{"id":2312,"date":"2020-09-02T19:48:28","date_gmt":"2020-09-02T22:48:28","guid":{"rendered":"http:\/\/novosaopaulo.com.br\/?p=2312"},"modified":"2020-09-02T19:51:30","modified_gmt":"2020-09-02T22:51:30","slug":"as-cidades-brasileiras-tornar-se-ao-inteligentes-depois-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/2020\/09\/02\/as-cidades-brasileiras-tornar-se-ao-inteligentes-depois-da-pandemia\/","title":{"rendered":"As cidades brasileiras tornar-se-\u00e3o inteligentes depois da pandemia?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Peter Alouche*<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mcusercontent.com\/49153afe1a0c7956777b28ca9\/images\/0a5dd33c-6a62-4b62-ad81-85f9560a7809.jpeg\" height=\"200\" width=\"266\">Qual o panorama das cidades brasileiras durante a pandemia e como ser\u00e1 depois? Responder a esta pergunta, quando tudo s\u00e3o incertezas, \u00e9 bem dif\u00edcil. Eu gostaria muito de ser otimista, mas preciso ser realista. Estamos vivendo um per\u00edodo absolutamente surreal que foi, ali\u00e1s, magistralmente bem descrito, 70 anos atr\u00e1s, por Albert Camus no&nbsp;<em>\u201cLa Peste\u201d.<\/em>&nbsp; Enfrentamos um v\u00edrus extremamente inteligente e astuto, que est\u00e1 ganhando a batalha em todas as frentes. O medo e a inseguran\u00e7a tomaram conta da sociedade do Brasil e do mundo. O v\u00edrus abalou o setor de sa\u00fade, transformando-se&nbsp;&nbsp; em pandemia. As mortes se multiplicam aos milhares. A economia est\u00e1 arrasada, os investimentos inseguros e improv\u00e1veis e o desemprego generalizado. As aulas est\u00e3o suspensas e as pessoas confinadas. Parece que est\u00e1 todo mundo vivendo o&nbsp;<em>\u201cEsperando Godot\u201d,<\/em>&nbsp;de Samuel Becket. Todos n\u00f3s tentamos nos proteger com m\u00e1scaras e nos distanciarmos uns dos outros, com receio de sermos contaminados. O \u201cinferno s\u00e3o os outros\u201d, como diria Jean-Paul Sartre.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse panorama pessimista, para n\u00e3o dizer apocal\u00edptico, como est\u00e3o se comportando nossas cidades durante a pandemia e como estar\u00e3o depois, em especial, quanto \u00e0 sua mobilidade e seu transporte p\u00fablico?<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 mais perguntas do que respostas. Mas uma coisa \u00e9 certa: a pandemia nos mostrou duas realidades importantes. Uma \u00e9 de que as cidades brasileiras n\u00e3o estavam preparadas a tal sismo, como ali\u00e1s poucas no mundo.&nbsp; N\u00e3o foram estruturadas como cidades inteligentes e, por isso, temos que descobrir o caminho para torn\u00e1-las inteligentes. Outra realidade \u00e9 que cometemos erros hist\u00f3ricos no Planejamento e na Mobilidade de nossas cidades. Temos que corrigi-los e n\u00e3o podemos comet\u00ea-los novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como tornar nossas Cidades Inteligentes?&nbsp; Cidade Inteligente \u00e9 aquela que tem como foco a qualidade de vida dos seus cidad\u00e3os.&nbsp; Para isso, ela necessita criar:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Um meio ambiente inteligente, isto \u00e9, ar n\u00e3o polu\u00eddo, energia eficaz, saneamento do esgoto, tratamento do lixo, etc.<\/li><li>Um planejamento urban\u00edstico inteligente, com muito verde e \u00e1reas livres, conjuntos habitacionais estruturados, zonas industriais e comerciais bem planejadas, para o bom conv\u00edvio social.<\/li><li>Uma popula\u00e7\u00e3o com modo de vida inteligente, isto \u00e9, pessoas educadas, respeitosas das leis e dos outros, que amem de fato sua cidade.<\/li><li>Uma economia e uma gest\u00e3o p\u00fablica inteligentes para haver sustentabilidade.<\/li><li>Por fim, uma Mobilidade Inteligente, seguindo o conceito da \u201cMobilidade como Servi\u00e7o\u201d (MAAS \u2013 Mobility As a Service).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O conceito de MAAS surgiu na Finl\u00e2ndia e se transformou, para as cidades modernas, numa inova\u00e7\u00e3o disruptiva. A UITP (Uni\u00e3o Internacional de Transportes P\u00fablicos) o adotou como diretriz. Nele, o usu\u00e1rio do transporte \u00e9 o centro das aten\u00e7\u00f5es. Os seus deslocamentos t\u00eam que ser \u00e1geis, seguros, fluidos, flex\u00edveis e com acesso f\u00e1cil. Tudo perfeitamente integrado \u201con-line\u201d, desde a origem at\u00e9 o destino das viagens, com o uso de todos os modos de transporte dispon\u00edveis, individuais ou p\u00fablicos, motorizados ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As cidades Inteligentes e o MAAS necessitam de muita tecnologia avan\u00e7ada com ferramentas de TI e de telecomunica\u00e7\u00f5es poderosas, tais como Internet 5G, BIG DATA, Georreferenciamento, Internet das Coisas, Intelig\u00eancia Artificial, Nova Gera\u00e7\u00e3o de Sensores, Reconhecimento Facial, Moeda Criptografada e, por fim, Seguran\u00e7a Cibern\u00e9tica. Toda essa tecnologia oferece certamente riscos que n\u00e3o podem ser ignorados, como a invas\u00e3o da privacidade das pessoas, a a\u00e7\u00e3o dos hackers e principalmente o controle pol\u00edtico dos cidad\u00e3os, lembrando \u201c1984\u201d, a famosa obra de Orwell. O Brasil est\u00e1 muito avan\u00e7ado no dom\u00ednio das tecnologias de ponta e n\u00e3o vejo grandes riscos, entre n\u00f3s, em termos de controle pol\u00edtico. Nosso problema n\u00e3o \u00e9 tecnol\u00f3gico, mas sim de op\u00e7\u00f5es equivocadas que fizemos no passado e erros que cometemos. Precisamos corrigi-los e n\u00e3o comet\u00ea-los novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o transporte individual, temos que investir nas ciclovias, como faz Paris, e deixar de privilegiar o carro particular. No Transporte P\u00fablico, temos que investir nos modos ecol\u00f3gicos, eficientes, r\u00e1pidos e baratos. A escolha adequada dos modos para uma Cidade \u00e9 fundamental para seu planejamento e deve seguir crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e n\u00e3o pol\u00edticos, porque tem grande impacto urbano e ambiental, a m\u00e9dio e longo prazos. A quest\u00e3o da oferta, face \u00e0 demanda, \u00e9 fundamental nessa escolha para garantir um transporte de qualidade, no horizonte do projeto.&nbsp; Qualidade da oferta significa seguran\u00e7a, tempo reduzido na viagem, velocidade, acessibilidade e conforto, al\u00e9m da flexibilidade para sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais. A tecnologia escolhida precisa ser ecologicamente limpa, ser conhecida e comprovada e que possa permitir uma opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o simples e baratas. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente selecionar a melhor tecnologia. \u00c9 necess\u00e1rio implant\u00e1-la adequadamente. A quest\u00e3o econ\u00f4mica e financeira \u00e9 obviamente determinante, por isso \u00e9 necess\u00e1rio um estudo de engenharia financeira que inclua os benef\u00edcios e as externalidades da tecnologia. O grande erro que nossas cidades t\u00eam muitas vezes feito, foi escolher um modo de transporte inadequado, com uma vis\u00e3o pol\u00edtica de curto prazo, onde custo e recursos foram os \u00fanicos crit\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Como erros cometidos, h\u00e1 muitos casos que eu poderia citar. Vou me ater a alguns exemplos emblem\u00e1ticos.&nbsp; A prefer\u00eancia por projetos de BRTs que, em princ\u00edpio, deveriam ser corredores de \u00f4nibus, com ve\u00edculos de alta capacidade, ecologicamente limpos, para oferecer um servi\u00e7o r\u00e1pido, eficiente e de qualidade, mas t\u00eam sido mal implantados e se tornaram um transporte ineficiente, inseguro, barulhento, que degrada muito o entorno. Exemplos claros disso s\u00e3o os 125 km de corredores no Rio de Janeiro e os de S\u00e3o Paulo nas Avenidas Santo Amaro e Vereador Diniz.&nbsp; Nossas cidades, entranhadamente, n\u00e3o t\u00eam considerado a op\u00e7\u00e3o do VLT, que \u00e9 um sistema de transporte el\u00e9trico ideal para um corredor de m\u00e9dia capacidade e cuja implanta\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente fruto de um projeto associado a uma renova\u00e7\u00e3o urbana. \u00c9 bem mais abrangente que um simples transporte de pessoas. Ele tem sido um marco de valoriza\u00e7\u00e3o de muitas cidades pelo mundo afora, praticamente em todas as cidades francesas. Mas n\u00e3o tem sido uma alternativa considerada pelos munic\u00edpios brasileiros, em fun\u00e7\u00e3o de seu alegado alto custo e prazo de implanta\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel com os prazos pol\u00edticos.&nbsp; Com exce\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, que tem um VLT que revolucionou a Cidade em termos de renova\u00e7\u00e3o urban\u00edstica e a Baixada Santista, que tamb\u00e9m o adotou como uma alternativa ecol\u00f3gica, as nossas cidades t\u00eam preferido sistemas de \u00f4nibus, mais baratos e de menor prazo de implanta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo projeta uma liga\u00e7\u00e3o por BRT, do ABC at\u00e9 as linhas da CPTM e do Metr\u00f4 que, no meu entender, deveria ser um VLT ou mesmo uma linha de metr\u00f4 cl\u00e1ssico. Monotrilho, n\u00e3o. Esta comprovou ser uma tecnologia inadequada, ineficaz e poluente. Os corredores Norte\/Sul e Leste\/Oeste de Goi\u00e2nia, previstos para terem um VLT, s\u00e3o corredores de \u00f4nibus que degradam a regi\u00e3o.&nbsp; O VLT de Cuiab\u00e1, prometido para operar em 2014, tem suas obras paralisadas h\u00e1 mais de 6 anos, com seus 40 ve\u00edculos adquiridos e entregues, sujeitos \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o num p\u00e1tio improvisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, como exemplo de um erro grave cometido por nosso Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, empresa considerada modelo de efici\u00eancia e credibilidade no Brasil e no mundo (que admiro e respeito demais, talvez porque ajudei a construir), esse nosso Metr\u00f4 adotou erradamente, para suas Linhas 15 \u2013 Prata e 17- Ouro, por raz\u00f5es que desconhe\u00e7o e sem nenhum estudo pr\u00e9vio de engenharia e de viabilidade, uma tecnologia in\u00e9dita no Brasil, o Monotrilho.&nbsp; Os problemas que tem apresentado o monotrilho na Linha 15, que est\u00e1 ainda numa opera\u00e7\u00e3o parcial, s\u00e3o p\u00fablicos e not\u00f3rios e nem por isso ainda bem esclarecidos. Eu estou convencido que na liga\u00e7\u00e3o prevista de Vila Prudente a Cidade Tiradentes, o monotrilho n\u00e3o vai conseguir atender \u00e0 oferta especificada de 48.000 passageiros por hora por sentido. Pergunto: por que n\u00e3o se adotou a tecnologia cl\u00e1ssica de metr\u00f4, que comprovou sua grande efici\u00eancia nas outras linhas da rede? A alegada redu\u00e7\u00e3o de custo n\u00e3o se comprovou.&nbsp; No monotrilho da Linha 17, que iria de Congonhas at\u00e9 o Morumbi, as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem maiores. Al\u00e9m da linha estar paralisada por problemas t\u00e9cnicos e judiciais, n\u00e3o h\u00e1 garantia que vai operar adequadamente. Foi um erro que eu chamaria de \u201ctr\u00e1gico\u201d, porque manchou a imagem do Metr\u00f4 e infelizmente n\u00e3o h\u00e1 como consertar.&nbsp; S\u00f3 espero que o Metr\u00f4 n\u00e3o cometa de novo um erro semelhante. E nesse contexto, mais uma pergunta que se coloca \u00e9: por que se adotou na Linha 17 uma tecnologia alien\u00edgena, poluente, que usa ve\u00edculos com rodas de borracha, insegura e ineficiente como a do monotrilho, quando temos no Brasil uma tecnologia, genuinamente brasileira, o Aeromovel, que seria ideal para a Linha 17, considerando sua demanda de m\u00e9dia capacidade?<\/p>\n\n\n\n<p>O Aeromovel \u00e9 um tipo de \u201cPeople Mover\u201d, desenvolvido no Brasil, no Rio Grande do Sul, com uma tecnologia in\u00e9dita, que emprega o princ\u00edpio exclusivo da propuls\u00e3o pneum\u00e1tica, viabilizada por um fluxo de ar de baixa press\u00e3o e alta vaz\u00e3o. A propuls\u00e3o utiliza ventiladores industriais estacion\u00e1rios, normalmente localizados junto \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de passageiros. A press\u00e3o de ar atua sobre placas de propuls\u00e3o fixas ao ve\u00edculo, que se deslocam dentro do duto da via, resultando no empuxo de tra\u00e7\u00e3o. A aplica\u00e7\u00e3o comercial internacional do Aeromovel foi em Jacarta \u2013 Indon\u00e9sia, em opera\u00e7\u00e3o desde abril de 1989 (sem nenhum problema ou incidente), e em Porto Alegre, conectando o Aeroporto Salgado Filho ao metr\u00f4 da TRENSURB, em opera\u00e7\u00e3o desde 2013, opera\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel. O Aeromovel se apresenta como um transporte de m\u00e9dia capacidade, que est\u00e1 alinhado com as tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas do futuro, e que rejeita os equipamentos caros, complexos, ineficientes, ambientalmente e economicamente menos sustent\u00e1veis. \u00c9, portanto, o mais indicado para ser implantado em cidades brasileiras e torn\u00e1-las desse modo mais inteligentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, como se v\u00ea, n\u00e3o perdi as esperan\u00e7as, apesar de meu pessimismo quanto ao panorama, sem precedentes, das cidades brasileiras durante e depois da pandemia. \u00c9 s\u00f3 trabalhar para tornar nossas cidades mais inteligentes e n\u00e3o cometer os erros do passado, principalmente no que tange ao transporte p\u00fablico. Tenho f\u00e9 que a m\u00e9dio e longo prazos, tudo ser\u00e1 diferente. As cidades v\u00e3o se reestruturar. Os urbanistas, nos seus projetos, v\u00e3o ter que sanar os graves problemas habitacionais e tornar os ambientes mais verdes, mais abertos e mais seguros, levando em conta poss\u00edveis novos surtos sanit\u00e1rios. As cal\u00e7adas ser\u00e3o mais largas e mais ciclovias ser\u00e3o constru\u00eddas. No que tange ao transporte p\u00fablico nas grandes cidades, ele continuar\u00e1 a ser vital, principalmente para a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida, mas vai ter que se reinventar para conseguir os recursos necess\u00e1rios.&nbsp; O di\u00e1logo entre os munic\u00edpios das regi\u00f5es metropolitanas vai ter que existir, com a cria\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de uma autoridade \u00fanica para a gest\u00e3o dos transportes. O poder p\u00fablico vai ter que introduzir profundas modifica\u00e7\u00f5es na sua pol\u00edtica, no seu planejamento e nas suas prioridades em termos de transporte. Como ser\u00e1 isso?&nbsp; Ningu\u00e9m sabe com certeza. A esperan\u00e7a \u00e9 que, passo a passo, nossas cidades v\u00e3o se tornar mais inteligentes e n\u00e3o v\u00e3o mais cometer os erros do passado. Por enquanto, tudo s\u00e3o \u201cincertezas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Peter Alouche: Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo \u2013 Onde erramos? \u2013 Revista Engenharia<\/p>\n\n\n\n<p>Marcus Coester e&nbsp; Peter Alouche: Aeromovel: tecnologia brasileira de \u2018Automated People Mover\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>Peter Alouche: Escolha do modo de transporte um desafio para uma cidade sustent\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<p><br><br><strong><em>*Engenheiro Peter Alouche \u2013 Consultor de Transporte \u2013&nbsp;p<\/em><\/strong><strong><em>eter.alouche@uol.com.br<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp;\u2013 Engenheiro Eletricista, formado no Mackenzie, p\u00f3s-graduado em Sistemas de Pot\u00eancia na Poli-USP, com diversos cursos de especializa\u00e7\u00e3o em transporte p\u00fablico na Europa e Jap\u00e3o. Foi durante 35 anos Assessor T\u00e9cnico da Presid\u00eancia do Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo para Projetos Estrat\u00e9gicos e Tecnol\u00f3gicos, representante da Companhia na UITP e no CoMET.&nbsp; Foi por 25 anos, professor titular de linhas de transmiss\u00e3o nas Escolas de Engenharia da FAAP e do Mackenzie. Hoje \u00e9 Consultor independente nas \u00e1reas de tecnologia de Transporte. Tem in\u00fameros artigos publicados em revistas especializadas do Brasil e do exterior.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Qual o panorama das cidades brasileiras durante a pandemia e como ser\u00e1 depois? <\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2312"}],"collection":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2312"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2318,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2312\/revisions\/2318"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novosaopaulo.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}