Frances Hubbard Flaherty na formula\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do chamado \u201cFlaherty Way\u201d, uma abordagem po\u00e9tica e anti-industrial de realiza\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica. Com seu formato imersivo, baseado na experi\u00eancia coletiva de ver e discutir filmes, o semin\u00e1rio antecipou pr\u00e1ticas e debates que hoje estruturam o circuito contempor\u00e2neo, afirmando-se como um espa\u00e7o fundamental para a emerg\u00eancia e circula\u00e7\u00e3o de formas de contra-cinema (um conjunto de estrat\u00e9gias f\u00edlmicas criadas para se opor ativamente ao modo de produ\u00e7\u00e3o, narra\u00e7\u00e3o e est\u00e9tica do cinema dominante).<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o re\u00fane cinco filmes ic\u00f4nicos exibidos no Semin\u00e1rio Flaherty ao longo de diferentes d\u00e9cadas \u2013 incluindo a vers\u00e3o restaurada de <strong>\u201cNanook, o Esquim\u00f3\u201d<\/strong>, de Robert J. Flaherty, considerado o primeiro grande document\u00e1rio da hist\u00f3ria do cinema. Tamb\u00e9m na programa\u00e7\u00e3o est\u00e1 o document\u00e1rio <strong>\u201cSombras Reveladas\u201d<\/strong>, de Sami van Ingen, bisneto de Robert e Frances Flaherty, que estar\u00e1 presente no festival para ministrar uma masterclass.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do Oscar de melhor document\u00e1rio, <strong>\u201cHarlan County: Trag\u00e9dia Americana\u201d<\/strong> (1976) focaliza uma greve de mineiros de carv\u00e3o da pequena cidade norte-americana de Brookside. A diretora Barbara Kopple e sua equipe registraram as lutas, por vezes violentas, dos trabalhadores contra fura-greves, a pol\u00edcia local e os capangas da empresa mineradora.<\/p>\n\n\n\n<p>Filme de linguagem vanguardista, <strong>\u201cPara Sempre Condenadas\u201d<\/strong> (1987), da diretora Su Friedrich, explora o desejo reprimido, a culpa cat\u00f3lica e a sexualidade l\u00e9sbica. A obra entrela\u00e7a narrativa, imagens impressionistas e depoimentos em \u00e1udio para criticar a inibi\u00e7\u00e3o religiosa e celebrar o desejo s\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecida por seu trabalho documental experimental e p\u00f3s-colonial, a cineasta vietnamita radicada nos EUA Trinh T. Minh-h\u00e1 realizou em<strong> \u201cRemontagem\u201d<\/strong> (1983) uma obra influente, aclamada por reconfigurar o cinema etnogr\u00e1fico. Trata-se de um complexo estudo visual sobre as mulheres da zona rural do Senegal que registra sons e imagens do cotidiano dos habitantes das aldeias dessa regi\u00e3o africana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSombras Reveladas\u201d<\/strong> (2025), de Sami van Ingen, examina como Frances Hubbard Flaherty foi a pessoa que possibilitou a realiza\u00e7\u00e3o de todos os principais filmes de seu marido, Robert J. Flaherty, e como suas tr\u00eas filhas, seu cunhado David e outras pessoas desempenharam pap\u00e9is fundamentais para que esses ic\u00f4nicos filmes existissem.<\/p>\n\n\n\n<p>Filme iraniano amplamente premiado, vencedor do pr\u00eamio Cam\u00e9ra d&#8217;Or no Festival de Cannes, concedida ao melhor primeiro longa-metragem,<strong> \u201cTempo de Embebedar Cavalos\u201d<\/strong> (2000), do iraniano Bahman Ghobadi, narra a luta desesperada de uma fam\u00edlia curda na fronteira entre o Ir\u00e3 e o Iraque. O t\u00edtulo faz refer\u00eancia \u00e0 pr\u00e1tica real de misturar \u00e1lcool na \u00e1gua dos cavalos para que eles aguentem o frio extremo e as cargas pesadas durante o contrabando.<\/p>\n\n\n\n<p>PROGRAMAS ESPECIAIS<\/p>\n\n\n\n<p>Cineasta que tem o longa \u201cEscrevendo a Vida \u2013 Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes\u201d inclu\u00eddo no Panorama Internacional Contempor\u00e2neo, a cineasta Claire Simon leva-nos para uma escola prim\u00e1ria p\u00fablica nos arredores de Paris em <strong>\u201cAprender\u201d<\/strong>. Exibido no Festival de Cannes e ainda in\u00e9dito no Brasil, o filme revela o profundo impacto da dedica\u00e7\u00e3o dos professores aos seus alunos e testemunha seus triunfos e desafios di\u00e1rios enquanto inspiram mentes jovens com devo\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel. <em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do Pr\u00eamio Coraz\u00f3n Feliz no Festival de Havana e eleito como melhor document\u00e1rio no Festival de Gramado, <strong>\u201cLendo o Mundo\u201d<\/strong>, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, se debru\u00e7a sobre os primeiros anos de trabalho do educador e fil\u00f3sofo Paulo Freire (1921-1997), um dos mais influentes pensadores da educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias de hoje. Ao reconstruir a atmosfera das aulas, combinando entrevistas atuais com antigos participantes e um riqu\u00edssimo acervo de imagens de arquivo, o filme testemunha aquela experi\u00eancia educacional, que seria sumariamente interrompida logo ap\u00f3s o golpe militar de 1964, quando Freire foi preso e partiu para o ex\u00edlio, voltando ao pa\u00eds apenas em 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda in\u00e9dito em festivais, <strong>\u201cTiet\u00ea: \u00c1guas Verdadeiras\u201d<\/strong>, de Rodrigo Campos, explora o curso do Rio Tiet\u00ea, desde sua nascente em Sales\u00f3polis at\u00e9 Mogi das Cruzes, oferecendo uma vis\u00e3o hol\u00edstica que transcende o estigma da polui\u00e7\u00e3o. A obra revela suas muitas belezas do principal rio paulista, recuperando mem\u00f3rias e alertando para os riscos ambientais que se manifestam neste trecho de 61 km de sua extens\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 <strong>\u201cA Economia da Esperan\u00e7a\u201d <\/strong>\u00e9 um road movie que percorre diferentes regi\u00f5es brasileiras e a Cor\u00e9ia do Sul. Idealizado por Guilherme Brammer e dirigido por Sylvio Rocha, o filme tenta descobrir se \u00e9 poss\u00edvel construir neg\u00f3cios que regenerem o planeta e ainda sejam vi\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o francesa <strong>\u201cLonge dos Holofotes\u201d<\/strong> registra o que o consumidor n\u00e3o v\u00ea: o cotidiano e o trabalho das pessoas que fabricam os t\u00eanis VEJA. Segundo o diretor do document\u00e1rio, o franco-canadense&nbsp;J\u00e9r\u00e9mie Battaglia, \u201c\u00c9 a primeira vez, em 20 anos, que documentamos de fato, atrav\u00e9s de um filme, o que acontece no Brasil. N\u00e3o quer\u00edamos cair em uma forma de comunica\u00e7\u00e3o corporativa, formatada ou excessivamente polida. Ent\u00e3o produzimos algo completamente inesperado, uma esp\u00e9cie de OVNI cultural.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ECOFALANTE EDUCA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>O Ecofalante Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um projeto permanente que promove a integra\u00e7\u00e3o entre cinema, educa\u00e7\u00e3o e cidadania, levando o audiovisual a escolas e universidades de todo o Brasil por meio de um cat\u00e1logo de filmes, curadorias tem\u00e1ticas, debates e atividades formativas. Com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da ONU, especialmente em temas ligados ao meio ambiente, aos direitos humanos e \u00e0 sustentabilidade, o projeto busca fortalecer o cinema como ferramenta pedag\u00f3gica, estimular o pensamento cr\u00edtico e o engajamento socioambiental, al\u00e9m de incentivar a forma\u00e7\u00e3o de novas plateias e a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade. Para ampliar seu alcance, ele conta ainda com a plataforma gratuita Ecofalante Play, que oferece a educadoras e educadores acesso a mais de 300 filmes, materiais de apoio e acompanhamento da equipe Ecofalante para a realiza\u00e7\u00e3o de exibi\u00e7\u00f5es em institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Ecofalante Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 viabilizado por meio do Minist\u00e9rio da Cultura e do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (PROMAC). Al\u00e9m disso, a fim de cumprir sua miss\u00e3o de fortalecer o acesso gratuito a atividades culturais e educativas voltadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estudantes, educadoras e educadores, o projeto conta mais uma vez com as parcerias da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (SME) e a Spcine, ampliando assim a programa\u00e7\u00e3o para diferentes p\u00fablicos da cidade de S\u00e3o Paulo, com destaque para as periferias da capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o do Programa Ecofalante Educa\u00e7\u00e3o na <strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong> se organiza em torno de tr\u00eas eixos: a Sess\u00e3o Infantil, a Sess\u00e3o FIFE e o programa \u201cNarrativas do Clima: Caminhos para o Lixo Zero\u201d. Essa programa\u00e7\u00e3o ocupa 29 salas do Circuito Spcine, al\u00e9m de unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) espalhadas pelas quatro regi\u00f5es do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aventura <strong>\u201cA Incr\u00edvel Aventura das Sonhadoras Crian\u00e7as contra Lixeira Furada e Capit\u00e3o Sujeira\u201d<\/strong>, de Beatriz Ohana, crian\u00e7as entram em a\u00e7\u00e3o contra o crescente lixo que assola o bairro em que vivem, enfrentando o atrapalhado Lixeira Furada e seu comparsa, Capit\u00e3o Sujeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencedor do pr\u00eamio de melhor dire\u00e7\u00e3o da Mostra Maranhense no Festival Guarnic\u00ea de Cinema, <strong>\u201cCata\u201d<\/strong>, de Lucas S\u00e1, alerta para o fato de que 70% dos munic\u00edpios brasileiros depositam seus res\u00edduos s\u00f3lidos em lix\u00f5es. S\u00e3o cerca de 3 mil lix\u00f5es no pa\u00eds e mais de um milh\u00e3o de catadores de materiais recicl\u00e1veis. A Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos prev\u00ea a obrigatoriedade do fim dos lix\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A anima\u00e7\u00e3o russa <strong>\u201cMeu Av\u00f4 Estranho\u201d<\/strong>, dirigida por Dina Velikovskaya, acompanha uma garotinha que vive \u00e0 beira-mar, na pobreza, com seu av\u00f4 \u2013 um homem exc\u00eantrico e marginal. Em total segredo, este \u00faltimo constr\u00f3i um rob\u00f4 a partir de materiais reciclados para sua neta, que n\u00e3o gosta da condi\u00e7\u00e3o de vida deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>\u201cOs Pequenos Mundos, uma Aventura com Caixas\u201d<\/strong>, a diretora Sandra Coelho conta a hist\u00f3ria de uma boneca que ganha vida e ajuda um pequeno caixa-cervo perdido em sua jornada para reencontrar seus pais. Nesta aventura, eles se deparam com diversas criaturas como a caixa-risonha, o caixa-p\u00e1ssaro, a caixa-bal\u00e3o, o planeta-caixa e o gigante-caixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cTsuru\u201d<\/strong>, produ\u00e7\u00e3o baiana dirigida por Pedro Anias, \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o que conta a hist\u00f3ria de um peda\u00e7o de papel adormecido que, ap\u00f3s ser despertado pelo bater de asas de um Tsuru (origami de ave japonesa), inicia uma desafiadora jornada em busca de transforma\u00e7\u00e3o. A obra foi selecionada para o Festival de Anima\u00e7\u00e3o de Annecy (Fran\u00e7a), considerado o mais importante evento internacional em seu g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Na produ\u00e7\u00e3o norueguesa <strong>\u201cUm Sonho de Hava\u00ed\u201d<\/strong>, de Thomas Smoor Isaksen, um n\u00f4made tenta sobreviver em um mundo coberto por res\u00edduos pl\u00e1sticos, enquanto sonha com as praias brancas do Hava\u00ed. O curta foi vencedor dos pr\u00eamios de melhor anima\u00e7\u00e3o no Festival de Floren\u00e7a (It\u00e1lia), Festival de Cinema Escandinavo (Finl\u00e2ndia) e nos New York Movie Awards.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizado h\u00e1 duas d\u00e9cadas em \u00c9vreux, na Fran\u00e7a, o FIFE &#8211; Festival International du Film d\u2019\u00c9ducation \u00e9 um dos principais eventos internacionais voltado a promover o di\u00e1logo entre duas \u00e1reas t\u00e3o complementares e historicamente pr\u00f3ximas que s\u00e3o o Cinema e a Educa\u00e7\u00e3o. Pelo segundo ano consecutivo, a organiza\u00e7\u00e3o do festival franc\u00eas preparou uma curadoria especialmente para o p\u00fablico da <strong>Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong>, com cinco curtas-metragens:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAqui\u201d<\/strong> (Fran\u00e7a, 2017), de Aur\u00e9lia Hollart, um garoto vindo da Guin\u00e9 descobre os sub\u00farbios de Paris e sua nova escola. Mas seu cora\u00e7\u00e3o ficou para tr\u00e1s e ele n\u00e3o consegue mais falar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* <\/strong>Na anima\u00e7\u00e3o <strong>\u201cKuap\u201d<\/strong> (Su\u00ed\u00e7a, 2018), de Nils Hediger, um pequeno girino n\u00e3o se transforma em sapo, n\u00e3o desenvolve patas dianteiras e traseiras, para seu grande desgosto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* <\/strong>&nbsp;Eleito como melhor curta-metragem no Festival do Cinema Europeu, na It\u00e1lia, <strong>\u201cMatilda\u201d<\/strong> (It\u00e1lia, 2013), de Vito Palmieri, focaliza uma t\u00edmida crian\u00e7a com uma intelig\u00eancia din\u00e2mica e um esp\u00edrito forte. Em sua sala de aula, no entanto, algo a est\u00e1 incomodando<\/p>\n\n\n\n<p>* Filme brasileiro consagrado com o pr\u00eamio do p\u00fablico no Festival de Clermont-Ferrand (Fran\u00e7a), a mais importante vitrine internacional dedicada ao curta-metragem, <strong>\u201cMeu Amigo Nietzsche\u201d<\/strong> (2012), de F\u00e1uston da Silva, narra o encontro improv\u00e1vel que inicia uma violenta revolu\u00e7\u00e3o na mente de um garoto, de uma fam\u00edlia e de uma sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMeu Av\u00f4 Estranho\u201d<\/strong> (2011), de Dina Velikovskaya, \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o russa na qual uma garotinha que vive \u00e0 beira-mar, na pobreza, com seu av\u00f4 \u2013 um homem exc\u00eantrico e marginal. Em total segredo, este \u00faltimo constr\u00f3i um rob\u00f4 a partir de materiais reciclados para sua neta, que n\u00e3o gosta da condi\u00e7\u00e3o de vida deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o longa-metragem infantil<strong> \u201cSete Cores da Amaz\u00f4nia\u201d<\/strong> tem como protagonista uma menina que vive nas in\u00fameras palafitas da periferia de Manaus. Acostumada com sua rotina de pobreza, ela v\u00ea seu mundo se expandir quando embarca em uma jornada de descoberta de suas ra\u00edzes ind\u00edgenas. A obra \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do&nbsp; estado do Amazonas e tem dire\u00e7\u00e3o de Ana L\u00edgia Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Mostra Ecofalante de Cinema \u00e9 viabilizada por meio da Lei Rouanet e do ProAC &#8211; ICMS, Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas. Ela tem patroc\u00ednio do Ita\u00fa, White Martins e da Spcine e apoio da VEJA. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 da Doc &amp; Outras Coisas e a coprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 da Qu\u00edmica Cultural. A realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 da Ecofalante, Governo do Estado de S\u00e3o Paulo e do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta iniciativa \u00e9 realizada com recursos do ProAC, o Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste projeto, foram adotadas medidas de democratiza\u00e7\u00e3o de acesso, tais como:<br>&#8211; A mostra acontece gratuitamente em sua totalidade. Os ingressos s\u00e3o distribu\u00eddos antes de cada sess\u00e3o nas bilheterias das salas de exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Parte dos ingressos podem ser disponibilizados para os patrocinadores distribu\u00edrem aos seus funcion\u00e1rios, parte aos parceiros de divulga\u00e7\u00e3o para distribu\u00edrem ao p\u00fablico do seu ve\u00edculo e parte das sess\u00f5es ser\u00e3o realizadas fora do circuito comercial de cinemas em S\u00e3o Paulo em parceria com o Circuito Spcine (que engloba 20 espa\u00e7os culturais) e com as F\u00e1bricas de Cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Os debates ser\u00e3o gratuitos. Os ingressos s\u00e3o distribu\u00eddos antes de cada sess\u00e3o nas bilheterias das salas de exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Os debates ser\u00e3o gravados e disponibilizados no canal do Youtube da Mostra Ecofalante que pode ser acessado atrav\u00e9s do link: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/mostraecofalante\">https:\/\/www.youtube.com\/mostraecofalante<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O fortalecimento do acesso aos bens e servi\u00e7os culturais, realizados com recursos p\u00fablicos e por meio de pol\u00edticas de incentivo, \u00e9 um compromisso do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo com o povo paulista.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>link para imagens de divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1WD76qFxxYQTVOtOzK4HrGcj0Igs1FEVD\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>servi\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p><strong>15\u00aa Mostra Ecofalante de Cinema<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.ecofalante.org.br\">www.ecofalante.org.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>de 28 de maio a 10 de junho de 2026<\/p>\n\n\n\n<p>entrada franca<\/p>\n\n\n\n<p>locais<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reserva Cultural<\/strong> &#8211; avenida Paulista 900, Bela Vista &#8211; S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sala Paulo Em\u00edlio \/ Centro Cultural S\u00e3o Paulo<\/strong> &#8211; rua Vergueiro 1000, Para\u00edso &#8211; S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p>e mais 28 espa\u00e7os culturais do<strong> Circuito Spcine<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Evento viabilizado por meio da Lei Rouanet e do ProAc ICMS, Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>patroc\u00ednio:<strong> Ita\u00fa, Spcine e White Martins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>apoio:<strong> VEJA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>produ\u00e7\u00e3o: <strong>Doc &amp; Outras Coisas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>coprodu\u00e7\u00e3o: <strong>Qu\u00edmica Cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>realiza\u00e7\u00e3o: <\/strong><strong>Ecofalante, Governo do Estado de S\u00e3o Paulo e do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>redes sociais<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.instagram.com\/mostraecofalante\">www.instagram.com\/mostraecofalante<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/mostraecofalante\">www.facebook.com\/mostraecofalante<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/mostraeco\">www.twitter.com\/mostraeco<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/mostraecofalante\">www.youtube.com\/mostraecofalante<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>atendimento \u00e0 Imprensa&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ATTi Comunica\u00e7\u00e3o e Ideias<\/p>\n\n\n\n<p>Eliz Ferreira e Val\u00e9ria Blanco (11) 3729.1455 \/ 3729.1456 \/ 9 9105.0441<\/p>\n\n\n\n<p>DADOS SOBRE OS FILMES<\/p>\n\n\n\n<p>Homenagem Zita Carvalhosa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Alma do Neg\u00f3cio\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 1996, 8 min) &#8211; Jos\u00e9 Roberto Torero<\/p>\n\n\n\n<p>Um perfeito casal-propaganda leva uma vida feliz e tranquila at\u00e9 descobrir que seus maravilhosos produtos podem fazer muito mais do que prometem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cCarv\u00e3o\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2022, 107 min) &#8211; Carolina Markowicz<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma cidade do interior, uma fam\u00edlia recebe uma proposta rentosa, mas tamb\u00e9m perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisar\u00e3o ser feitos, e a vida em fam\u00edlia come\u00e7a a mudar. Com Maeve Jinkings, C\u00e9sar Bord\u00f3n, Jean de Almeida Costa, R\u00f4mulo Braga e Camila M\u00e1rdila.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cDistra\u00edda para a Morte\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2001, 14 min) &#8211; Jeferson De<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas adolescentes negros caminham na metr\u00f3pole. O que pensam? Sem destino, &#8220;distra\u00eddos&#8221;, perambulam por vielas, ruas e grandes avenidas. Os dois meninos riem de suas pr\u00f3prias piadas racistas, enquanto a mo\u00e7a os observa calada. Tr\u00eas experi\u00eancias, tr\u00eas formas distintas de perceber o mundo, unidas por uma brincadeira de vida ou morte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cF\u00e9\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 1999, 91 min) &#8211; Ricardo Dias<\/p>\n\n\n\n<p>A religi\u00e3o e a f\u00e9 no Brasil. As grandes festas religiosas, os rituais mais marcantes das diferentes religin\u00f5es, seitas e cultos, os pastores e os fi\u00e9is. O filme parte do princ\u00edpio de que a religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o \u00f3pio do povo. Para grande parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira, a f\u00e9 tem import\u00e2ncia decisiva e a sua presen\u00e7a \u00e9 ainda maior do que aparenta. Conhecer o Brasil e os brasileiros exige que nos livremos de preconceitos para vivenciar profundamente a religi\u00e3o e a f\u00e9 do nosso povo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Cineasta da Selva\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 1997, 87 min) &#8211; Aur\u00e9lio Michiles<\/p>\n\n\n\n<p>A vida de Silvino Santos (1886-1970), portugu\u00eas que se apaixonou pelo Rio Amazonas. Aos treze anos, Silvino cruza o Atl\u00e2ntico na passagem do s\u00e9culo em busca daquela Amaz\u00f4nia fant\u00e1stica imaginada pelos europeus. Em 1913, realizou seu primeiro document\u00e1rio de longa-metragem. Ele viveria sua aventura contracenando com grandes personalidades, testemunhando acontecimentos marcantes, do fausto \u00e0 queda do monop\u00f3lio da borracha. Filmando essa Amaz\u00f4nia do in\u00edcio do s\u00e9culo 20, ele se torna um mito da selva e um dos pioneiros do cinema no Brasil. Com Jos\u00e9 de Abreu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cOnde S\u00e3o Paulo Acaba\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 1994, 12 min) &#8211; Andrea Seligmann<\/p>\n\n\n\n<p>Rap, drogas e viol\u00eancia. Um dia na periferia sul da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Panorama Internacional Contempor\u00e2neo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201c\u00c0 Deriva: 76 Dias Perdido no Mar\u201d<\/strong> (\u201c76 Days Adrift\u201d, EUA, 2024, 105 min) &#8211; Joe Wein<\/p>\n\n\n\n<p>No meio da noite, a centenas de quil\u00f4metros da terra firme, o velejador Steven Callahan assistiu impotente enquanto seu barco afundava no oceano escuro e implac\u00e1vel. Misturando imagens raras em 8mm com reconstitui\u00e7\u00f5es meticulosas usando o equipamento de sobreviv\u00eancia original de Callahan, o filme coloca o p\u00fablico dentro de seus excruciantes 76 dias sozinho no mar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Vida Real\u201d<\/strong> (\u201cLa Vraie Vie\u201d, Fran\u00e7a, 2025, 120 min) &#8211; Ekiem Barbier e Guilhem Causse<\/p>\n\n\n\n<p>O filme oferece uma experi\u00eancia \u00fanica a Victor Assi\u00e9, um jovem ator que questiona o sentido de sua profiss\u00e3o: explorar uma simula\u00e7\u00e3o on-line da vida cotidiana como um avatar e conhecer seus usu\u00e1rios, interpretando a si mesmo. Atrav\u00e9s de suas peregrina\u00e7\u00f5es complicadas, mas hil\u00e1rias, ele descobre um mundo novo, por\u00e9m familiar. S\u00e9rie em cinco epis\u00f3dios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cArtista dos Rejeitos\u201d<\/strong> (\u201cMaintenance Artist\u201d, EUA, 2025, 95 min) &#8211; Toby Perl Freilich<\/p>\n\n\n\n<p>O filme mergulha na vida e obra de Mierle Laderman Ukeles, a \u201cartista em resid\u00eancia\u201d do Departamento de Saneamento B\u00e1sico de Nova York desde 1977. Pioneira no ecofeminismo e na arte de pr\u00e1tica social, Ukeles trouxe o trabalho invis\u00edvel da limpeza, do cuidado e da maternidade para o espa\u00e7o p\u00fablico, tornando-o o foco de sua pr\u00e1tica art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cBangladesh Submersa\u201d<\/strong> (\u201cBlack Water\u201d, Espanha, 2025, 85 min) &#8211; Luc\u00eda Benito<\/p>\n\n\n\n<p>No sul de Bangladesh, Lokhi e sua fam\u00edlia se preparam para escapar do clima extremo e fugir para Dhaka \u2013 a cidade que cresce mais rapidamente no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cDesmascarando Elon Musk\u201d<\/strong> (\u201cElon Musk Unveiled \u2013 The Tesla Experiment\u201d, Alemanha, 2025, 90 min) &#8211; Andreas Pichler<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014, Elon Musk revelou seus planos para um carro aut\u00f4nomo. O que os consumidores n\u00e3o sabiam \u00e9 que a fun\u00e7\u00e3o \u201cautopiloto\u201d da Tesla estava longe de estar pronta, e os novos propriet\u00e1rios estavam sendo usados para melhorar o software por meio do fornecimento de seus dados. O filme mostra como a Tesla tem repetidamente reduzido a seguran\u00e7a em favor de experimentos e tecnologias inovadoras, e tra\u00e7a a ascens\u00e3o mete\u00f3rica de Musk e sua guinada em dire\u00e7\u00e3o a Donald Trump.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cEscrevendo a Vida \u2013 Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes\u201d<\/strong> (\u201c\u00c9crire la Vie \u2013 Annie Ernaux Racont\u00e9e par des Lyc\u00e9ennes et des Lyc\u00e9ens\u201d, Fran\u00e7a, 2025, 90 min) &#8211; Claire Simon<\/p>\n\n\n\n<p>Figura central do feminismo contempor\u00e2neo e vencedora do Pr\u00eamio Nobel de Literatura, Annie Ernaux personifica a emancipa\u00e7\u00e3o individual e coletiva, entre o \u00edntimo e o universal. Pelas palavras de alunos e professores, o document\u00e1rio apresenta um retrato original da autora. Como sua obra \u00e9 ensinada nas escolas? Como ela \u00e9 recebida, estudada e compreendida? De que maneira a juventude de hoje, seja na Fran\u00e7a ou em qualquer outro lugar, se apropria de seus escritos?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cInverno Implac\u00e1vel\u201d<\/strong> (\u201cIron Winter\u201d, Austr\u00e1lia, 2025, 89 min) &#8211; Kasimir Burgess<\/p>\n\n\n\n<p>No remoto Vale de Tsakhir, na Mong\u00f3lia, Batbold enfrenta o maior desafio de sua jovem vida: proteger mil cavalos durante o inverno mais rigoroso j\u00e1 registrado. Ap\u00f3s essa jornada, e com o futuro de sua comunidade em jogo, Batbold precisa escolher entre preservar os valores que definem sua cultura ou abandon\u00e1-los pela sedu\u00e7\u00e3o de uma vida aparentemente mais atraente na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cJerusal\u00e9m, a Lei da Pedra\u201d<\/strong> (\u201cRule of Stone\u201d, Canad\u00e1\/Israel, 2024, 84 min) \u2013 Danae Elon<\/p>\n\n\n\n<p>O filme exp\u00f5e o poder \u2014 est\u00e9tico, ideol\u00f3gico e estrat\u00e9gico \u2013 da arquitetura na cria\u00e7\u00e3o da Jerusal\u00e9m moderna. Em 1967, Israel conquistou Jerusal\u00e9m Oriental e declarou Jerusal\u00e9m a capital unida e indivis\u00edvel do Estado de Israel. A partir de ent\u00e3o, buscou repartir a cidade \u2013 materialmente indivis\u00edvel e esteticamente disruptiva. O filme nos leva a uma jornada para entender como o design participou da invis\u00edvel guerra de anexa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cNossa Terra\u201d<\/strong> (\u201cNuestra Tierra\u201d, Argentina\/EUA\/M\u00e9xico\/Fran\u00e7a\/Pa\u00edses Baixos\/Dinamarca, 2025, 122 min) &#8211; Lucrecia Martel<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2009, Javier Chocobar, membro da comunidade ind\u00edgena Chuchagasta, na prov\u00edncia de Tucum\u00e1n, noroeste da Argentina, tentou defender a si mesmo e a seu povo de uma expuls\u00e3o for\u00e7ada de suas terras por um propriet\u00e1rio local e dois ex-policiais. Como resultado, ele foi baleado e morto. O filme retrata o julgamento dos tr\u00eas homens, a vida de Chocobar e de seus companheiros Chuchagasta, e o legado colonialista do roubo de terras e propriedades em toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Grande Lago Salgado\u201d<\/strong> (\u201cThe Lake\u201d, EUA, 2026, 88 min) &#8211; Abby Ellis<\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio que acompanha dois cientistas e um articulador pol\u00edtico que lutam para salvar o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos. Eles sabem o que est\u00e1 por vir: ar envenenado, um ecossistema em colapso e uma comunidade \u00e0 beira do abismo. Enquanto enfrentam a burocracia, a apatia e a urg\u00eancia de uma crise que est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas, algo sinistro paira nos arredores: a poeira letal que sobe, um lembrete do que ser\u00e1 perdido se eles falharem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Urso Inconveniente\u201d<\/strong> (\u201cNuisance Bear\u201d, EUA\/Reino Unido, 2026, 90 min) &#8211; Gabriela Osio Vanden e Jack Weisman<\/p>\n\n\n\n<p>Um urso-polar \u00e9 for\u00e7ado a navegar por um mundo humano de turistas, agentes de prote\u00e7\u00e3o ambiental e ca\u00e7adores, \u00e0 medida que sua migra\u00e7\u00e3o ancestral colide com a vida moderna. Quando um predador sagrado passa a ser rotulado como um inc\u00f4modo, torna-se incerto quem realmente pertence a essa paisagem compartilhada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Sal de Katwe\u201d<\/strong> (\u201cKatwe\u201d, Uganda\/Su\u00e9cia, 2025, 97 min) &#8211; Nima Shirali<\/p>\n\n\n\n<p>Na cidade de Katwe (Uganda), que abriga um lago salgado, a f\u00e1brica permanece deserta h\u00e1 40 anos, enquanto os pol\u00edticos prometem libertar a comunidade da pobreza. A corrup\u00e7\u00e3o permeia a vida cotidiana e a chantagem pol\u00edtica coexiste com uma religiosidade profunda. Tendo como pano de fundo uma hist\u00f3ria impregnada de explora\u00e7\u00e3o colonial, um mosaico de personagens nos oferece uma vis\u00e3o sobre as dificuldades hist\u00f3ricas dos trabalhadores do sal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Sil\u00eancio da Terra\u201d<\/strong> (\u201cEl Silencio de la Tierra\u201d, Espanha\/Fran\u00e7a\/B\u00e9lgica, 2025, 77 min) &#8211; Frank Guti\u00e9rrez<\/p>\n\n\n\n<p>Berta C\u00e1ceres, Paulo Paulino Guajajara e Aldo Zamora deram suas vidas para defender a Terra. Esses ativistas ambientais foram brutalmente assassinados na Am\u00e9rica Latina porque se opuseram a grandes corpora\u00e7\u00f5es multinacionais e seus interesses. Quem est\u00e1 por tr\u00e1s desses crimes e por que eles desfrutam de impunidade? Quais os objetivos desses assassinatos? E quais as consequ\u00eancias disso para o planeta e o futuro da humanidade?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cOs G\u00eameos de Gaza\u201d<\/strong> (\u201cGaza\u2019s Twins, Come Back to Me\u201d, Palestina\/Catar\/Pa\u00edses Baixos, 2025, 96 min) &#8211; Mohammed Sawwaf<\/p>\n\n\n\n<p>Um m\u00eas ap\u00f3s o in\u00edcio do conflito, Rania d\u00e1 \u00e0 luz trig\u00eameos em um hospital sob cerco no norte de Gaza. Em meio ao caos, um dos rec\u00e9m-nascidos morre e os g\u00eameos sobreviventes s\u00e3o evacuados para o sul, separados de sua m\u00e3e, que permanece presa no norte. Ao longo de 16 meses, o filme acompanha a m\u00e3e e os g\u00eameos. Rania enfrenta o deslocamento, a fome e a dolorosa espera pelo reencontro, separada de seus beb\u00eas por postos de controle militares e pela guerra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cOs Le\u00f5es do Rio Tigre\u201d<\/strong> (\u201cL\u00f8vene ved Elven Tigris\u201d, Noruega\/Pa\u00edses Baixos, 2025, 91 min) &#8211; Zaradasht Ahmed<\/p>\n\n\n\n<p>Em Mossul, uma cidade devastada durante a batalha pela liberta\u00e7\u00e3o do Estado Isl\u00e2mico, a luta para curar e preservar sua identidade, cultura e arte ainda n\u00e3o terminou. Tr\u00eas homens se recusam a deixar que Mossul permane\u00e7a em ru\u00ednas. Uma cidade com 8.000 anos de hist\u00f3ria luta para recuperar sua alma atrav\u00e9s daqueles que se recusam a deix\u00e1-la cair no esquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cPartition\u201d<\/strong> (\u201cTaqsim\u201d, L\u00edbano\/Palestina\/Canad\u00e1, 2025, 61 min) &#8211; Diana Allan<\/p>\n\n\n\n<p>O filme mescla imagens de arquivo da Palestina sob ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica com \u00e1udios de refugiados palestinos no L\u00edbano. Filmes mudos preservados em cole\u00e7\u00f5es imperiais guardam hist\u00f3rias que mal foram contadas. Ao recuperar a presen\u00e7a palestina atrav\u00e9s de relatos, vozes e can\u00e7\u00f5es, desvendando passados coloniais atrav\u00e9s de paisagens sonoras de um presente prec\u00e1rio, o document\u00e1rio prop\u00f5e uma medita\u00e7\u00e3o sobre o que os corpos lembram e os imp\u00e9rios esquecem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cQuerido Amanh\u00e3\u201d<\/strong> (\u201cEnsom i Tokyo\u201d, Dinamarca\/Su\u00e9cia\/Jap\u00e3o, 2025, 82 min) &#8211; Kaspar Astrup Schr\u00f6der<\/p>\n\n\n\n<p>A solid\u00e3o \u00e9 uma epidemia crescente em todo o mundo, mas no Jap\u00e3o ela se tornou particularmente grave, na medida em que as press\u00f5es da vida moderna isolam cada vez mais os indiv\u00edduos de suas comunidades. O filme explora essa crise atrav\u00e9s das lentes do A Place for You, uma linha direta de sa\u00fade mental na qual volunt\u00e1rios dedicados oferecem suporte cr\u00edtico a milhares de pessoas necessitadas todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cRompendo Rochas\u201d<\/strong> (\u201cCutting Through Rocks\u201d, EUA, 2025, 95 min) &#8211; Sara Khaki e Mohammadreza Eyni<\/p>\n\n\n\n<p>Sara Shahverdi \u2013 ex-parteira, divorciada e motociclista \u2013 \u00e9 a primeira mulher eleita para o conselho local de seu conservador povoado no noroeste do Ir\u00e3. Corajosa e direta, ela pressiona por reformas ousadas e desafia abertamente as normas patriarcais. No entanto, quando seus esfor\u00e7os geram rea\u00e7\u00f5es adversas e acusa\u00e7\u00f5es sobre suas motiva\u00e7\u00f5es, Sara deve confrontar n\u00e3o apenas seus cr\u00edticos, mas tamb\u00e9m seu pr\u00f3prio senso de identidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cRuna Simi\u201d<\/strong> (Peru, 2025, 85 min) &#8211; Augusto Zegarra<\/p>\n\n\n\n<p>Um dublador peruano embarca em uma miss\u00e3o audaciosa para convencer a The Walt Disney Company a dublar o filme \u201cO Rei Le\u00e3o\u201d (1994) para o qu\u00edchua, na esperan\u00e7a de salvar sua l\u00edngua nativa \u2013 mas descobre, ao lado de seu filho de oito anos, que essa jornada se tornar\u00e1 uma odisseia profundamente pessoal sobre paternidade e ativismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSem D\u00f3 Nem Piedade\u201d<\/strong> (\u201cNo Mercy\u201d, Alemanha, 2025, 105 min) &#8211; Isa Willinger<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA verdade \u00e9 que as mulheres fazem os filmes mais cru\u00e9is\u201d, disse certa vez a cineasta Kira Muratova \u00e0 jovem Isa Willinger, no in\u00edcio de sua carreira. Neste document\u00e1rio, Willinger vai ao encontro de algumas das grandes diretoras mulheres e n\u00e3o bin\u00e1rias para descobrir o que elas t\u00eam a dizer sobre personagens violentos, a representa\u00e7\u00e3o do estupro, trauma, quest\u00f5es de poder e o chamado female gaze. Com participa\u00e7\u00f5es de C\u00e9line Sciamma, Virginie Despentes, Nina Menkes, Catherine Breillat, Apolline Traor\u00e9 e Joey Soloway.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSoldados da Luz\u201d<\/strong> (\u201cSoldaten des Lichts\u201d, Alemanha, 2025, 108 min) &#8211; Julian Vogel e Johannes B\u00fcttner<\/p>\n\n\n\n<p>O filme explora o crescente cen\u00e1rio de influenciadores, coaches e curandeiros autoproclamados que espalham narrativas conspirat\u00f3rias e mant\u00eam la\u00e7os estreitos com o movimento Reichsb\u00fcrger e outras for\u00e7as antidemocr\u00e1ticas. O longa-metragem acompanha Mr. Raw criando conte\u00fado, desenvolvendo estrat\u00e9gias de marketing, realizando reuni\u00f5es de vendas e maximizando suas fontes de receita, e um de seus seguidores, Timo. Mr. Raw afirma que os del\u00edrios psic\u00f3ticos de Timo s\u00e3o causados por possess\u00f5es demon\u00edacas, que ele alega poder curar por meio de jejum e suplementos alimentares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSuriname, a Lei do Rio e a do Dinheiro\u201d<\/strong> (\u201cMonikondee\u201d, Pa\u00edses Baixos, 2025, 103 min) &#8211; Lonnie van Brummelen, Siebren de Haan e Tolin Alexander<\/p>\n\n\n\n<p>Por s\u00e9culos, os quilombolas na floresta tropical do Suriname mantiveram a sociedade capitalista \u00e0 dist\u00e2ncia. Nos \u00faltimos anos, no entanto, interesses econ\u00f4micos avan\u00e7aram sobre suas terras. O document\u00e1rio acompanha Boogie, um barqueiro que navega pelo rio fronteiri\u00e7o entre o Suriname e a Guiana Francesa, entregando mantimentos essenciais a comunidades remotas de quilombolas e ind\u00edgenas. Atrav\u00e9s das vozes das comunidades, o filme tra\u00e7a um retrato da resili\u00eancia, \u00e0 medida que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a extra\u00e7\u00e3o de recursos remodelam a terra, a \u00e1gua e a cultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cVoc\u00ea Me Ama\u201d<\/strong> (\u201cDo You Love Me\u201d, Fran\u00e7a\/L\u00edbano\/Alemanha, 2025, 75 min) &#8211; Lana Daher<\/p>\n\n\n\n<p>O filme exp\u00f5e o poder \u2013 est\u00e9tico, ideol\u00f3gico e estrat\u00e9gico \u2013 da arquitetura na cria\u00e7\u00e3o da Jerusal\u00e9m moderna. Em 1967, Israel conquistou Jerusal\u00e9m Oriental e declarou Jerusal\u00e9m a capital unida e indivis\u00edvel do Estado de Israel. A partir de ent\u00e3o, buscou repartir a cidade \u2013 materialmente indivis\u00edvel e esteticamente disruptiva. O filme nos leva a uma jornada para entender como o design participou da invis\u00edvel guerra de anexa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cYalla Parkour\u201d<\/strong> (Su\u00e9cia, 2024, 89 min) &#8211; Areeb Zuaiter<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua busca incessante por uma mem\u00f3ria que reforce seu sentimento de pertencimento, a diretora Areeb Zuaiter cruza o caminho de Ahmed, um atleta de parkour, em Gaza, dando in\u00edcio a uma jornada em que aspira\u00e7\u00f5es conflitantes se cruzam. Nostalgia encontra ambi\u00e7\u00e3o, e o peso de um passado confinado encontra um futuro imprevis\u00edvel na dura realidade da vida em Gaza.<\/p>\n\n\n\n<p>Territ\u00f3rios e Mem\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>longas-metragens<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cA Fabulosa M\u00e1quina do Tempo\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2026, 72 min) &#8211; Eliza Capai<\/p>\n\n\n\n<p>Numa pequena cidade do sert\u00e3o do Piau\u00ed, as meninas brincam entre o passado miser\u00e1vel de suas m\u00e3es e seus sonhos fant\u00e1sticos de futuro. Ali, onde o homem ainda \u00e9 o gigante da mulher, elas se aventuram na travessia da inf\u00e2ncia para o adolescer.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cAmaz\u00f4nia Oktoberfesta\u201d<\/strong> (Brasil-PE, 2025, 78 min) &#8211; S\u00e9rgio Oliveira e Felipe Drehmer<\/p>\n\n\n\n<p>Amaz\u00f4nia Oktoberfesta \u00e9 um document\u00e1rio sobre um projeto de desenvolvimento do pa\u00eds, iniciado em plena ditadura militar nos anos 1970, que incentivou o \u201cdesbravamento\u201d do norte do Brasil por colonos do Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Elegendo uma festa de inspira\u00e7\u00e3o germ\u00e2nica realizada em Sinop (MT), onde um personagem an\u00f4nimo, fict\u00edcio e suspeito deambula por matas e planta\u00e7\u00f5es, o filme faz um recorte livre de uma imigra\u00e7\u00e3o que causou e causa mudan\u00e7as culturais, ambientais e pol\u00edticas em uma regi\u00e3o outrora habitada por diversos povos origin\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cArquivo Vivo\u201d<\/strong> (Brasil-PE, 2026, 137 min) &#8211; Vincent Carelli<\/p>\n\n\n\n<p>Em 40 anos atuando junto a comunidades ind\u00edgenas, o V\u00eddeo nas Aldeias reuniu um acervo hist\u00f3rico para a mem\u00f3ria dos povos ind\u00edgenas no Brasil. O filme revela a devolu\u00e7\u00e3o destes arquivos para as novas gera\u00e7\u00f5es das primeiras comunidades visitadas. O retorno das imagens-esp\u00edrito aos povos Nambikwara Mamaind\u00ea (MT), Gavi\u00e3o Parkatej\u00ea (PA), Enawen\u00ea-Naw\u00ea (MT), Isolados de Corumbiara (RO) e Xikrin do Caetet\u00e9 (PA).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAt\u00e9 Onde a Vista Alcan\u00e7a\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 80 min) &#8211; Alice Villela e Hidalgo Romero<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de ind\u00edgenas Kariri-Xoc\u00f3 se unem em uma expedi\u00e7\u00e3o de reconhecimento do territ\u00f3rio memorial desse povo, roubado ao longo dos dolorosos s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o. Sua l\u00edngua, seus conhecimentos e at\u00e9 mesmo seus rituais sagrados foram ocultados como estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia. Agora, munidos de c\u00e2meras, drones, cachimbos, cocares e maracas, eles percorrem os marcos geogr\u00e1ficos de seu territ\u00f3rio em um road movie que \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o para novas retomadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cBenvindos\u201d<\/strong> (Brasil-ES, 2025, 83 min) &#8211; Luana Cabral<\/p>\n\n\n\n<p>Os Benvindos s\u00e3o herdeiros de um territ\u00f3rio e de um projeto de vida compartilhada iniciado no final do s\u00e9culo 19 pelo ancestral Benvindo Pereira dos Anjos, fundador do Quilombo do Retiro. A luta em defesa do territ\u00f3rio e pela preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria \u00e9 levada adiante pela Associa\u00e7\u00e3o dos Herdeiros, que dever\u00e1 eleger uma nova diretoria para dar continuidade a este trabalho. O encontro com a diretora, descendente distante de um antigo fazendeiro da regi\u00e3o, revela situa\u00e7\u00f5es de conflito entre o quilombo e os propriet\u00e1rios de terra locais a partir da lembran\u00e7a de um passado n\u00e3o t\u00e3o distante, que ainda reverbera sobre as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais no Brasil contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cFuturo Futuro\u201d<\/strong> (Brasil-RS, 2025, 86 min) &#8211; Davi Pretto<\/p>\n\n\n\n<p>Em um futuro pr\u00f3ximo, onde os avan\u00e7os em intelig\u00eancia artificial coexistem com o surgimento de uma nova s\u00edndrome neurol\u00f3gica, um homem sem mem\u00f3ria de 40 anos chamado K \u00e9 acolhido por um clickworker solit\u00e1rio de 60 anos na parte empobrecida de uma chuvosa cidade brasileira. Ap\u00f3s usar um viciante dispositivo IA em um curso para pessoas com a estranha s\u00edndrome, K embarca em uma jornada tr\u00e1gica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cMinha Terra Estrangeira\u201d<\/strong> (Brasil-RO, 2025, 99 min) &#8211; Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e Jo\u00e3o Moreira Salles<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos brasileiros, as elei\u00e7\u00f5es de 2022 representaram a escolha entre democracia e autoritarismo. Para os povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, por\u00e9m, significaram mais do que isso. A floresta, lar de todos eles, estava sob ataque do governo, de modo que a reelei\u00e7\u00e3o do incumbente punha em quest\u00e3o a pr\u00f3pria possibilidade de haver futuro.&nbsp; O filme acompanha dois personagens, pai e filha, durante os 40 dias que antecederam o sufr\u00e1gio. O pai, Almir Suru\u00ed, l\u00edder ind\u00edgena candidato a deputado federal por Rond\u00f4nia, um dos estados mais pr\u00f3-Bolsonaro do pa\u00eds; a filha, Txai Suru\u00ed, jovem ativista ambiental que dedica sua vida \u00e0 luta pela floresta.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cMounir\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 80 min) &#8211; Juliana Borges<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mounir, contar hist\u00f3rias \u00e9 uma estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia. Carism\u00e1tico e enigm\u00e1tico, o imigrante centro-africano convence uma jovem cineasta brasileira a documentar a sua vida. Ao longo de dez anos e tr\u00eas continentes, sua narrativa embaralha as fronteiras entre realidade e fic\u00e7\u00e3o. Quanto mais nos envolvemos na trama de Mounir, mais d\u00favidas temos sobre quem de fato ele \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMovimento Perp\u00e9tuo\u201d<\/strong> (Brasil-AL, 2025, 70 min) &#8211; Leandro Alves<\/p>\n\n\n\n<p>Seu Edvaldo busca nos sinais do universo respostas sobre sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cNa Passagem do Tr\u00f3pico\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 87 min) &#8211; Francisco Miguez<\/p>\n\n\n\n<p>Um top\u00f3grafo mapeia \u00e1reas de risco de deslizamento na cidade de Ubatuba, em uma regi\u00e3o de encosta na mata atl\u00e2ntica. Onde um top\u00f3grafo \u00e9 chamado, h\u00e1 problemas de terra. Crente de que pode regularizar a situa\u00e7\u00e3o, ele se depara com um territ\u00f3rio de ocupa\u00e7\u00e3o humana ca\u00f3tica e repleta de conflitos. A hist\u00f3ria da cidade cruza seus passos, e atrav\u00e9s de seu teodolito, v\u00ea imagens do passado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* Nimuendaj\u00fa\u201d<\/strong> (Brasil-MG\/Peru, 2025, 85 min) &#8211; Tania Anaya<\/p>\n\n\n\n<p>O filme conta a hist\u00f3ria de Curt Unckel, cientista social que viveu com povos ind\u00edgenas por 40 anos. Batizado em 1906 pelos Guarani como Nimuendaj\u00fa, ele dedicou sua vida ao estudo e compreens\u00e3o de diferentes culturas, testemunhando a persegui\u00e7\u00e3o e expuls\u00e3o dos ind\u00edgenas de suas terras.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cO Jardim de Maria\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 72 min) &#8211; Jade Rainho<\/p>\n\n\n\n<p>Na periferia de S\u00e3o Paulo, Maria e sua fam\u00edlia replantam uma Terra Ind\u00edgena, transformando um antigo esgoto em sua aldeia. Enquanto lutam pela demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, a espiritualidade na natureza e a cultura Guarani fortalecem os guardi\u00f5es dos \u00faltimos resqu\u00edcios de Mata Atl\u00e2ntica, na maior cidade da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>curtas-metragens<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Cachoeira\u201d<\/strong> (Brasil-BA, 2025, 20 min) &#8211; Rayssa Coelho e Filipe Gama<\/p>\n\n\n\n<p>A Cachoeira de Paulo Afonso, uma for\u00e7a da natureza no meio do sert\u00e3o brasileiro, tem sua voz silenciada pelas demandas do progresso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Nave Que Nunca Pousa\u201d<\/strong> (Brasil-PB, 2025, 15 min) &#8211; Ellen Morais<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nave paira sobre uma comunidade quilombola no sert\u00e3o da Para\u00edba. Os moradores locais precisam lidar com as consequ\u00eancias desse acontecimento. Uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica documental nas terras de Aruanda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Pele do Ouro\u201d<\/strong> (Brasil-RO, 2025, 15 min) &#8211; Marcela Ulhoa e Yare Perdomo<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio das mem\u00f3rias registradas em di\u00e1rios \u00edntimos, escritos no cora\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica, Patri revela a condi\u00e7\u00e3o da mulher no garimpo, onde, assim como a terra, tudo \u00e9 revirado e explorado.<\/p>\n\n\n\n<p>* <strong>\u201cA Trag\u00e9dia da Lobo-guar\u00e1\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 19 min) &#8211; Kimberly Palermo \/ UFF<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s perder tudo o que tinha, uma sentimental Lobo-guar\u00e1 vaga pelo Brasil em busca de um novo lar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cBaixada: Nas \u00c1guas de Cubat\u00e3o\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 17 min) &#8211; Renato de Castro \/ FAAP<\/p>\n\n\n\n<p>Cubat\u00e3o, Vila dos Pescadores. Nos seus dias c\u00edclicos, a pescadora Zilda busca uma forma de se desconectar com a hostilidade que sua comunidade tem passado com a viol\u00eancia aplicada por diferentes \u00f3rg\u00e3os da cidade. Entre mudar sua vida para outro lugar e se manter resiliente onde foi criada, mais questionamentos surgir\u00e3o quanto ao seu futuro no mundo e na pescaria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cCaldeir\u00e3o\u201d<\/strong> (Brasil-PI, 2025, 20 min) &#8211; Oliveira J\u00fanior, Milena Rocha e Weslley Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>Em um pequeno povoado, nas margens do A\u00e7ude Caldeir\u00e3o (Piripiri, PI), uma equipe de cinema para no emaranhado do tempo. Imagens de arquivo dos anos 1970 e registros de 2017 a 2024. O territ\u00f3rio marca uma paisagem-corpo, um arquivo vivo do interior do Brasil, que guarda mitos, mem\u00f3rias e saudade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cFloresta Cicatriz\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 20 min) &#8211; Lian Gaia<\/p>\n\n\n\n<p>Registro da Aldeia Marakan\u00e3, territ\u00f3rio pluri\u00e9tnico localizado ao lado do Est\u00e1dio do Maracan\u00e3, no cora\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, e s\u00edmbolo da retomada ind\u00edgena. Atrav\u00e9s dos sonhos e da trajet\u00f3ria de uma jovem ind\u00edgena em busca de reconex\u00e3o com sua identidade, o curta entrela\u00e7a mem\u00f3ria, resist\u00eancia e ancestralidade.&nbsp; Alternando testemunhos com performances que evocam corpo, terra e coletivo, o filme revela as cicatrizes e a for\u00e7a de um movimento que h\u00e1 d\u00e9cadas resiste e refloresce na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cFronteriza\u201d <\/strong>(Brasil-SP, 2025, 21 min) &#8211; Nay Mendl e Rosa Caldeira<\/p>\n\n\n\n<p>Lucca, um jovem trans da periferia de S\u00e3o Paulo, viaja at\u00e9 o limite entre Brasil, Paraguai e Argentina em busca do pai que nunca conheceu. L\u00e1 conhece Diego, um paraguaio, que o apresenta os segredos da fronteira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cGr\u00e3o\u201d<\/strong> (Brasil-RS, 2026, 24 min) &#8211; Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa<\/p>\n\n\n\n<p>Em um porto no extremo sul do Brasil, Leandro vive informalmente recolhendo a soja que foi extraviada durante o transporte. Mas a crise que acomete o pa\u00eds p\u00f5e em risco seu sustento. Sem perspectivas, ele vaga com seu carro com o som no m\u00e1ximo. Noite adentro, ele parte em busca de companhia, mas nada sai como esperado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cKakxop Pahok: As Crian\u00e7as Cegas\u201d<\/strong> (Brasil-MG, 2025, 17 min) &#8211; Cassiano Maxakali e Charles Bicalho<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia todos os homens da aldeia sa\u00edram para ca\u00e7ar. Dias, semanas e meses se passaram&#8230; E eles n\u00e3o retornaram. As mulheres da aldeia ent\u00e3o trocaram seus filhos entre si, para n\u00e3o ficarem sem maridos, e passaram a viver uma nova vida. Por\u00e9m, um dia os homens voltaram da ca\u00e7ada. E se depararam com um estado de coisas muito diferente daquele que haviam deixado. Falado no idioma Maxakali e ilustrado pelos moradores da Aldeia Escola Floresta no munic\u00edpio de Te\u00f3filo Otoni (MG), o filme se baseia em hist\u00f3ria tradicional do povo Maxakali (Tikm\u00fb\u00b4\u00fbn) e forma a \u201cTrilogia H\u00e3mn\u00f5gn\u00f5y\u201d de anima\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas com \u201cKon\u00e3gxeka: O Dil\u00favio Maxakali\u201d (2016) e \u201cM\u00e3t\u00e3n\u00e3g, a Encantada\u201d (2019).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cLomba do Pinheiro\u201d<\/strong> (Brasil-RS, 2025, 19 min) &#8211; Iuri Minfroy<\/p>\n\n\n\n<p>Na aldeia kaingang Fag Nhin, Nelson divide seu tempo entre as aulas na escola e os treinos do time de futebol feminino. Sybelly quer contar a hist\u00f3ria de sua aldeia com uma c\u00e2mera. A apreens\u00e3o aumenta com os crescentes casos de avistamentos da sombria figura de um lobisomem que rondaria a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMaira Porongyta \u2013 O Aviso do C\u00e9u\u201d<\/strong> (Brasil-RJ-MT, 2025, 20 min) &#8211; Kuj\u00e3esage Kaiabi<\/p>\n\n\n\n<p>Itaari\u00f3, criador do mundo, \u00e9 o mais poderoso entre os Mait, os deuses do povo Kaiabi. Ele convoca os outros Mait para uma reuni\u00e3o no c\u00e9u, onde transmite um aviso inquietante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Mapa em que Est\u00e3o Meus P\u00e9s\u201d<\/strong> (Brasil-AL, 2025, 14 min) &#8211; Luciano Pedro Jr<\/p>\n\n\n\n<p>Sebasti\u00e3o decide plantar seu cora\u00e7\u00e3o no lugar em que ele nasceu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Ponto do Mel\u201d<\/strong> (Brasil-PB, 2025, 22 min) &#8211; Mirian Oliveira e Pedro Lessa<\/p>\n\n\n\n<p>O filme acompanha o ciclo de vida e transforma\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar desde a colheita, processo de moagem e fervura, que culmina na obten\u00e7\u00e3o dos pontos de mel. O filme se interessa pelo car\u00e1ter hist\u00f3rico e os modos de vida comunit\u00e1ria em um territ\u00f3rio rural do alto sert\u00e3o paraibano. \u00c9 um registro dos conhecimentos dos trabalhadores do Engenho do Silva por meio de experimenta\u00e7\u00f5es sonoras e pontua\u00e7\u00f5es c\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cOntem Lembrei de Minha M\u00e3e\u201d<\/strong> (Brasil-PR, 2025, 23 min) &#8211; Leandro Afonso<\/p>\n\n\n\n<p>Um epis\u00f3dio da inf\u00e2ncia retorna \u00e0 mem\u00f3ria de um homem sem-terra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cPonto Cego\u201d<\/strong> (Brasil-CE, 2025, 21 min) &#8211; Luciana Vieira e Marcel Beltr\u00e1n<\/p>\n\n\n\n<p>Marta \u00e9 engenheira respons\u00e1vel pelas c\u00e2meras de seguran\u00e7a do porto de Fortaleza, um ambiente onde mulheres silenciadas convivem com o anonimato e o desprezo. Mas Marta est\u00e1 pronta para romper o sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cPraia dos Milagres\u201d<\/strong> (Brasil-PE, 2026, 11 min) &#8211; Rita Carelli e Laura Mansur<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia na praia dos Milagres, Olinda, Pernambuco, Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cReplikka\u201d<\/strong> (Brasil-MT-PR\/EUA\/Reino Unido, 2025, 16 min) &#8211; Pirat\u00e1 Waur\u00e1 e Heloisa Passos<\/p>\n\n\n\n<p>O filme nos convida a refletir sobre a sabedoria ancestral dos povos Ind\u00edgenas no Brasil e a urg\u00eancia em respeitar e proteger seus territ\u00f3rios, cultura e mem\u00f3rias.&nbsp;&nbsp; No filme, tecnologia e sabedoria ind\u00edgena nos levam a embarcar numa jornada espiritual e meditativa sobre mem\u00f3ria, identidade, perda e renascimento. A resili\u00eancia do povo Wauja do Xingu, diante da destrui\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria, \u00e9 prova de que a for\u00e7a da ancestralidade atemporal jamais pode ser apagada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cUma Menina, Um Rio\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 8 min) &#8211; Renata Martins Alvarez<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo o fluxo de um rio, uma menina inicia sua jornada de descobertas. A cada passo, o curso do rio reflete sua pr\u00f3pria transforma\u00e7\u00e3o: da inf\u00e2ncia \u00e0 adolesc\u00eancia, da juventude \u00e0 maturidade. Ao final do percurso, entrega-se ao oceano, ciente de que o mar \u00e9 o destino de todas as coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Concurso Curta Ecofalante<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cAl\u00e9m do Marco: Direitos Ind\u00edgenas em Jogo\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2024, 17 min) &#8211; C\u00e1ssia Fernandes \/ FIAM-FAAM<\/p>\n\n\n\n<p>O filme acompanha a luta incans\u00e1vel do povo Guarani pela defesa de seu territ\u00f3rio no Jaragu\u00e1, o menor peda\u00e7o de terra ind\u00edgena demarcada no Brasil. Cercados por especula\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias e alvo constante de repress\u00e3o policial e pol\u00edtica, os Guaranis resistem em meio \u00e0 press\u00e3o da tese do marco temporal, que mais uma vez volta \u00e0 mesa de discuss\u00e3o judicial. O document\u00e1rio revela como essa batalha territorial se desenrola em S\u00e3o Paulo, uma metr\u00f3pole erguida sobre terras ind\u00edgenas, onde o passado e o presente colidem de forma dram\u00e1tica. Ao dar voz aos Guaranis e expor a realidade de uma aldeia urbana sufocada pelo concreto da cidade, o filme traz \u00e0 tona a resili\u00eancia de um povo que luta para manter vivo seu direito ancestral e territorial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAlucine Olinda\u201d<\/strong> (Brasil-PE, 2026, 20 min) &#8211; Igor Luiz Ribeiro \/ Uniaeso<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 brisa das \u00e1guas do mar e \u00e0s ladeiras de uma cidade hist\u00f3rica, um pr\u00e9dio emblem\u00e1tico sucumbe em suas pr\u00f3prias ru\u00ednas. Inaugurado ainda na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo 20, o Cine Olinda, que fica localizado na entrada da cidade, j\u00e1 passou por metamorfoses. Hoje, esse cinema \u00e9 cen\u00e1rio para um verdadeiro filme de horror, com uma estrutura decadente, que reflete diretamente o atual estado da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAmbival\u00eancia\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 11 min) &#8211; Natacha Maria Oliveira \/ EBAC<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto aguarda ser chamada para sua consulta em uma sala de espera, Lia, uma paciente psiqui\u00e1trica, quer ir embora e desistir de seu tratamento. Mas Maria, sua acompanhante, est\u00e1 disposta a fazer com que ela continue.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAv. S\u00e3o Jo\u00e3o, 588\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2024, 17 min) &#8211; Bruna Resende e Matheus Barbosa \/ Senac<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nenhuma mulher sem casa.&#8221; A frase que guia a luta de Ant\u00f4nia Nascimento ecoa pelos corredores de um edif\u00edcio que, antes abandonado, hoje se tornou um s\u00edmbolo de resist\u00eancia. Coordenadora da Frente de Luta por Moradia (FLM) e ativista h\u00e1 mais de 25 anos, Ant\u00f4nia lidera a transforma\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios ociosos, sem fun\u00e7\u00e3o social, em lares. O filme narra, sob sua perspectiva, a luta das mulheres pelo direito a uma moradia digna em S\u00e3o Paulo, revelando os desafios, a for\u00e7a e a esperan\u00e7a de quem, com coragem e uni\u00e3o, transforma concreto em lar e pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cChica Machado &#8211; Rainha de Goyaz\u201d<\/strong> (Brasil-GO, 2025, 19 min) &#8211; Renata Rosa Franco \/ UFG<\/p>\n\n\n\n<p>O filme traz as mem\u00f3rias e as narrativas produzidas sobre Chica Machado, mulher negra que chegou escravizada em Goi\u00e1s por volta de 1750, no \u00faltimo per\u00edodo de explora\u00e7\u00e3o do ouro. Protagonizou v\u00e1rios feitos que s\u00e3o lembrados h\u00e1 quase 300 anos na oralidade da popula\u00e7\u00e3o do norte do Estado, especialmente no povoado de Cocal, distrito de Niquel\u00e2ndia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cDa Aldeia \u00e0 Universidade\u201d<\/strong> (Brasil-TO, 2025, 16 min) &#8211; Leandro de Alc\u00e2ntara e T\u00falio de Melo \/ UFT<\/p>\n\n\n\n<p>O filme fala das experi\u00eancias e conflitos culturais dos ind\u00edgenas Srowasde Xerente e Krtadi Xerente ao sa\u00edrem da aldeia em busca de forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cDesfem\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 15 min) &#8211; Manoella Fernandes e Polyana Santos \/ Oficinas Quer\u00f4<\/p>\n\n\n\n<p>O filme questiona a feminilidade a partir do olhar de duas mulheres Desfem, que compartilham suas viv\u00eancias e estigmas enfrentados em sociedade pelo modo de se vestirem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cDi\u00e1logo Bulbul\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 8 min) &#8211; Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zim\u00e1 Domingos \/ Oficina Lanterna M\u00e1gica<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de arquivos, por meio da for\u00e7a coletiva de inven\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia, evocando a pot\u00eancia criativa do povo preto, o filme convoca mem\u00f3rias sonoras e visuais para construir um remix insurgente.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cFilme-Copacabana\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 12 min) &#8211; Sofia Le\u00e3o \/ UFRJ<\/p>\n\n\n\n<p>Uma jovem abre uma cadeira de praia em uma cal\u00e7ada movimentada de Copacabana e, como se estivesse diante de uma tela de cinema, assiste o que est\u00e1 a sua frente: uma sinfonia urbana tropical.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cMares de Sabedoria\u201d<\/strong> (Brasil-PE, 2025, 13 min) &#8211; Alunos do Clube Mares de Sabedoria \/ UFPE<\/p>\n\n\n\n<p>Em Porto de Galinhas (PE), estudantes oriundos de fam\u00edlias da pesca artesanal participam de um processo de realiza\u00e7\u00e3o audiovisual no qual passam a narrar suas tradi\u00e7\u00f5es familiares. A partir do cotidiano, do territ\u00f3rio e dos saberes ligados \u00e0s \u00e1guas, o document\u00e1rio acompanha como esses conhecimentos s\u00e3o transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e reflete sobre a import\u00e2ncia de sua valoriza\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o no contexto escolar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMestrinhos\u201d<\/strong> (Brasil-SE, 2025, 14 min) &#8211; Lwidge de Oliveira \/ UFS<\/p>\n\n\n\n<p>Os guardi\u00e3es dos Saberes e Fazeres e das Artes e Cultura Popular na Universidade Federal de Sergipe s\u00e3o carinhosamente chamados de nossos queridos &#8220;Mestrinhos&#8221;. O saber ancestral, as pr\u00e1ticas tradicionais e as atividades art\u00edsticas dos Mestres da Cultura sergipanos s\u00e3o formalmente reconhecidos no meio acad\u00eamico por interm\u00e9dio do M\u00e9rito Universit\u00e1rio Especial. O filme conta um pouco dessa hist\u00f3ria ao longo dos anos, trazendo os Mestrinhos para centralidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em>o saber popular e tradicional, homenageando trajet\u00f3rias atravessadas pela mem\u00f3ria e ancestralidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMukondo, da Vida Ap\u00f3s a Morte, Maria de Sil\u00fa\u201d<\/strong> (Brasil-BA, 2025, 19 min) &#8211; Fernanda Souza \/ UFBA<\/p>\n\n\n\n<p>O filme revela a import\u00e2ncia dos rituais f\u00fanebres no Candombl\u00e9 e a forma como essa tradi\u00e7\u00e3o compreende a morte como continuidade da vida. Inspirado na mem\u00f3ria de Maria de Sil\u00fa, Mameto do Nzazi Kavuungo, o filme mostra como a morte representa uma ideia de renascimento para as comunidades praticantes das religi\u00f5es afro-brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cNioladi: Como Resiste a L\u00edngua Kadiw\u00e9u?\u201d<\/strong> (Brasil-MS, 2025, 13 min) &#8211; Ana Beatriz Leal \/ UFMS<\/p>\n\n\n\n<p>Como resiste uma l\u00edngua ancestral ao tempo, \u00e0s rupturas hist\u00f3ricas e \u00e0s press\u00f5es externas? Na Reserva Ind\u00edgena Kadiw\u00e9u, em Mato Grosso do Sul, permanece viva a \u00fanica l\u00edngua polissint\u00e9tica falada no Brasil, marcada por diferencia\u00e7\u00f5es na fala de homens e mulheres. O Kadiw\u00e9u carrega em sua estrutura a hist\u00f3ria, a identidade e a vis\u00e3o de mundo de seu povo. A partir da escuta de professores, estudantes, lideran\u00e7as e anci\u00e3os, o document\u00e1rio acompanha o cotidiano de ensino e uso da l\u00edngua na escola, na fam\u00edlia e na mem\u00f3ria coletiva. Mais do que um meio de comunica\u00e7\u00e3o, a l\u00edngua Kadiw\u00e9u se revela como instrumento de resist\u00eancia cultural e evidencia o papel das novas gera\u00e7\u00f5es na preserva\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio imaterial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cO Que as Formigas me Contaram\u201d<\/strong> (Brasil-GO, 2026, 8 min) &#8211; Marcus Vinicius Diniz \/ UEG<\/p>\n\n\n\n<p>Entre o micro e o macro, a coreografia \u00e9 a mesma. O filme tra\u00e7a um paralelo visual entre a organiza\u00e7\u00e3o social das formigas e o cotidiano dos oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil, revelando a for\u00e7a coletiva e a invisibilidade de quem carrega o peso do mundo nas costas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cRio M\u00e3e (<\/strong><strong>\u9762<\/strong><strong>\u7eb1\u4e4b\u6cb3<\/strong><strong>)\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2025, 11 min) &#8211; Cristina Neves \/ USP<\/p>\n\n\n\n<p>Em Xinjiang, no Noroeste da China, um rio subterr\u00e2neo leva vida em meio ao deserto para o povo uigur. Constru\u00e7\u00e3o milenar cuja as \u00e1guas fluem das profundezas da terra at\u00e9 os verdes campos de uvas, o Karez \u00e9 conhecido pelos que dele usufruem como Rio M\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSaber Brincar\u201d<\/strong> (Brasil-CE, 2024, 15 min) &#8211; Leticia Diniz \/ UFC<\/p>\n\n\n\n<p>Um filme sobre o encanto de ser crian\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o do Cariri. O document\u00e1rio, mergulha nas cores, nos ritos e nas tradi\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, que com suas brincadeiras mant\u00eam vivas as ra\u00edzes que florescem nos grupos de cultura popular, celebrando a inf\u00e2ncia, o l\u00fadico e a tradi\u00e7\u00e3o que molda o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSer Cria\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2025, 9 min) &#8211; Marco Aur\u00e9lio Correa \/ UERJ<\/p>\n\n\n\n<p>Entre a zoeira e o papo reto a Tropa inteligente lan\u00e7a mais uma braba audiovisual, agora passando a vis\u00e3o sobre o que \u00e9 ser cria. A turma 1205 de 2023 da EM Maria de Cerqueira (Manguinhos, Rio de Janeiro) solta o verbo, larga o riso e mete dancinha para nos contar o que faz uma crian\u00e7a ser cria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cTrago Seu Amor de Volta\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2026, 18 min) &#8211; Ra\u00edssa Anjos \/ USP<\/p>\n\n\n\n<p>Raimunda e Cora procuram por um destinat\u00e1rio desconhecido: o antigo amor da falecida m\u00e3e de Raimunda, para quem ela escreveu cartas que nunca foram enviadas. Melhores amigas, as duas projetam luto, solid\u00e3o, amor e frustra\u00e7\u00f5es nas palavras das cartas perdidas; Raimunda sente pela m\u00e3e, enquanto Cora sente pelo pai.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cUm Gosto Assim\u201d<\/strong> (Brasil-DF, 2026, 20 min) &#8211; Helena Versiani \/ UnB<\/p>\n\n\n\n<p>Meses ap\u00f3s a morte de seu pai e entre noitadas com diferentes mulheres, Laura se dedica a organizar as coisas que ele deixou. In\u00e1cio era um homem reservado, colecionador de livros e cacarecos digitais. Num blog mantido em segredo, ela descobre que In\u00e1cio teve uma rela\u00e7\u00e3o com outro homem no fim da vida. Ela busca ent\u00e3o se reconciliar com a figura do pai.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><strong>* \u201cUm P\u00e9 de Caju\u201d<\/strong> (Brasil-MA, 2025, 22 min) &#8211; Pablo Monteiro e Cadu Marques \/ UFMA<\/p>\n\n\n\n<p>Passado e presente tecem mem\u00f3rias de tradi\u00e7\u00e3o. Entre hist\u00f3rias vividas e hist\u00f3rias contadas, Cajueiro, comunidade quilombola do munic\u00edpio de Alc\u00e2ntara (MA), desapropriada de seu primeiro territ\u00f3rio em 1980 &#8211; devido a expans\u00e3o do Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara &#8211; se reterritorializa cotidianamente atrav\u00e9s da transmiss\u00e3o do conhecimento educacional quilombola.<\/p>\n\n\n\n<p>PANORAMA HIST\u00d3RICO<\/p>\n\n\n\n<p>THE FLAHERTY WAY: O SEMIN\u00c1RIO FLAHERTY E OS CAMINHOS DO CONTRA-CINEMA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cHarlan County: Trag\u00e9dia Americana\u201d<\/strong> (\u201cHarlan County U.S.A.\u201d, EUA, 1976, 103 min) &#8211; Barbara Kopple<\/p>\n\n\n\n<p>Um registro comovente da luta de treze meses entre uma comunidade que luta para sobreviver e uma corpora\u00e7\u00e3o dedicada aos resultados financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cNanook, o Esquim\u00f3\u201d<\/strong> (\u201cNanook of the North\u201d, EUA, 1922, 79 min) &#8211; Robert J. Flaherty<\/p>\n\n\n\n<p>Precursor do document\u00e1rio como g\u00eanero cinematogr\u00e1fico, o diretor Robert J. Flaherty acompanha ao longo de um ano a vida de Nanook e sua fam\u00edlia, inu\u00edtes que vivem no C\u00edrculo \u00c1rtico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cPara Sempre Condenadas\u201d<\/strong> (\u201cDamned If You Don\u2019t\u201d, EUA, 1987, 42 min) &#8211; Su Friedrich<\/p>\n\n\n\n<p>O filme acompanha uma jovem freira que luta contra o desejo sexual por uma mulher do mundo exterior e, eventualmente, sucumbe a ele. A obra utiliza uma combina\u00e7\u00e3o de narra\u00e7\u00e3o em off, cinematografia em preto e branco marcante e reconstitui\u00e7\u00f5es para criar um estudo hipn\u00f3tico e on\u00edrico sobre a repress\u00e3o e a resist\u00eancia a ela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cRemontagem\u201d<\/strong> (\u201cReassemblage: From the Firelight to the Screen\u201d, EUA, 1983, 40 min) &#8211; Trinh T. Minh-ha<\/p>\n\n\n\n<p>O filme documenta a vida de mulheres em uma zona rural do Senegal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cSombras Reveladas\u201d<\/strong> (\u201cCast of Shadows\u201d, Finl\u00e2ndia, 2025, 121 min) &#8211; Sami van Ingen<\/p>\n\n\n\n<p>Usando materiais invis\u00edveis do arquivo de sua fam\u00edlia, Sami van Ingen apresenta um ensaio sobre as mulheres ao redor de seu av\u00f4, o cineasta Robert J. Flaherty, e os pap\u00e9is cruciais que elas desempenharam na produ\u00e7\u00e3o de seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cTempo de Embebedar Cavalos\u201d<\/strong> (\u201cZamani Baray-e Masti-e Asbha\u201d, Ir\u00e3, 2000, 78 min) &#8211; Bahman Ghobadi<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a morte do pai, uma fam\u00edlia de cinco crian\u00e7as \u00e9 for\u00e7ada a sobreviver sozinha numa aldeia curda na fronteira iraniana. Tudo piora quando Ayoub, o novo chefe de fam\u00edlia de apenas 12 anos, descobre que seu irm\u00e3o deficiente, Madi, precisa de uma opera\u00e7\u00e3o urgente para sobreviver.<\/p>\n\n\n\n<p><em>A hist\u00f3ria de tr\u00eas irm\u00e3os \u00f3rf\u00e3os de um contrabandista na fronteira do Ir\u00e3 com o Iraque.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>PROGAMAS ESPECIAIS<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAprender\u201d<\/strong> (\u201cApprendre\u201d, Fran\u00e7a, 2024, 105 min) &#8211; Claire Simon<\/p>\n\n\n\n<p>Na escola prim\u00e1ria p\u00fablica Makarenko, nos arredores de Paris, as crian\u00e7as querem aprender e ser acolhidas, enquanto os professores sabem que n\u00e3o apenas ensinam, mas tamb\u00e9m educam. Com carinho, persist\u00eancia e empenho, as crian\u00e7as s\u00e3o preparadas para se tornarem n\u00e3o apenas cidad\u00e3os respons\u00e1veis, mas tamb\u00e9m seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cLendo o Mundo\u201d<\/strong> (Brasil-RN\/EUA, 2025, 71 min) &#8211; Catherine Murphy e Iris de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio dos anos 1960, Paulo Freire (1921-1997) liderou um projeto experimental no nordeste do Brasil, permitindo que centenas de adultos lessem, escrevessem e votassem. A agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica levou ao ex\u00edlio de Freire, durante o qual ele se tornou um \u00edcone global, promovendo a democracia por meio da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cTiet\u00ea: \u00c1guas Verdadeiras\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2026, 95 min) &#8211; Rodrigo Campos<\/p>\n\n\n\n<p>O filme explora o curso do Rio Tiet\u00ea, desde sua nascente em Sales\u00f3polis at\u00e9 Mogi das Cruzes, oferecendo uma vis\u00e3o hol\u00edstica que transcende o estigma da polui\u00e7\u00e3o. A narrativa se estrutura em torno de quatro eixos: Mapeamento Ambiental, que exp\u00f5e problemas cr\u00edticos como o lan\u00e7amento de efluentes e a perda da vegeta\u00e7\u00e3o rip\u00e1ria; Mapeamento da Mem\u00f3ria e da Cultura, que resgata o senso de afeto e pertencimento da popula\u00e7\u00e3o; Educa\u00e7\u00e3o Ambiental, com o objetivo de conscientizar as futuras gera\u00e7\u00f5es; e Proposta de Solu\u00e7\u00f5es, que discute iniciativas para a recupera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e a sustentabilidade. O fio condutor da obra \u00e9 um passeio l\u00fadico em um pequeno barco, conduzido pelo cantor, compositor e pesquisador Victor Kinjo, que atua na \u00e1rea de estudos fluviais em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Economia da Esperan\u00e7a\u201d<\/strong> (Brasil-SP, 2026, 92 min) &#8211; Sylvio Rocha (dire\u00e7\u00e3o) e Guilherme Brammer idealiza\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma jornada que come\u00e7a na Coreia do Sul e percorre o Brasil \u2013 da Amaz\u00f4nia ao cerrado, das comunidades ribeirinhas aos laborat\u00f3rios de biotecnologia \u2013, dois empreendedores de impacto partem em busca de uma resposta: \u00e9 poss\u00edvel construir neg\u00f3cios que regenerem o planeta e ainda sejam vi\u00e1veis? No caminho, encontram cientistas, agricultores, lideran\u00e7as ind\u00edgenas e fundadores que j\u00e1 est\u00e3o construindo essa resposta, cada um \u00e0 sua maneira. Pessoas que n\u00e3o esperam o mundo melhorar \u2014 que esperan\u00e7am, como diria a fil\u00f3sofa Terezinha Rios. Um road movie sobre o Brasil que o Brasil ainda n\u00e3o conhece.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cLonge dos Holofotes\u201d<\/strong> (\u201cFar From the Spotlight\u201d, Fran\u00e7a, 2025, 33 min) &#8211; J\u00e9r\u00e9mie Battaglia<\/p>\n\n\n\n<p>No filme, o diretor franco-canadense&nbsp;J\u00e9r\u00e9mie Battaglia conhece as pessoas que fabricam no Brasil os t\u00eanis da VEJA, marca francesa de t\u00eanis sustent\u00e1veis, reconhecida pelo uso de materiais ecol\u00f3gicos, como borracha da Amaz\u00f4nia e algod\u00e3o org\u00e2nico, focada no com\u00e9rcio justo. S\u00e3o personagens do document\u00e1rio Irisnete, que coleta seringueiras na Amaz\u00f4nia; Osvaldo, que colhe algod\u00e3o org\u00e2nico; Richard, que trabalha em uma f\u00e1brica de t\u00eanis brasileira; e Lu\u00eania, que separa garrafas pl\u00e1sticas para reciclagem.<\/p>\n\n\n\n<p>ECOFALANTE EDUCA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cA Incr\u00edvel Aventura das Sonhadoras Crian\u00e7as contra Lixeira Furada e Capit\u00e3o Sujeira\u201d<\/strong> (Brasil-RJ, 2019, 15 min) &#8211; Beatriz Ohana<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o lixo s\u00f3 cresce e os adultos n\u00e3o d\u00e3o conta do problema, Jo\u00e3o Pedro, Sophia e as crian\u00e7as do QG dos Sonhadores entram em a\u00e7\u00e3o para derrotar o atrapalhado Lixeira Furada e seu comparsa, Capit\u00e3o Sujeira, os inimigos do bairro. Uma aventura repleta de imagina\u00e7\u00e3o e fantasia, que apresenta o olhar das crian\u00e7as sobre o lugar em que vivem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cCata\u201d<\/strong> (Brasil-MA, 2025, 25 min) &#8211; Lucas S\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, 70% dos munic\u00edpios depositam seus res\u00edduos s\u00f3lidos em lix\u00f5es. H\u00e1 cerca de 3 mil lix\u00f5es no pa\u00eds e mais de um milh\u00e3o de catadores de materiais recicl\u00e1veis. A Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos prev\u00ea a obrigatoriedade do fim dos lix\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMeu Av\u00f4 Estranho\u201d<\/strong> (\u201cMoy Strannyy Dedushk\u201d, R\u00fassia, 2011, 8 min) &#8211; Dina Velikovskaya<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o. Uma garotinha que vive \u00e0 beira-mar, na pobreza, com seu av\u00f4 \u2013 um homem exc\u00eantrico e marginal. Em total segredo, este \u00faltimo constr\u00f3i um rob\u00f4 a partir de materiais reciclados para sua neta, que n\u00e3o gosta da condi\u00e7\u00e3o de vida deles.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cOs Pequenos Mundos, uma Aventura com Caixas\u201d<\/strong> (Brasil-SC, 2024, 9 min) &#8211; Sandra Coelho<\/p>\n\n\n\n<p>O filme conta a hist\u00f3ria de uma boneca que ganha vida e ajuda um pequeno caixa-cervo perdido em sua jornada para reencontrar seus pais. Nesta aventura, eles se deparam com diversas criaturas como a caixa-risonha, o caixa-p\u00e1ssaro, a caixa-bal\u00e3o, o planeta-caixa e o gigante-caixa. A dramaturgia aponta para a import\u00e2ncia do cuidado e da fantasia no tempo da inf\u00e2ncia. A proposta \u00e9 ancorada no conceito dos brinquedos n\u00e3o estruturados \u2013 como elementos de constitui\u00e7\u00e3o est\u00e9tico da narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cTsuru\u201d<\/strong> (Brasil-BA, 2024, 6 min) &#8211; Pedro Anias<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o. O filme conta a hist\u00f3ria de um peda\u00e7o de papel adormecido que, ap\u00f3s ser despertado pelo bater de asas de um Tsuru (origami de ave japonesa), inicia uma desafiadora jornada em busca de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cUm Sonho de Hava\u00ed\u201d<\/strong> (\u201cDr\u00f8mmen om Hawaii\u201d, Noruega, 2022, 15 min) &#8211; Thomas Smoor Isaksen<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o. Um n\u00f4made tenta sobreviver em um mundo coberto por res\u00edduos pl\u00e1sticos, enquanto sonha com as praias brancas do Hava\u00ed. Sua longa jornada o levar\u00e1 a um lugar sem pl\u00e1stico?<\/p>\n\n\n\n<p>FIFE &#8211; Festival International du Film d\u2019\u00c9ducation<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cAqui\u201d<\/strong> (\u201cIci\u201d, Fran\u00e7a, 2017, 15 min) &#8211; Aur\u00e9lia Hollart<\/p>\n\n\n\n<p>Axel deixou a Guin\u00e9. Na tenra idade de oito anos, ele descobre os sub\u00farbios de Paris e sua nova escola. Mas seu cora\u00e7\u00e3o ficou para tr\u00e1s e Axel n\u00e3o consegue mais falar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cKuap\u201d<\/strong> (Su\u00ed\u00e7a, 2018, 7 min) &#8211; Nils Hediger<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o. Um pequeno girino n\u00e3o se transforma em sapo como os outros girinos. Ele n\u00e3o desenvolve patas dianteiras nem traseiras, para seu grande desgosto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMatilda\u201d<\/strong> (It\u00e1lia, 2013, 10 min) &#8211; Vito Palmieri<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser t\u00edmida, Matilde \u00e9 uma crian\u00e7a com uma intelig\u00eancia din\u00e2mica e um esp\u00edrito forte. Em sua sala de aula, no entanto, algo a est\u00e1 incomodando. Combinando as sugest\u00f5es recebidas de sua professora, o interesse pelas ferramentas de uma m\u00e3e cabeleireira e sua paix\u00e3o pelo t\u00eanis, Matilde procura uma solu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica e original para encontrar a serenidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMeu Amigo Nietzsche\u201d<\/strong> (Brasil-DF, 2012, 15 min) &#8211; F\u00e1uston da Silva<\/p>\n\n\n\n<p>Um encontro improv\u00e1vel inicia uma violenta revolu\u00e7\u00e3o na mente de um garoto, de uma fam\u00edlia e de uma sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* \u201cMeu Av\u00f4 Estranho\u201d<\/strong> (\u201cMoy Strannyy Dedushk\u201d, R\u00fassia, 2011, 8 min) &#8211; Dina Velikovskaya<\/p>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o. Uma garotinha que vive \u00e0 beira-mar, na pobreza, com seu av\u00f4 \u2013 um homem exc\u00eantrico e marginal. Em total segredo, este \u00faltimo constr\u00f3i um rob\u00f4 a partir de materiais reciclados para sua neta, que n\u00e3o gosta da condi\u00e7\u00e3o de vida deles.<\/p>\n\n\n\n<p>longa-metragem infantil<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSete Cores da Amaz\u00f4nia\u201d<\/strong> (Brasil-AM, 2022, 78 min) &#8211; Ana L\u00edgia Pimentel<\/p>\n\n\n\n<p>Sarah \u00e9 mais uma menina que vive nas in\u00fameras palafitas da periferia de Manaus. Acostumada com sua rotina de pobreza, Sarah v\u00ea seu mundo se expandir enormemente quando conhece sua av\u00f3, Ceucy, e embarca em uma jornada de descoberta de suas ra\u00edzes ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>evento acontece de 28\/05 a 10\/06, com entrada franca<\/li>\n\n\n\n<li>s\u00e3o exibidos 104 filmes, representando 27 pa\u00edses<\/li>\n\n\n\n<li>presentes produ\u00e7\u00f5es vencedoras do Oscar, premiados nos festivais de Cannes, Sundance, Locarno, Montreal, Guadalajara e Tribeca e selecionados para Berlim e Roterd\u00e3<\/li>\n\n\n\n<li>Leonardo DiCaprio e Ang Lee s\u00e3o produtores executivos de dois dos t\u00edtulos programados: \u201cO Grande Lago Salgado\u201d e \u201c\u00c0 Deriva: 76 Dias Perdido no Mar\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>\u201cArquivo Vivo\u201d, novo longa de Vincent Carelli, tem premi\u00e8re mundial e participa da mostra competitiva de longas brasileiros<\/li>\n\n\n\n<li>primeiro document\u00e1rio da argentina Lucrecia Martel, o premiado \u201cNossa Terra\u201d, \u00e9 atra\u00e7\u00e3o in\u00e9dita em S\u00e3o Paulo<\/li>\n\n\n\n<li>s\u00e9rie de debates discutem emerg\u00eancia clim\u00e1ticas, conflitos no Oriente M\u00e9dio, colonialismo, Educa\u00e7\u00e3o, ativismo feminista, sa\u00fade mental e democracia<\/li>\n\n\n\n<li>Homenagem a Zita Carvalhosa re\u00fane dire\u00e7\u00f5es de Jeferson De, Carolina Markowicz, Aur\u00e9lio Michiles e Jos\u00e9 Roberto Torero<\/li>\n\n\n\n<li>51 selecionados brasileiros est\u00e3o nas mostras competitivas Territ\u00f3rios e Mem\u00f3ria e Concurso Curta Ecofalante<\/li>\n\n\n\n<li>Panorama Hist\u00f3rico traz o vencedor do Oscar \u201cHarlan County: Trag\u00e9dia Americana\u201d (1976) e o cl\u00e1ssico document\u00e1rio \u201cNanook, o Esquim\u00f3\u201d (1922), de Robert J. Flaherty, em vers\u00e3o restaurada<\/li>\n\n\n\n<li>Programas Especiais promovem estreias de filmes<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>*Programa Ecofalante Educa\u00e7\u00e3o leva filmes educativos, longa e curtas infantis, para o circuito<br>de CEUs e escolas da rede p\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Sami van Ingen, bisneto do cineasta Robert J. Flaherty e de Francis Hubbard Flaherty, ministra masterclass sobre o processo de pesquisa do filme \u201cSombras Reveladas\u201d<\/li>\n\n\n\n<li>Oficinas para o p\u00fablico jovem ser\u00e3o ministradas nos CEUs<\/li>\n\n\n\n<li>Sess\u00f5es acontecem no Reserva Cultural, Centro Cultural S\u00e3o Paulo e em 28 espa\u00e7os do Circuito Spcine<\/li>\n\n\n\n<li>plataformas parceiras Ita\u00fa Cultural Play e Spcine Play disponibilizam parte da programa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o festival<\/li>\n\n\n\n<li>patrocinado pelo Ita\u00fa, Spcine e White Martins, com apoio Veja, festival \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da OSC Ecofalante, Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Ind\u00fastrias Criativas, Minist\u00e9rio da Cultura e Governo Federal<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com um total de 104 filmes, representando 27 pa\u00edses, a 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Mostra Ecofalante&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29481,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",878,434,false],"thumbnail":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32-300x148.jpeg",300,148,true],"medium_large":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32-768x380.jpeg",640,317,true],"large":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",640,316,false],"1536x1536":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",878,434,false],"2048x2048":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",878,434,false],"newsever-slider-full":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",878,434,false],"newsever-featured":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32.jpeg",878,434,false],"newsever-medium":["https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/WhatsApp-Image-2026-05-22-at-11.06.32-720x434.jpeg",720,434,true]},"author_info":{"display_name":"Reda\u00e7\u00e3o","author_link":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/author\/g5poa\/"},"category_info":"<a href=\"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/category\/cultura\/\" rel=\"category tag\">Cultura<\/a>","tag_info":"Cultura","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29480"}],"collection":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29480"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29480\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29482,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29480\/revisions\/29482"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/n1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}