#Adeus Itaú…

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Por mais que a administração municipal insiste em lutar para que o Leasing do Banco Itaú fique e recolha o ISS – Imposto sobre Serviços no Município, é e está sendo uma tarefa muito difícil.
O descuido foi lá atrás quando sabiam que um dia poderia perder a galinha dos ovos de ouro, mas não fizeram nada. Gastaram-se muito dinheiro construindo obras suntuosas e caras e não tiveram a consciência que tudo seria um paliativo.
Os governos anteriores aproveitaram a onda e nadaram de braçada. Investiu-se em coisas caras, revitalizaram bairros com materiais muito caro, exemplo: bairro de Calmon Viana, Vila Açoreana entre outros; obras como o teatro municipal que ainda não tem nome; escolas com piscina de primeiro mundo, prédios impróprios para abrigar pessoas, inclusive o da Melhor Idade que possui escadaria e, se tiver emergência o minúsculo elevador não suportará. É assim que fizeram com tanto dinheiro.

Agora veio esse atual prefeito indo e vindo de Brasília em busca de soluções para uma coisa que é inconstitucional e, por sua vez, o banco já sabia, pois deixou de recolher aos cofres do Município de São Paulo quase R$2 bilhões de reais neste período de quase 11 anos. Tudo isto, sem levar ao pé da letra, pois ninguém fez uma auditoria para saber a real situação deste recolhimento em Poá.

Para alguns observadores jurídicos e que entendem da matemática, o movimento do “Itaú fica” é natimorto e totalmente inconstitucional. A medida de manter o Itaú e o Safra no Município foi uma manobra da Câmara Municipal à época do então prefeito Roberto Marques. Houve uma Emenda Constitucional em (2006) e a perda da arrecadação era “tragédia anunciada”. A ASCOMP naquela oportunidade alertou sobre a debandada das empresas de prestação de serviços em detrimento ao privilégio concedido aos bancos. Para mudar e continuar o recolhimento em Poá, teria que mudar a Constituição Federal com outra Emenda sobre o ISS para se manter e isto resultaria em sua inconstitucionalidade. Embarcar neste barco é naufrágio na certa. Na ACIP – Associação comercial e Industrial de Poá – não tem orientação jurídica definida. Até a gestão anterior, o Dr. Paulo Takamura era o Diretor jurídico e pelo que se sabe, ele jamais orientaria esse suicídio político.

Portanto, esse convite de amanhã, dia 10 de julho, às 16 horas, para a população estar presente defronte à Câmara Municipal para saber o que está acontecendo é bater em ferro frio, aliás, de acordo com o tempo. Estas manobras são impossíveis de se realizarem e as tentativas são inócuas. O Santander já fez ações com a Prefeitura Municipal de São Paulo de muitos milhões, agora é o Itaú, tem que pensar muito neste assunto, pois o assunto merece cautela.

Fica Itaú – Vereador Edinho do Kemel sai na frente

Logo no início do mês de maio passado, o atuante vereador Edinho do Kemel colheu assinaturas dos poaenses para a manutenção da sede do Banco Itaú na cidade de Poá, com apoio da Associação Comercial e Industrial (ACIP).

Naquela manhã de 21 de maio, Edinho esteve numa tenda defronte à Praça da Bíblia para quem quisesse assinar sua reivindicação. Para ele, a ação visava coletar assinaturas para sensibilizar o banco a não retirar a sede de alguns serviços de Poá.

Muitos vereadores não quiseram aderir e foi até cogitado pelo vereador Marinho do Jornal a participação de todos os vereadores. O vereador Edinho aproveitou a presença do presidente da ACIP na Câmara e se colocou à disposição ato contínuo e se propôs a gravar um vídeo e ninguém quis, mesmo assim ele gravou e foi para as ruas colher assinaturas em vários pontos da cidade.

Segundo Edinho, a cidade perdeu muito tempo em sensibilizar a diretoria do banco para a manutenção dos seus serviços, pelo menos, até mais um ano até que seja feito a Reforma Tributária e Poá poderá ser contemplada c om uma verba substancial e não sofrerá tanto o impacto da perda do Banco Itaú.

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